Divergência genética de acessos de meloeiro com base em caracteres dos frutos.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: SILVA, A. R. F.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1102485
Resumo: O agronegócio do melão brasileiro tem crescido ano a ano, alcançando o patamar de 600 mil toneladas de frutos, tendo atividade concentrada no Semiárido nordestino. O melão é consumido principalmente na forma in natura, sendo os atributos de qualidade determinantes para sua aceitação no mercado consumidor. Visando melhorar essas características, o uso da divergência genética permite orientar cruzamentos que resultem em combinações promissoras quanto à variabilidade, uma vez que possibilita identificar genitores contrastantes. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho foi estudar a divergência genética em germoplasma de meloeiro por meio de caracteres dos frutos. Durante dois anos consecutivos, foram conduzidos experimentos com 43 acessos, de distintas variedades botânicas, provenientes do BAG de meloeiro da Embrapa Hortaliças e quatro híbridos comerciais (?BRS-Araguaia?, ?Goldex?, ?Iracema? e ?Olimpic Express?). Foram avaliadas características 1 - físicas: massa do fruto (kg), diâmetro longitudinal ? DL e transversal ? DT (mm), relação de formato ? DL/DT, cavidade interna longitudinal e transversal (mm), espessura de casca e de polpa (mm), cor (sistema Lab) e firmeza da polpa (N); 2 - físico-químicas: pH, acidez titulável ? AT (%), sólidos solúveis ? SS (°Brix), relação SS/AT (doçura), açúcares solúveis totais (%); 3 - compostos bioativos: vitamina C (mg/100g), carotenoides totais (mg/100g), flavonoides amarelos (mg/100g) e polifenois extraíveis totais (mg/100g); e, 4 - atividade antioxidante total , pelo método ABTS. Foram estimadas estatísticas descritivas, correlações fenotípicas e realizadas análises multivariadas. Todos os descritores mostraram ampla variação entre os genótipos avaliados. Considerando as características físicas, seis grupos foram formados por meio da otimização de Tocher, com base no quadrado das distâncias euclidianas padronizadas. Dentre estes, o grupo I apresenta o maior número de genótipos, incluindo os híbridos, com características satisfatórias para o mercado, e o grupo VI foi formado pelo acesso de maior firmeza. O dendograma (UPGMA) demonstrou a formação de seis grupos, concordando com o método de Tocher. Os caracteres físicos cor de polpa eixo a e eixo b e a cavidade interna longitudinal, foram os que mais contribuíram para a divergência genética. Quanto às características físico-químicas, compostos bioativos e atividade antioxidante, o agrupamento de Tocher, com base nas distâncias euclidianas médias padronizadas, formou doze grupos. Os genótipos do grupo IV apresentaram maiores teores de vitamina C e polifenois e, alto teor de sólidos solúveis. Os grupos VI e VII se destacaram por apresentar alta relação SS/AT e sólidos solúveis, respectivamente. E, o acesso CNPH 93-691 (grupo IX) mostrou maior teor de atividade antioxidante. Por meio do dendograma (UPGMA), foram formados onze grupos, dentre os quais apenas quatro genótipos foram agrupados de modo diferente, quando comparado à otimização de Tocher. Dentre essas características, as que mais contribuíram para divergência genética foram o pH, os polifenois extraíveis totais e doçura. Portanto, existe ampla variabilidade genética entre os genótipos, possibilitando a utilização em programas de melhoramento genético que visem melhorar a qualidade de frutos de meloeiro.
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