Caracterização citogenética, molecular e morfológica de acessos do gênero Arachis com ênfase na seção Heteranthae.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2007
Autor(a) principal: SILVA, S. da C.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/272464
Resumo: O gênero Arachis tem sido alvo de diversos estudos devido a sua importância principalmente na alimentação humana e como forragem. suas espécies silvestres apresentam alta variabilidade genética e se encontram agrupadas em nove seções taxonômicas. Destas, a seção Heteranthae destaca-se por ser endêmica do Brasil, ocorrendo especialmente na região Nordeste e nos Estados de Goiás e Minas Gerais. Embora não tenha uso muito difundido, muitas de suas espécies apresentam potencial para uso forrageiro. Considerando-se a plasticidade encontrada neste gênero, esforços devem ser direcionados visando potencializar o emprego das espécies nativas e sua respectiva conservação in situ e ex situ, em especial as da seção Heteranthae mediante sua potencialidade e representatividade regional, visto que seus representantes poderão vir a servir como alternativa para emprego como forragem e/ou de genes de interesse agronômico. O presente trabalho teve por objetivo analisar espécies do gênero Arachis, enfatizando a seção Heteranthae, vias técnicas citogenéticas e moleculares, além de análise morfológica. Com base nos dados citogenéticos, verificou-se que todos os acessos apresentaram número cromossômico diplóide 2n=20 com morfologia metacêntrica (maioria dos cromossomos) a submetacêntrica. Arachis dardani, A. pusilla e A. interrupta apresentam fórmula cariotípica 18m+2sm e satélite tipo 2, enquanto que A. sylvestris e A. giacomettii possuem 16m+4sm e satélite tipo 10. Divergências em relação às regiôes heterocromáticas CMA foram detectadas entre as espécies. A. pusilla apresentou o maior número de blocos ricos em GC localizados em todos os cromossomos do complemento. De acordo com os dados obtidos, sugeriu-se que as espécies A. dardani e A. interrupta são as mais primitivas com base na assimetria moderada e tipo de satélite. Dados relacionados ao tipo de satélite de A. interrupta divergem da literatura. Ao menos em A. pusilla, a heterocromatina constitutiva parece ter sofrido modificações recentes na sua constituição que, ao contrário das demais espécies, apresentou-se formando blocos pericentroméricos CMA em todo o complemento cromossômico. Os dados moleculares gerados via ISSR reuniu as espécies em três grupos, sendo os dois primeiros constituídos por espécies da seção Heteranthae, enquanto que o terceiro foi representado por espécies da seção }arachis. Tais informações estão de acordo com dados de classificação taxonômica encontrada na literatura. As análises morfológicas, baseadas em descritores vegetativos e reprodutivos, possibilitaram agrupar a maioria dos acessos da seção Heteranthae conforme classificação taxonômica, exceto para a espécie A. pusilla que apresentou divergências fenológicas possivelmente atribuídas a fatores ambientais locais ou a variabilidade genética intrínseca deste genótipo.
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