Vírus Linfotrópico de Células T Humana tipo 1 (HTLV-1) e sua associação com Ceratoconjuntivite seca no Município de Salvador/ Bahia.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Sena, Cristina de Castro Lima Vargens
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública
Programa de Pós-Graduação em Medicina e Saúde Humana
EBMSP
brasil
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www7.bahiana.edu.br//jspui/handle/bahiana/265
Resumo: Introdução: O Vírus Linfotrópico para células T tipo 1 (HTLV-1) é endêmico em várias regiões do mundo, incluindo o Brasil. Esse vírus está relacionado a algumas doenças oftalmológicas, como a uveíte associada ao HTLV-1 (UAH) e a ceratoconjuntivite seca (CCS). Doença de caráter multifatorial, a CCS causa instabilidade do filme lacrimal, com potencial dano a superfície ocular. Essa tese abordará a relação entre ceratoconjuntivite seca (CCS) e sua associação com o (HTLV-1) e será apresentada na forma de artigos científicos. Objetivos: Essa tese tem por objetivo identificar a prevalência de CCS nos pacientes com HTLV-1, associar CCS com a carga proviral e avaliar o desempenho dos testes para diagnóstico de CCS realizados no centro de HTLV-1. Métodos: Em estudo de corte-transversal, foram avaliadas três amostras de pacientes com HTLV-1 em momentos diferentes. Todos os pacientes foram submetidos a um exame oftalmológico que incluiu a avaliação do filme lacrimal através do TBUT, teste de Schirmer 1 e coloração com Rosa Bengala. Foi realizada medida da carga proviral (CPV) através de PCR e avaliada sintomatologia de CCS através do questionário OSDI. Resultados: As prevalências de CCS nas três amostras estudadas variaram de 36,4 a 52,1%. A média da CPV nos pacientes com CCS apresentou significância estatística (p = 0,001) em relação à média dos pacientes sem CCS e foi demonstrado que pacientes com CPV maior que 100.000 cópias/106 PBMC têm um risco significativamente maior de desenvolver CCS. OSDI e TBUT realizados juntos mostraram uma sensibilidade de 99,5% e o teste de Schirmer 1 uma especificidade de 100%. Conclusões: Ao final desse estudo, foi encontrada uma elevada prevalência de CCS em pacientes portadores de HTLV-1, além de uma associação positiva com a presença de Paraparesia Espástica Tropical – Mielopatia Associada ao HTLV (HAM-TSP). Além disso, a carga proviral do HTLV-1 foi maior em pacientes com CCS, podendo representar um marcador biológico dessa doença. Foi possível concluir também que, para o diagnóstico acurado de CCS, é necessário o emprego de mais de um teste positivo e há necessidade de acrescentar um questionário de sintomatologia à rotina dos pacientes.
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