Os desafios do trabalho do assistente social em tempos de pandemia da Covid - 19 e de neoconservadorismo no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Silva, Cherlia Vieira da
Orientador(a): Smiderle, Fabiana Rosa Neves
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://ri.emescam.br/handle/123456789/323
Resumo: O Serviço Social é uma profissão inserida na divisão social e técnica do trabalho, regulamentada no Brasil pela Lei 8.662/1993 e que realiza sua ação profissional no âmbito das políticas socioassistenciais na esfera pública e privada. O assistente social vem se constituindo solidamente como pesquisador e produtor de conhecimentos de natureza teórica no âmbito das ciências sociais e humanas. Reconhecido como profissional da saúde, através da Resolução 218/1997 do Conselho Nacional de Saúde, tem capacidade para atuar nas múltiplas expressões da questão social originadas nas relações sociais. O problema de pesquisa emerge da importância de se analisar e compreender os desafios postos aos assistentes sociais numa conjuntura complexa de redução no campo dos direitos sociais desde a implantação do neoliberalismo no país, de redução da intervenção do Estado nas Políticas Sociais Públicas e que se acirraram com a pandemia da COVID-19 no ano de 2020. Participaram do estudo dez assistentes sociais. Em relação ao perfil das entrevistadas, a idade média foi de 43,3 anos, todas (100%) se identificam com o gênero feminino, seis entrevistadas (60%) trabalham de 20 a 30 horas semanais e possuem entre 2 e 5 anos de experiência na área de saúde. A pesquisa expõe o medo e a insegurança das entrevistadas de contrair e transmitir o vírus para familiares e pacientes; percebem a categoria desarticulada e desunida e que não houve avanços, mas sim retrocessos nas lutas e garantias de direitos conquistados; durante a pandemia não teve redução de salários, nem de carga horária; houve falta de assistência psicológica; relataram que o profissional em seu espaço de trabalho muitas das vezes reforça o conservadorismo através de práticas policialescas e fiscalizatórias; todas se identificam com a vertente “Intenção de Ruptura” fundamentada no rompimento com o conservadorismo e no estreitamento dos laços entre Serviço Social e marxismo. As fragilidades e os desafios enfrentados demonstraram que a categoria tem consciência de seu papel social, como profissão que desenvolve sua prática em meio a ações de resistência e uniões estratégicas nos locais de trabalho e nas lutas cotidianas. A pesquisa trouxe evidências de que o assistente social se reconhece como um profissional que tem a capacidade de buscar novas maneiras de intervenção ajudando a sociedade a construir formas de vida mais dignas e justas, mesmo em realidades tão obscuras, como foi a da pandemia de COVID-19.
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O problema de pesquisa emerge da importância de se analisar e compreender os desafios postos aos assistentes sociais numa conjuntura complexa de redução no campo dos direitos sociais desde a implantação do neoliberalismo no país, de redução da intervenção do Estado nas Políticas Sociais Públicas e que se acirraram com a pandemia da COVID-19 no ano de 2020. Participaram do estudo dez assistentes sociais. Em relação ao perfil das entrevistadas, a idade média foi de 43,3 anos, todas (100%) se identificam com o gênero feminino, seis entrevistadas (60%) trabalham de 20 a 30 horas semanais e possuem entre 2 e 5 anos de experiência na área de saúde. 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