Asterales no Pontal da Barra do Laranjal, Pelotas, Rio Grande do Sul.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: OLIVEIRA NETO, F. F. de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1150110
Resumo: Asterales é uma ordem cosmopolita que no Brasil está representada por cinco famílias, das quais quatro ocorrem no Rio Grande do Sul: Asteraceae, Calyceraceae, Campanulaceae e Menyanthaceae. Espécies dessas famílias possuem relevante importância ecológica, devido a amplitude de habitats ocupados; no uso como plantas alimentícias, medicinais e ornamentais e como fontes de compostos bioativos aplicados na produção de medicamentos, cosméticos e inseticidas. O Pontal da Barra do Laranjal está localizado no município de Pelotas, Rio Grande do Sul, em uma área da planície costeira localizada no Pampa e influenciada pela Mata Atlântica. Esta área apresenta variadas fisionomias vegetacionais, dentre as quais estão representadas a vegetação sobre dunas; as plantas aquáticas em lagos, banhados e turfeiras; as formações herbáceas a arbóreas de restinga, os campos nativos ou manejados e áreas antropizadas. Por conta dessas características, a região é alvo de um esforço conjunto de diversas instituições para torná-la uma unidade de conservação. Nesse sentido, estudos sobre esta biodiversidade ainda são necessários em diversas áreas, inclusive para compreender a flora. Desta forma, este trabalho objetivou levantar as espécies de Asterales ocorrentes no Pontal da Barra do Laranjal. Para tanto, foram realizadas, em média, duas expedições de campo por mês, entre novembro de 2018 a março de 2020, totalizando 32 expedições, complementadas por saídas de campo adicionais entre dezembro de 2021 e novembro de 2022. As amostragens de campo seguiram o Método de Caminhamento. Também foi realizada a revisão das coletas prévias de Asterales na área de estudo e depositadas nos acervos dos Herbários ECT, PEL e em bancos de dados online. Foram registrados 47 gêneros e 86 espécies de Asterales, distribuídas em três famílias: Asteraceae (45 gêneros e 83 espécies), Calyceraceae (duas espécies de Acicarpha) e Menyanthaceae (Nymphoides humboldtiana). Em Asteraceae, foram identificadas 15 tribos, dentre as quais as mais ricas foram Astereae (22 espécies), Eupatorieae (12 espécies), e Gnaphalieae (11 espécies). Quanto aos gêneros, o mais rico foi Baccharis (nove espécies), seguido por Senecio (cinco espécies) e Mikania (quatro espécies). Embora Campanulaceae não tenha sido amostrada, foram encontrados registros em herbários de dois gêneros e espécies (Lobelia hederacea e Wahlenbergia linarioides) na região do bairro Laranjal, onde está inserida a área de estudo. Foram registradas oito espécies de Asteraceae endêmicas do Brasil e foram amostradas cinco espécies de Asteraceae em categorias de ameaça de extinção da IUCN (International Union for Conservation of Nature), sendo que Grindelia atlantica tem as últimas populações remanescentes na região. Novos limites sul para a distribuição de duas espécies, Baccharis milleflora e Campuloclinium purpurascens, são destacados, sendo que o último é o primeiro registro da espécie para o bioma Pampa. Por fim, este trabalho evidencia a diversidade de Asterales ocorrentes na região do Pontal da Barra do Laranjal, fornecendo subsídios para o conhecimento da biodiversidade regional e contribuindo para políticas públicas.
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