Análise molecular e proteômica de lasiodiplodia spp. associado a fruteiras tropicais.
| Ano de defesa: | 2014 |
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| Tipo de documento: | Tese |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1101533 |
Resumo: | Lasiodiplodia theobromae é um fungo fitopatogénico responsável por inúmeras doenças em variadas plantas é um fungo tipicamente de regiões tropicais e subtropicais. A resinose, causada por este fungo ataca diversas árvores tropicais, dentre as quais, o mamoeiro, mangueira, Spondias sp., coqueiro, cajueiro, entre tantas outras. No cajueiro é considerada a principal doença nas condições semiáridas. O seu controle é basicamente genético, realizado com o plantio de variedades resistentes. Para a realização do melhoramento, torna-se imprescindível o conhecimento das características do patógeno. O conhecimento disponível da variabilidade genética de L. theobromae é restrito, requerendo esforços para ampliá-lo, de forma que se possa usar deste conhecimento para o uso no melhoramento genético visando a resistência a este patógeno. Levando-se em conta ainda que um gene pode codificar mais de uma proteína, ou ainda proteínas diferentes funcionarem de forma semelhante, amplia-se ainda mais a perspectiva de estudo da resistência de plantas à infecção, por meio da identificação de marcadores proteicos, visto que as proteínas estão envolvidas diretamente nos principais eventos celulares e os estudos genômicos possuem limitações no que concerne à expressão e funcionalidade das proteínas codificadas por determinado gene de interesse. Assim, o objetivo desse estudo foi realizar um estudo populacional de L. theobromae usando marcadores moleculares, e uma análise proteômica diferencial do fungo entre isolados mais e menos agressivos, visando identificar proteínas responsáveis por esta característica. Para a caracterização molecular, extraiu-se o DNA de 106 isolados a partir do micélio do fungo crescido em meio líquido. Cada amostra foi submetida à reação de polimerase em cadeia (PCR) com 15 pares de iniciadores específicos para essa espécie, além de um par de primer da região ITS e outro da região EF-1α. Os produtos amplificados foram observados em gel de eletroforese corados com brometo de etídio, e os dados tabulados em planilha binária e analisados pelo método de agrupamento não balanceado baseado na média aritmética (UPGMA), utilizando o programa MVSP. As similaridades genéticas foram estimadas pelo coeficiente de Jaccard. Os resultados indicaram uma grande variabilidade genética da população avaliada. O estudo proteômico foi realizado visando às diferenças qualitativas, ou seja, na presença/ausência de um spot em relação ao grupo antagônico. Para tal, utilizou-se dois isolados do mesmo fungo, diferenciando-se quanto a sua agressividade, em que um era altamente agressivo, enquanto o outro apresentava uma menor agressividade quando inoculados em mudas de cajueiro. Quando o perfil eletroforético foi analisado, foram evidenciados 96 spots diferencialmente expressos. Através da LC-ESI-Q-TOF MS/MS, foram identificadas 84 proteínas apresentando as mais diversas funções celulares. Através desse trabalho, foi possível a caracterização preliminar do perfil proteico deste fungo, obtendo-se alguns indícios nos mecanismos envolvidos na sua agressividade. Este é o primeiro estudo buscando conhecer as proteínas responsáveis pela agressividade de L. theobromae. |
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Análise molecular e proteômica de lasiodiplodia spp. associado a fruteiras tropicais.ResinoseGummosisProteomicsBotryosphaeriaceaeLasiodiplodia theobromae é um fungo fitopatogénico responsável por inúmeras doenças em variadas plantas é um fungo tipicamente de regiões tropicais e subtropicais. A resinose, causada por este fungo ataca diversas árvores tropicais, dentre as quais, o mamoeiro, mangueira, Spondias sp., coqueiro, cajueiro, entre tantas outras. No cajueiro é considerada a principal doença nas condições semiáridas. O seu controle é basicamente genético, realizado com o plantio de variedades resistentes. Para a realização do melhoramento, torna-se imprescindível o conhecimento das características do patógeno. O conhecimento disponível da variabilidade genética de L. theobromae é restrito, requerendo esforços para ampliá-lo, de forma que se possa usar deste conhecimento para o uso no melhoramento genético visando a resistência a este patógeno. Levando-se em conta ainda que um gene pode codificar mais de uma proteína, ou ainda proteínas diferentes funcionarem de forma semelhante, amplia-se ainda mais a perspectiva de estudo da resistência de plantas à infecção, por meio da identificação de marcadores proteicos, visto que as proteínas estão envolvidas diretamente nos principais eventos celulares e os estudos genômicos possuem limitações no que concerne à expressão e funcionalidade das proteínas codificadas por determinado gene de interesse. Assim, o objetivo desse estudo foi realizar um estudo populacional de L. theobromae usando marcadores moleculares, e uma análise proteômica diferencial do fungo entre isolados mais e menos agressivos, visando identificar proteínas responsáveis por esta característica. Para a caracterização molecular, extraiu-se o DNA de 106 isolados a partir do micélio do fungo crescido em meio líquido. Cada amostra foi submetida à reação de polimerase em cadeia (PCR) com 15 pares de iniciadores específicos para essa espécie, além de um par de primer da região ITS e outro da região EF-1α. Os produtos amplificados foram observados em gel de eletroforese corados com brometo de etídio, e os dados tabulados em planilha binária e analisados pelo método de agrupamento não balanceado baseado na média aritmética (UPGMA), utilizando o programa MVSP. As similaridades genéticas foram estimadas pelo coeficiente de Jaccard. Os resultados indicaram uma grande variabilidade genética da população avaliada. O estudo proteômico foi realizado visando às diferenças qualitativas, ou seja, na presença/ausência de um spot em relação ao grupo antagônico. Para tal, utilizou-se dois isolados do mesmo fungo, diferenciando-se quanto a sua agressividade, em que um era altamente agressivo, enquanto o outro apresentava uma menor agressividade quando inoculados em mudas de cajueiro. Quando o perfil eletroforético foi analisado, foram evidenciados 96 spots diferencialmente expressos. Através da LC-ESI-Q-TOF MS/MS, foram identificadas 84 proteínas apresentando as mais diversas funções celulares. Através desse trabalho, foi possível a caracterização preliminar do perfil proteico deste fungo, obtendo-se alguns indícios nos mecanismos envolvidos na sua agressividade. Este é o primeiro estudo buscando conhecer as proteínas responsáveis pela agressividade de L. theobromae.Tese (Doutorado em Agronomia/Fitotecnia) - Universidade Federal do Ceará, Fortaleza. Orientador: José Emilson CardosoJOSÉ GLAUBER MOREIRA MELO, Universidade Federal do Ceará.MELO, J. G. M.2018-12-14T23:37:32Z2018-12-14T23:37:32Z2018-12-1420142018-12-19T11:11:11Zinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis88 p.2014http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1101533porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da EMBRAPA (Repository Open Access to Scientific Information from EMBRAPA - Alice)instname:Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)instacron:EMBRAPA2025-03-16T03:42:35Zoai:www.alice.cnptia.embrapa.br:doc/1101533Repositório InstitucionalPUBhttps://www.alice.cnptia.embrapa.br/oai/requestcg-riaa@embrapa.bropendoar:21542025-03-16T03:42:35Repositório Institucional da EMBRAPA (Repository Open Access to Scientific Information from EMBRAPA - Alice) - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)false |
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