Padrão respiratório, refrigeração e atmosfera modificada na conservação pós-colheita de cultivares de acerola.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: RIBEIRO, B. S.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1080419
Resumo: O consumo de acerola in natura é limitado em razão da alta perecibilidade e curta vida pós-colheita. A aceroleira representa uma das principais espécies produzidas no Vale do São Francisco. O presente estudo teve como objetivo determinar o estádio de maturação para a colheita, a temperatura de armazenamento, a sensibilidade ao etileno, bem como, o uso de atmosfera modificada na manutenção da qualidade pós-colheita de acerolas produzidas no Vale do São Francisco. Acerolas 'Flor Branca' e 'Junko' foram colhidas em pomares comerciais, em Petrolina, PE. No 1° estudo os frutos foram colhidos em três estádios de maturação fisiológica de acordo com o ângulo hue: 1 = 140° - 100°; 2 = <100° - 60°; e 3 = <60° - 20° e, armazenadas a 8, 10 e 12°C; no 2° estudo, os frutos foram colhidos com coloração verde Ch > 100°) com densidade> 1 9 crn', e < 1 9 em? e foram submetidos aos tratamentos com e sem etileno nas concentrações de O e 1.000 IJI L-1 e; no 3° estudo, os frutos foram colhidos com coloração verde (Oh: 118 a 120) e densidade < 1 g em? e embalados em sacos de filmes de polietileno de baixa densidade (PEBO) com 10, 20 e 40 IJm e controle (sem filme). As temperaturas de 10 e 12°C para acerolas 'Flor Branca' e 12°C para acerolas 'Junko', conferiram características de armazenamento favoráveis, resultando em maior qualidade e vida útil para frutos colhidos no estádio de maturação 1 (Oh= 140° - 100°). O armazenamento a 8°C e 10°C retardou alterações nos parâmetros de qualidade físico-química e desenvolvimento de podridões, mas aumentou o desenvolvimento de danos por frio nos frutos. Acerolas de coloração verde com densidade < 1 9 em? apresentaram mudança de coloração do verde para o vermelho, tornando a classificação de acerolas 'Flor Branca' e 'Junko' com densidade < 1 9 em", um método eficaz como indicador de ponto de colheita de frutos destinados ao consumo in natura. Não foi observado comportamento climatérico em ambas cultivares em resposta ao etileno, visto que, a aplicação exógena de etileno não influenciou na maturação dos frutos. O uso de filme PEBO de 10 IJm retardou o amadurecimento dos frutos, resultando na conservação das características físico-químicas e permitiu a mudança de coloração do dos frutos do verde para o vermelho, após a retirada da embalagem. Filmes de PEBO com 20 e 40 IJm resultaram na maior incidência de frutos podres e fermentados. Concluise, portanto, que acerolas 'Flor Branca' e 'Junko' destinadas ao consumo in natura devem ser colhidas no estádio de maturação de coloração verde com densidade <1 9 em", armazenadas a 12°C e embaladas em filmes de PEBO de 10 IJm para manter a qualidade após a colheita.
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