Características fermentativas e nutricionais de silagens compostas por palma forrageira e gliricídia.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: BRITO. G. S. M. da S.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1175505
Resumo: A conservação de forragens é uma alternativa viável para minimizar os efeitos da estacionalidade da produção de forragens em regiões semiáridas. Das diversas plantas forrageiras usadas na ensilagem, a palma forrageira destaca-se por ter elevadas produção de fitomassa e alto teor de carboidratos solúveis. Contudo, o teor proteico, de fibra e de matéria seca desta planta é baixo tornando-a inadequada para fornecimento exclusivo em dietas de ruminantes. Por esta razão, é razoável considerar a adição de uma fonte proteica e fibrosa no processo de ensilagem, principalmente se for uma leguminosa forrageira o que melhoraria substancialmente o valor nutritivo das silagens mistas. Dentro as leguminosas forrageiras, a gliricídia ganha importância por ser bem adaptada ao clima semiárido e por complementar o déficit nutricional da palma forrageira. Objetivou-se avaliar as populações microbianas, perfil fermentativo, as perdas fermentativas, a estabilidade aeróbia e a composição bromatológica de silagens de palma forrageira com diferentes níveis de adição de gliricídia. O material foi coletado na EMBRAPA Semiárido, localizada e Petrolina-PE. As análises laboratoriais foram realizadas nas dependências desta instituição e no Laboratório de Forragicultura da UFPB, Campus II, Areia-PB. O experimento foi conduzido de acordo com um delineamento inteiramente casualizado, com 3 repetições, em esquema fatorial (5x6). Os tratamentos consistiam em cinco silagens com diferentes proporções de gliricídia (0; 25; 50; 75 e 100%) e seis tempos de aberturas dos silos (1, 7, 15, 30, 60 e 90 dias). Para o ensaio de estabilidade aeróbia utilizou-se de um esquema fatorial 5 x 2, com 3 repetições, avaliando- se cinco níveis de adição de gliricídia e dois tempos de exposição ao ar (48 e 96 h). Os dados foram analisados por meio de análises de variância e regressão. As médias no tempo foram comparadas pelo teste t à 5% de probabilidade. Houve interação tratamento x abertura para o perfil fermentativo das silagens. Todas as silagens apresentaram valores de pH com indicativo de boa fermentação (3,8 a 4,2), exceto para o nível de inclusão de 100% (pH 5,3). A produção de nitrogênio amoniacal, em média, não passou 3,4% (% N total). O teor de carboidratos solúveis diminuiu após 90 dias do processo de ensilagem. A capacidade tampão aumentou conforme adicionou-se gliricídia, mas sem efeito negativo sobre a fermentação das mesmas. Houve efeito de interação tratamento x abertura para os ácidos lático (AL), acético (AC), propiônico (AP) e relação AL:AC, com teores considerados desejáveis. As silagens apresentaram mínimas perdas por gases (PG) e efluentes (PE). As menores PG foram observadas nas silagens com 50% de adição de gliricídia, enquanto as menores perdas por PE foram observadas nas silagens com inclusão de 75 e 100% de gliricídia. Verificou-se efeito da inclusão da gliricídia sobre a composição bromatológica das silagens mistas nos teores de matéria seca, matéria mineral, matéria orgânica e extrato etéreo. Houve interação tratamento x abertura para os teores de proteína bruta, fibra insolúvel em detergente neutro, fibra insolúvel em detergente ácido, lignina, hemicelulose, proteína insolúvel em detergente neutro e cinza insolúvel em detergente neutro, aumentando conforme o nível de inclusão de gliricídia. A gliricídia proporciona melhoria do valor nutritivo das silagens à base de palma forrageira.
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