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Aplicação do bioestimulante arbolina no cultivo de melão amarelo sob diferentes manejos de irrigação.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: BARROS, N. Q.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1183663
Resumo: Culturas de melão requerem alto nível tecnológico para a obtenção de frutos de boa qualidade, demandando, portanto, a utilização de insumos energéticos externos para uma boa produção e aceitação nos mercados consumidores. A utilização de nanomateriais, como componentes de alguns bioestimulantes vegetais, tem mostrado resultados significativos e promissores para diversas espécies vegetais. O Bioestimulante Arbolina® é formado por nanopartículas de carbono, conhecidas como "carbon dots" (C-Dots), e vem apresentando melhoria na qualidade fisiológica e na produtividade de culturas quando aplicado durante o ciclo de algumas espécies cultivadas. Portanto, o objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos da aplicação do bioestimulante Arbolina® sobre plantas de melão cultivadas em região semiárida. O experimento foi conduzido no Campo Experimental de Bebedouro, na Embrapa Semiárido, em Petrolina, PE, usando a cultivar de melão amarelo híbrido F1 Gladial. O delineamento experimental foi em blocos casualizados com parcelas sub- subdivididas, em arranjo fatorial 2×2×5, com quatro repetições. As parcelas consistiram de 2 formas de aplicação de bioestimulante (fertirrigação e pulverização), as subparcelas consistiram de 2 lâminas de irrigação (40% e 100% da evapotranspiração da cultura - ETc) e as subsubparcelas consistiram de 5 doses do bioestimulante Arbolina® (0; 0,1; 0,2; 0,4; e 0,8 L ha-1). Durante o estágio de floração da cultura, foram avaliadas variáveis fisiológicas (taxa fotossintética, condutância estomática, concentração interna de CO2, transpiração e temperatura foliar, eficiência do uso de água, eficiência instantânea de carboxilação, conteúdo relativo de água, e teores de clorofila a e b) e variáveis bioquímicas (conteúdos de carboidratos, sacarose, amido, aminoácidos, prolina e proteínas solúveis totais). Também foram avaliadas variáveis relativas à produção de frutos (produtividades total e comercial, pesos médios de frutos totais e comerciais, e eficiência do uso de água) e à qualidade pós-colheita de frutos (acidez total titulável, pH, comprimento de fruto, largura de fruto, e espessuras de polpa e casca). O biestimulante usado afetou positivamente as características fisiológicas e bioquímicas das plantas de melão avaliadas, resultando nos maiores teores de clorofilas a e b quando aplicado nas doses de 0,500 e 0,398 L ha-1, respectivamente. Considerando a capacidade das plantas em acumular água nos tecidos foliares, a dose de bioestimulante de 0,411 L ha-1 resultou no maior conteúdo relativo de água. As doses de 0,483 e 0,394 L ha-1 resultaram nos maiores teores de carboidratos e proteínas solúveis totais, respectivamente. Em relação à qualidade pós-colheita de frutos, a dose de bioestimulante de 0,615 L ha-1 elevou o pH ao nível máximo, enquanto que as doses de 0,490 e 0,8 L ha-1 resultaram nas maiores espessuras de mesocarpo (polpa) e epicarpo (casca), respectivamente. A pulverização de doses de bioestimulante de 0,467, 0,446 e 0,443 L ha-1, combinada com uma lâmina de irrigação de 100% da ETc, resultou em maior peso médio de frutos e produtividades total e comercial, respectivamente.
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