Extração e potencial prebiótico de pectina de casca de pequi.
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1171873 |
Resumo: | Embora existam estudos sobre as características e aplicações de materiais derivados do pequi, o grande volume de resíduos gerado pelo consumo deste fruto ainda é subaproveitado. Esses resíduos podem ser usados para novas aplicações, especialmente na agregação de valor ao fruto e seus subprodutos. O objetivo geral deste estudo foi identificar melhores parâmetros para a extração de pectinas a partir do o mesocarpo externo de pequi com ácido cítrico e avaliar o potencial prebiótico das pectinas obtidas. O impacto de três variáveis: pH, temperatura e tempo foi avaliado sobre o rendimento e as propriedades químicas (teor de ácido galacturônico e grau de esterificação) e físico-química (índice de escurecimento) das pectinas extraídas pela utilização de um Delineamento Composto Central Rotacional (DCCR). O ácido cítrico foi empregado como alternativa aos ácidos minerais comumente usados nesse tipo de extração. As amostras de pectina que apresentaram valores iguais ou superiores a 65% de ácido galacturônico foram selecionadas para avaliação do potencial prebiótico para o crescimento da bactéria Lactobacillus rhamnosus GG, além da avaliação da toxicidade usando modelos de zebrafish. Com base nos resultados de DCCR de teor de ácido galacturônico e percentual de rendimento foi encontrada a seguinte melhor condição de extração: pH de 2,5, temperatura de 73ºC e tempo de cerca de 70 minutos. Para as respostas de grau de esterificação e índice de escurecimento nas condições indicadas obteve-se pectina de alto grau de esterificação e com índice de escurecimento mediano referente a 60%. O aumento do pH de extração tendeu a gerar pectinas de baixo grau de esterificação. As amostras quando comparadas ao controle apresentaram um potencial prebiótico exceto a condição de extração de 84ºC, 60 minutos e pH 1,91. Nenhuma das pectinas extraídas mostraram toxicidade nos testes realizados com zebrafish, sugerindo um certo nível de segurança, sendo necessário mais análises para possíveis aplicações futuras. A principal contribuição deste estudo é a proposta de uma nova aplicabilidade para a casca do pequi, ao demonstrar o potencial prebiótico das pectinas extraídas, o que pode agregar valor a esse resíduo e oferecer uma solução sustentável para o aproveitamento deste subproduto desse fruto. |
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Extração e potencial prebiótico de pectina de casca de pequi.Mesocarpo externoPectinasPrebióticoExternal mesocarpPequiCaryocar coriaceumPectinsPrebioticsEmbora existam estudos sobre as características e aplicações de materiais derivados do pequi, o grande volume de resíduos gerado pelo consumo deste fruto ainda é subaproveitado. Esses resíduos podem ser usados para novas aplicações, especialmente na agregação de valor ao fruto e seus subprodutos. O objetivo geral deste estudo foi identificar melhores parâmetros para a extração de pectinas a partir do o mesocarpo externo de pequi com ácido cítrico e avaliar o potencial prebiótico das pectinas obtidas. O impacto de três variáveis: pH, temperatura e tempo foi avaliado sobre o rendimento e as propriedades químicas (teor de ácido galacturônico e grau de esterificação) e físico-química (índice de escurecimento) das pectinas extraídas pela utilização de um Delineamento Composto Central Rotacional (DCCR). O ácido cítrico foi empregado como alternativa aos ácidos minerais comumente usados nesse tipo de extração. As amostras de pectina que apresentaram valores iguais ou superiores a 65% de ácido galacturônico foram selecionadas para avaliação do potencial prebiótico para o crescimento da bactéria Lactobacillus rhamnosus GG, além da avaliação da toxicidade usando modelos de zebrafish. Com base nos resultados de DCCR de teor de ácido galacturônico e percentual de rendimento foi encontrada a seguinte melhor condição de extração: pH de 2,5, temperatura de 73ºC e tempo de cerca de 70 minutos. Para as respostas de grau de esterificação e índice de escurecimento nas condições indicadas obteve-se pectina de alto grau de esterificação e com índice de escurecimento mediano referente a 60%. O aumento do pH de extração tendeu a gerar pectinas de baixo grau de esterificação. As amostras quando comparadas ao controle apresentaram um potencial prebiótico exceto a condição de extração de 84ºC, 60 minutos e pH 1,91. Nenhuma das pectinas extraídas mostraram toxicidade nos testes realizados com zebrafish, sugerindo um certo nível de segurança, sendo necessário mais análises para possíveis aplicações futuras. A principal contribuição deste estudo é a proposta de uma nova aplicabilidade para a casca do pequi, ao demonstrar o potencial prebiótico das pectinas extraídas, o que pode agregar valor a esse resíduo e oferecer uma solução sustentável para o aproveitamento deste subproduto desse fruto.Orientadora: Drª. Roselayne Ferro Furtado Co-Orientadora: Drª Laura Maria BrunoNATHÁLIA UCHÔA DE CASTRO BESSA, UNIVERSIDADE ESTADUAL DO CEARÁ.BESSA, N. U. DE C.2025-01-22T12:47:09Z2025-01-22T12:47:09Z2025-01-222024info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis2024. 58 f. Dissertação (Mestrado em Ciências Naturais) - Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza.http://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/handle/doc/1171873porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da EMBRAPA (Repository Open Access to Scientific Information from EMBRAPA - Alice)instname:Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)instacron:EMBRAPA2025-03-16T07:04:29Zoai:www.alice.cnptia.embrapa.br:doc/1171873Repositório InstitucionalPUBhttps://www.alice.cnptia.embrapa.br/oai/requestcg-riaa@embrapa.bropendoar:21542025-03-16T07:04:29Repositório Institucional da EMBRAPA (Repository Open Access to Scientific Information from EMBRAPA - Alice) - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)false |
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Embora existam estudos sobre as características e aplicações de materiais derivados do pequi, o grande volume de resíduos gerado pelo consumo deste fruto ainda é subaproveitado. Esses resíduos podem ser usados para novas aplicações, especialmente na agregação de valor ao fruto e seus subprodutos. O objetivo geral deste estudo foi identificar melhores parâmetros para a extração de pectinas a partir do o mesocarpo externo de pequi com ácido cítrico e avaliar o potencial prebiótico das pectinas obtidas. O impacto de três variáveis: pH, temperatura e tempo foi avaliado sobre o rendimento e as propriedades químicas (teor de ácido galacturônico e grau de esterificação) e físico-química (índice de escurecimento) das pectinas extraídas pela utilização de um Delineamento Composto Central Rotacional (DCCR). O ácido cítrico foi empregado como alternativa aos ácidos minerais comumente usados nesse tipo de extração. As amostras de pectina que apresentaram valores iguais ou superiores a 65% de ácido galacturônico foram selecionadas para avaliação do potencial prebiótico para o crescimento da bactéria Lactobacillus rhamnosus GG, além da avaliação da toxicidade usando modelos de zebrafish. Com base nos resultados de DCCR de teor de ácido galacturônico e percentual de rendimento foi encontrada a seguinte melhor condição de extração: pH de 2,5, temperatura de 73ºC e tempo de cerca de 70 minutos. Para as respostas de grau de esterificação e índice de escurecimento nas condições indicadas obteve-se pectina de alto grau de esterificação e com índice de escurecimento mediano referente a 60%. O aumento do pH de extração tendeu a gerar pectinas de baixo grau de esterificação. As amostras quando comparadas ao controle apresentaram um potencial prebiótico exceto a condição de extração de 84ºC, 60 minutos e pH 1,91. Nenhuma das pectinas extraídas mostraram toxicidade nos testes realizados com zebrafish, sugerindo um certo nível de segurança, sendo necessário mais análises para possíveis aplicações futuras. A principal contribuição deste estudo é a proposta de uma nova aplicabilidade para a casca do pequi, ao demonstrar o potencial prebiótico das pectinas extraídas, o que pode agregar valor a esse resíduo e oferecer uma solução sustentável para o aproveitamento deste subproduto desse fruto. |
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