Mulher e extrativismo na comunicação da pesquisa agropecuária: o caso das catadoras de mangaba.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: COSTA, V. C.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1006585
Resumo: A tarefa de conciliar produção de alimentos e uso sustentável de recursos naturais depende também da eliminação de restrições de gênero no campo, onde a mulher é mais de 40% da força de trabalho, em países em desenvolvimento, mas detém apenas 2% das terras agricultáveis, no Brasil. Assim, problematizamos acerca da invisibilidade da mulher rural na atuação da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, focalizando o caso da comunidade tradicional das Catadoras de Mangaba, afetada pela perda de remanescentes da fruteira nativa do Brasil. No entendimento de que invisibilidade implica em silenciamento, buscamos na Análise Materialista de Discurso, meios de refletir sobre as formas e sentidos do silêncio nas práticas discursivas e comunicacionais da Empresa refletidas em duas peças de divulgação científica e confrontadas com material colhido, em 2013, por meio de entrevistas e de observação participativa da interlocução pesquisa-agroextrativistas em dois povoados sergipanos. Tal abordagem metodológica foi adotada para, ao atender o quadro analítico da Teoria Ator-Rede, potencializar o alcance da análise de Discurso e observar que tecnologias, extrativistas, instituições, pesquisadores/as se entrelaçam em práticas discursivas que constituem redes - entendidas como posições-sujeito - que ou reproduzem os sentidos dominantes ou expressam práticas de resistência, respectivamente, silenciando ou revelando o protagonismo das catadoras, na conservação da fruteira e na sobrevivência física e cultural da família e da comunidade, na medida em que tais sentidos são negociados pelos sujeitos em interação. Ao colocar a comunicação da Embrapa entre os atores investigados na interlocução com a mulher rural, observou-se a pertinência da efetiva atuação multidisciplinar da equipe (agronomia, sociologia, comunicação), desde 2003 no caso, junto à comunidade tradicional com impacto na identificação da diversidade de segmentos afetados pela perda de remanescentes da mangabeira, na simetria do diálogo entre os saberes científico e popular, e na ampliação do leque de soluções de pesquisa.
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