Fitonematoides em videira e pessegueiro: caracterização de espécies de Mesocriconema e Pratylenchus, reação de porta-enxertos, interação com Ilyonectria macrodidyma e primeiro relato de Meloidogyne morocciensis em pessegueiro no Brasil.
| Ano de defesa: | 2022 |
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Resumo: | O declínio e morte da videira (DMV) tem se tornado um entrave à viticultura, causando grande preocupação aos produtores. Em levantamentos nematológicos, foram relatadas populações elevadas do nematoide-anelado (Mesocriconema xenoplax) e do nematoide-das-lesões-radiculares (NLR) (Pratylenchus brachyurus) associadas ao DMV. O envolvimento destes fitonematoides na predisposição ao DMV ainda precisa ser mais bem estudado. Da mesma forma, algumas espécies do nematoide-das-galhas importantes ao pessegueiro ainda não foram detectadas no Brasil. Diante disso, teve-se por objetivo neste estudo: a) identificar a nematofauna e caracterizar as espécies de Mesocriconema e Pratylenchus associadas a pomares de videira com sintomas de declínio no Sul do Brasil; b) avaliar a reação de genótipos de videira a M. xenoplax e P. brachyurus e as possíveis alterações bioquímicas das plantas; d) estudar a interação entre M. xenoplax, P. brachyurus, M. macrodidyma (fungo causador do pé-preto) e diferentes genótipos de videira e; e) relatar a ocorrência de uma nova espécie de Meloidogyne parasitando pessegueiro no Brasil. Foram identificadas três espécies de Mesocriconema associadas à vinhedos em declínio nos estados de Santa Catarina (SC) e Rio Grande do Sul (RS), entre elas, M. xenoplax, M. curvatum e M. rusticum; e, duas espécies de NLR, P. brachyurus e P. zeae, foram associadas a vinhedos com DMV em SC. Os porta-enxertos 548-44, IBCA-125 e VR 043-43 comportara-se como resistentes e tolerantes a M. xenoplax, enquanto que ?Paulsen 1103? e ?Gravesac? como suscetíveis e tolerantes ao referido nematoide. Mesocriconema xenoplax afetou negativamente os teores de massa fresca da parte aérea e da raiz, e, alterou os teores de pigmentos fotossintéticos e de carboidratos totais em genótipos suscetíveis. O aumento das atividades das enzimas FAL, CAT, SOD, POD, PPO, APX, SOD e GLU associou-se à reação de resistência e a tolerância dos genótipos estudados. O efeito da interação entre M. xenoplax e I. macrodidyma potencializou os danos vasculares em genótipos de videira suscetíveis; e, o parasitismo de M. xenoplax favoreceu a infecção por I. macrodidyma em genótipos suscetíveis. Foram identificados porta-enxertos imunes a P. brachyurus (1111-21, 548-44, IBCA-125 e VR 043-43), enquanto outros (Paulsen 1103, Gravesac, IAC 313 Tropical, Salt Creek, Chardonnay e Bordô) comportaram-se como suscetíveis a referida espécie. O parasitismo de P. brachyurus afetou negativamente os teores de massa fresca de parte aérea e raiz, alterou os teores de pigmentos fotossintéticos e o balanço de carboidratos totais em genótipos suscetíveis. Houve sinergismo nas interações entre P. brachyurus, I. macrodidyma e genótipos de videira suscetíveis. O efeito combinado de P. brachyurus e I. macrodidyma potencializou os danos vasculares em genótipos de videira suscetíveis. A espécie M. morocciensis foi registrada pela primeira vez parasitando plantas de pessegueiro no Brasil. |
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