Haploidização em meloeiro por meio de cultivo in vitro de anteras e micrósporos e de cruzamentos interespecíficos.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: SOUZA, K. N. DE
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1178504
Resumo: Em cucurbitáceas várias técnicas são utilizadas para obtenção de plantas haploides. Na cultura do melão (Cucumis melo L), a técnica mais utilizada é a partenogênese induzida por polinização com pólen irradiado, com raios X e, sobretudo, gama. Porém, esta é uma técnica pouco acessível para os programas de melhoramento genético de meloeiro, pois necessita de equipamentos de custo elevado e utiliza fontes de radiação consideradas nocivas aos organismos vivos. Apesar de ser a técnica mais bem-sucedida, o percentual de plantas haploides obtidas ainda é baixo. Portanto, é importante desenvolver ou otimizar protocolos alternativos ao uso da radiação para obtenção de planta de meloeiro haploides, ampliando assim o acesso ao uso de dihaploides para obtenção de linhagens parentais em homozigose. Neste contexto, o objetivo desse trabalho foi otimizar protocolos para obtenção de plantas haploides de meloeiro por meio do cultivo in vitro de anteras e micrósporos e de cruzamentos interespecíficos. Para tanto, foram conduzidos experimentos na casa de vegetação do laboratório de Melhoramento e Recursos Genéticos Vegetais e no laboratório de Cultura de Tecidos Vegetais, ambos localizados na Embrapa Agroindústria Tropical, em Fortaleza, Ceará. No capítulo I, foram avaliados os efeitos de diferentes pré-tratamentos térmicos e meios de cultivo na calogênese de anteras e micrósporos de meloeiro. Para isto, foram realizados três experimentos, utilizando quatro genótipos, dois da variedade botânica reticulatus e dois da inodorus. No cultivo in vitro de micrósporos, não ocorreu a formação de calos em nenhum dos tratamentos utilizados. No cultivo in vitro de anteras, observou-se que o meio utilizado para indução de calos foi eficiente em todos os tratamentos com exceção pré-tratamento térmico calor antes de inocular. Os genótipos reticulatus apresentaram médias superiores ao inodorus em todas as variáveis. Para reticulatus, em ambos os experimentos, o pré-tratamento frio após a inoculação in vitro das anteras, foi eficiente. Os genótipos inodorus apresentaram respostas diferentes nos dois experimentos. Não ocorreu a regeneração de embrião e parte aérea em nenhum dos tratamentos testados. Os resultados dos experimentos confirmam que em meloeiro androgêneses a partir de anteras é genótipo-dependente. No capítulo II, foi avaliada a produção de sementes haploides de meloeiro por meio do cruzamento interespecífico entre o meloeiro e quatros espécies de cucurbitáceas diferentes. Para o experimento foi utilizada a linhagem de meloeiro G5-4B (variedade botânica reticulatus), e como cucurbitáceas doadoras de pólen foram utilizadas: pepino (Cucumis sativus), maxixe (Cucumis anguria L.), abobrinha (Cucurbita pepo) e melão-de-são-caetano (Momordica charantia). Os cruzamentos foram realizados somente com o pólen da cucurbitácea doadora ou com mistura do pólen da cucurbitácea com o da própria planta de meloeiro. Os cruzamentos realizados utilizando somente o pólen das cucurbitáceas doadoras não geraram nenhum fruto. Com a mistura de pólen ocorreu o pegamento de fruto nos cruzamentos com todas as espécies doadoras. As sementes de todos os frutos gerados foram analisadas individualmente, porém, não foram identificadas sementes com embriões com características haploides em nenhum dos cruzamentos.
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