Padronização de metodologias de esporulação, inoculação e reação de acessos à morte descendente da aceroleira.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: HONORATO, A. da C.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1058146
Resumo: A aceroleira (Malpighia emarginata DC.) é um arbusto frutífero cujo cultivo tem se expandido por todo o território brasileiro, principalmente na região Nordeste. A morde descendente causada por fungos da família Botryosphaericeae vem sendo relatada frequentemente nos pomares desta cultura, entretanto, este grupo de fungos ainda é pouco estudado e a padronização de metodologias para as inoculações e avaliação de resistência de acessos de aceroleira plantadas no Brasil, ainda são escassos e precisa de maior atenção. Assim, os objetivos deste trabalho foram ajustar metodologias fitopatológicas, bem como, identificar aceroleiras com resistência à morte descendente, causada por Lasiodiplodia. Para a metodologia de esporulação, três experimentos foram conduzidos em delineamento inteiramente casualizado (DIC) no esquema fatoriai (5x5), nos quais foram testados cinco substratos (1- acículas de Pinus, 2- palha da espiga do milho, 3- folha de mangueira, 4- ramos de aceroleira e 5- nervuras centrais da folha do milho) e cinco isolados dos gêneros Lasiodiplodia e Bothyosphaeria com três repetições por tratamento. Cada repetição correspondeu a uma placa contendo ágar-água e quatro fragmentos para cada substrato. Foram avaliadas a produção e fertilidade de picnídios. Em sequencia, três métodos de inoculação foram avaliados, sendo estes: 1- Furador, 2- corte em Bisei e 3- Desponte. Na execução deste experimento mudas de aceroleira das cultivares Junko e Okinawa foram inoculadas com um isolado de Lasiodiplodia. Este experimento foi montado em DIC em esquema fatorial com seis tratamentos de inoculação (três métodos de inoculação e suas testemunhas) e duas cultivares, sendo usados quatro repetições por tratamento. Para a avaliação dos métodos foi mensurado a área da lesão 30 dias após as inoculações. Em um segundo momento, três isolados de Lasiodiplodia foram avaliados quanto à agressividade e o mais agressivo foi utilizado para a determinação do nível de resistência dos acessos de aceroleira. Para isso, um experimento em DIC foi conduzido, contendo três tratamentos (isolados) e dez repetições (mudas da cultivar Junko). Na avaliação da resistência das aceroleiras, dois experimento em DBC foram conduzidos, nos quais foram testados 34 acessos do BAG da Embrapa Semiárido. Cada acesso inoculado foi considerada um tratamento, sendo considerado como repetição uma planta clone de cada tratamento, no total foram usadas quatro repetições. Após 30 dias da inoculação do fungo, o comprimento das lesões foi mensurado. Os substratos com os melhores desempenhos, para induzir a esporulação dos isolados foram Folha de mangueira e Ramos de aceroleira, juntamente com as acículas de Pinus, sendo uma alternativa para induzir a esporulação deste fungo in vitro. Dentre os métodos de inoculação, o método do Furador foi o mais indicado para inoculação por ser de grande rapidez, simples execução e permitir a separação entre cultivares à resistência a morte descendente. O isolado de L. iraniensis foi o mais agressivo, causando a morte de 90% das mudas da cultivar Junko. Identificou-se também variabilidade genética entre dones de aceroleira quanto à reação a Lasiodiplodia, sendo possível identificar doze acessos de aceroleira moderadamente resistente à morte descendente, o que poderá permitir o desenvolvimento de materiais resistentes à morte descendente causada por Lasiodiplodia spp..
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