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Ácidos húmicos de solos escuros da Amazônia (Terra Preta de Índio).

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: CUNHA, T. J. F.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/331182
Resumo: Ácidos húmicos de solos escuros da Amazônia brasileira (Terra Preta do Índio) foram caracterizados usando-se espectroscopias de UV-Vis, DRIFT, Fluorescência de excitação e emissão, EPR, e RMN, analises termogravimétricas, composição elementar, e medidas de acidez (total, carboxílica e fenólica). A fração ácidos húmicos (AH) foi extraída usando-se o método da Sociedade Internacional de Substâncias Húmicas (IHSS). Os AH foram separados em três grupos conforme o uso da terra. Solos antropogênicos sob floresta (SAF), solos antropogênicos sob cultivo (SAC) e solos não antropogênicos sob floresta (SNAF). Os solos do grupo SNAF são representativos dos Latossolos amazônicos e foram coletados em áreas adjacentes aos solos antropogênicos, sendo este o grupo referência para comparação como os grupos SAF e SAC. Teste de comparação de media (teste t), e análises estatísticas multivariadas (análise fatorial, análise de agrupamento e análise discriminante) foram aplicadas no estudo. Os solos dos grupos SAF e SAC mostraram melhores características de fertilidade que os solos não antropogênicos (SNAF) (pH: SAF = 5,1, SAC = 5,4, SNAF = 4,4; saturação por bases [V%]: SAF =59, SAC = 51, SNAF = 18; capacidade de troca cátions [CTC]: SAF = 17,5, SAC = 17,2, SNAF = 9,5 cmolc kg-1; P assimilável: SAF = 116, SAC = 291, SNAF = 5 mg kg-1). No grupo SAF e SAC ~ 44% do carbono total foi encontrado na fração humina, ~32% na fração ácidos húmicos e ~13% na fração ácidos fúlvicos. Estes valores para o grupo SNAF foram 49, 19 e 16%, respectivamente. A mais relevante característica dos AH dos solos antropogênicos, comparado aos solos não antropogênicos foram sua superior reatividade, estabilidade, e grau de humificação. Os AH dos grupos SAF e SAC foram caracterizados por alta acidez total (SAF = 612, SAC = 712, SNAF = 575 cmol kg-1) e acidez carboxílica (SAF = 435, SAC = 454, SNAF = 320 cmol kg-1), altas concentrações de radicais livres orgânicos (SAF = 4,07, SAC = 6,59, SNAF = 2,11 spin g-1 1017), alto índice termogravimétrico (ITG) (SAF = 3,0, SAC = 3,3, SNAF = 2,3), baixa razão E4/E6 (SAF = 4,2, SAC = 4,2, SNAF = 6,0), alto índice de aromaticidade (IADRIFT: SAF = 0,87, SAC = 0,85, SNAF = 0,77; NMR(%): SAF = 36, SAC = 39, SNAF = 25), alto índice de hidrofobicidade (SAF = 0,37, SAC = 0,48, SNAF = 0,35), alto grau de humificação (A4/A1: SAF = 2.574, SAC = 3.313, SNAF = 1.713; I485/I400: SAF = 2.004, SAC = 2.161, SNAF = 1.510), e foram mais recalcitrantes (C recalcitrante/C lábil: SAF = 2,0, SAC = 2,0, SNAF = 1,0) que os AH do grupo SNAF. Os dados também mostraram diferenças entre os AH dos grupos SAF e SAC.
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