Bioatividade do líquido da castanha do caju (LCC) e caracterização das sensilas antenais da praga Anacampsis phytomiella Busck, 1914 (Lepidoptera: Gelechiidae).
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1171222 |
Resumo: | A produtividade do cajueiro é comprometida pela ação de diversos insetos-praga, com destaque para a traça-das-castanhas. O controle químico, ainda que amplamente utilizado, apresenta limitações e riscos. A necessidade de desenvolver métodos de controle mais eficientes e sustentáveis impulsiona a busca por novas alternativas, como a exploração da resistência genética das plantas. A presença de compostos químicos específicos no cajueiro pode atuar como barreira natural que são desfavoráveis ao inseto fitófago. Este trabalho possui o objetivo de: 1. Quantificar os ácidos anacárdicos presentes no extrato de LCC em maturis (frutos jovens) de diferentes genótipos sadios e infestados pela traça-das-castanhas, e avaliar a resposta olfativa da praga aos extratos; 2. Analisar a morfologia e os tipos de sensilas antenais entre machos e fêmeas de A. phytomiella. Os resultados indicam que: 1. Os genótipos sadios PRO_155/2, PRO_130/1 e CCP_76, assim como o genótipo infestado PRO_115/2, apresentaram perfis de ácidos anacárdicos semelhantes. No entanto, o genótipo PRO_143/7, tanto sadio quanto infestado, apresentou teores semelhantes de monoeno e trieno, enquanto o PRO_130/1 infestado apresentou os maiores níveis desses compostos. O genótipo CCP_76 infestado apresentou os níveis mais elevados de dieno. A resposta olfativa da A. phytomiella aos LCC’s dos genótipos infestados e sadios não diferiram entre si. No entanto a resposta total dos insetos testados, foram maiores para o PRO 130/1, indicando que tal óleo pode possuir compostos voláteis (COVs) detectados por estes indivíduos. Foram identificados nove tipos de sensilas: tricóides, basicônica, chaética, coelocônica, estilocônicas, escamiforme, auricilica, uniporosa e cerdas de bohm. As sensilas tricódeas e basicônicas são frequentes em ambos os sexos, enquanto as sensilas coelocônicas e estilocônicas são as mais abundantes nas fêmeas e as uniporosas a menos abundante entre as estruturas sensoriais encontradas nas antenas de ambos os sexos. Desta forma, conclui-se que na fase de maturi, os genótipos suscetíveis de cajueiro tendem a aumentar as concentrações de ácidos anacárdicos presentes no LCC como defesa ao ataque de A. phytomiella. O LCC do genótipo 130/1 total (sadios e infestados) pode influenciar o comportamento da A. phytomiella, podendo possuir misturas específicas de compostos que guiam o inseto para a planta hospedeira. As antenas da traça-das-castanhas possuem diversas sensilas responsáveis localizara em toda a extensão da antena. |
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Bioatividade do líquido da castanha do caju (LCC) e caracterização das sensilas antenais da praga Anacampsis phytomiella Busck, 1914 (Lepidoptera: Gelechiidae).CajueiroÁcido anacárdicoLCCSensilasCajuPraga de PlantaAnacardium OccidentaleA produtividade do cajueiro é comprometida pela ação de diversos insetos-praga, com destaque para a traça-das-castanhas. O controle químico, ainda que amplamente utilizado, apresenta limitações e riscos. A necessidade de desenvolver métodos de controle mais eficientes e sustentáveis impulsiona a busca por novas alternativas, como a exploração da resistência genética das plantas. A presença de compostos químicos específicos no cajueiro pode atuar como barreira natural que são desfavoráveis ao inseto fitófago. Este trabalho possui o objetivo de: 1. Quantificar os ácidos anacárdicos presentes no extrato de LCC em maturis (frutos jovens) de diferentes genótipos sadios e infestados pela traça-das-castanhas, e avaliar a resposta olfativa da praga aos extratos; 2. Analisar a morfologia e os tipos de sensilas antenais entre machos e fêmeas de A. phytomiella. Os resultados indicam que: 1. Os genótipos sadios PRO_155/2, PRO_130/1 e CCP_76, assim como o genótipo infestado PRO_115/2, apresentaram perfis de ácidos anacárdicos semelhantes. No entanto, o genótipo PRO_143/7, tanto sadio quanto infestado, apresentou teores semelhantes de monoeno e trieno, enquanto o PRO_130/1 infestado apresentou os maiores níveis desses compostos. O genótipo CCP_76 infestado apresentou os níveis mais elevados de dieno. A resposta olfativa da A. phytomiella aos LCC’s dos genótipos infestados e sadios não diferiram entre si. No entanto a resposta total dos insetos testados, foram maiores para o PRO 130/1, indicando que tal óleo pode possuir compostos voláteis (COVs) detectados por estes indivíduos. Foram identificados nove tipos de sensilas: tricóides, basicônica, chaética, coelocônica, estilocônicas, escamiforme, auricilica, uniporosa e cerdas de bohm. As sensilas tricódeas e basicônicas são frequentes em ambos os sexos, enquanto as sensilas coelocônicas e estilocônicas são as mais abundantes nas fêmeas e as uniporosas a menos abundante entre as estruturas sensoriais encontradas nas antenas de ambos os sexos. Desta forma, conclui-se que na fase de maturi, os genótipos suscetíveis de cajueiro tendem a aumentar as concentrações de ácidos anacárdicos presentes no LCC como defesa ao ataque de A. phytomiella. O LCC do genótipo 130/1 total (sadios e infestados) pode influenciar o comportamento da A. phytomiella, podendo possuir misturas específicas de compostos que guiam o inseto para a planta hospedeira. As antenas da traça-das-castanhas possuem diversas sensilas responsáveis localizara em toda a extensão da antena.Orientadora: Dra. Nivia da Silva DiasISLA SIMPLICIO TEIXEIRA, UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ.TEIXEIRA, I. S.2025-01-06T19:46:58Z2025-01-06T19:46:58Z2025-01-062025info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis62 f. 2025. Dissertação (Mestrado em Fitossanidade) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza.http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1171222porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da EMBRAPA (Repository Open Access to Scientific Information from EMBRAPA - Alice)instname:Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)instacron:EMBRAPA2025-10-01T17:49:22Zoai:www.alice.cnptia.embrapa.br:doc/1171222Repositório InstitucionalPUBhttps://www.alice.cnptia.embrapa.br/oai/requestcg-riaa@embrapa.bropendoar:21542025-10-01T17:49:22Repositório Institucional da EMBRAPA (Repository Open Access to Scientific Information from EMBRAPA - Alice) - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)false |
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