Metodologia e avaliação de resistência de Sphaerotheca fuliginea a fungicidas em cucurbitáceas.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2002
Autor(a) principal: LINHARES, A. I.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/13619
Resumo: O presente trabalho teve como objetivos comparar métodos de monitoramento de resistência de Sphaerotheca fuliginea, causador de oídio em cucurbitáceas, a fungicidas; avaliar a sensibilidade de isolados procedentes de vários locais a fungicidas e verificar a influência de doses de fungicidas na sensibilidade do patógeno. Foram comparados três variações de métodos de avaliação de resistência com discos cotiledonares: flutuando e imersos em solução aquosa do fungicida e retirados de plantas de pepino pulverizadas com fungicida. As culturas foram incubadas por 12 dias em sala de crescimento (22+-2gC e 12 h luz) e então avaliadas pela área foliar colonizada pelo patógeno. A sensibilidade de isolados, coletados na BA, no DF, em MG, RS e SP, foi verificada pelo método do disco foliar flutuando em solução do fungicida e a inoculação, as condições de crescimento e a avaliação conforme descrito acima. Determinou-se a concentração mínima inibitória (CMI) dos isolados para os fungicidas fenarimol (FE) tebuconazole (TE) (nas concentrações de 0; 0,001, 0,01; 0,1 e 1 mg.mL-1); benomyl (BE) e tiofanato metílico (TM) (0; 6,3; 12,5; 25 e 50 mg.mL-1) e azoxystrobin (AZ) (0; 0,001; 0,003; 0,005; 0,01; 0,03; 0,05; 0,1; 0,3; 0,5 e 1 mg.mL-1). Para verificar as mudanças na sensibilidade e comparar a eficiência dos fungicidas, foram realizados dois ensaios, com dois cultivos. Plantas de pepino foram cultivadas em vasos em casa de vegetação e inoculadas naturalmente com oídio. No primeiro ensaio, as plantas foram tratadas com água, FE, TE e BE nas doses recomendadas. Foram feitas quatro aplicações com intervalo de 15 dias. Isolados foram coletados de cada tratamento antes das aplicações e o método do disco foliar flutuando em solução do fungicida foi utilizado para verificar a sensibilidade através da CMI. Os fungicidas utilizados foram FE e TE (0; 0,001; 0,01; 0,1 e 1 mg.mL-1) BE e TM (0; 6,3; 12,5; 25 e 50 mg.mL-1). No segundo ensaio, além dos tratamentos do primeiro, as plantas foram tratadas com meia dose e o dobro da dose dos fungicidas. Foram realizadas duas aplicações e a severidade da doença foi avaliada. O método aplicado in vitro e os fungicidas utilizados foram os mesmos do primeiro ensaio. Conclui-se que o método do disco flutuando em solução do fungicida mostrou-se viável para verificar a sensibilidade de S. Fuliginea a fungicidas. Os isolados coletados de locais de cultivo de cucurbitáceas apresentaram diferentes CMI aos fungicidas testados e identificou-se perda de sensibilidade a DMIs, benzimidazóis e estrobilurina. Os benzimidazóis não foram eficientes no controle de S. fuliginea, devido ao desenvolvimento de resistência e, apesar da ocorrência de isolados com redução de sensibilidade aos DMIs, esses foram eficientes no controle de S. fuliginea. As diferentes doses de pulverização de benomyl não influenciaram a sensibilidade dos isolados quando o método do disco foliar flutuando em solução do fungicida foi utilizado. Ao contrário, no tratamento com fenarimol, só foi possível recuperar isolados do tratamento com metade da dose, comprovando a eficácia da dose recomendada no controle do patógeno. No tratamento com tebuconazole não foi possível recuperar nenhum isolado, também sendo eficiente no controle da doença.
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