Determinantes de esquemas de pagamentos em contratos de franquia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2006
Autor(a) principal: Heinze, Fábio Gabriel
Orientador(a): Azevedo, Paulo Furquim de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: http://hdl.handle.net/10438/2024
Resumo: Esta dissertação pretende verificar os determinantes de esquemas de pagamentos em franquias. Muito se tem escrito sobre teoria dos contratos e poucos resultados empíricos foram conseguidos (LAFONTAINE, 1992). Quando se fala sobre contratos de franquia, pode ser estudado o mix contratual – relação entre unidades próprias e franqueadas - e os chamados 'termos do contrato' – taxa de franquia, taxa de royalty, duração do contrato, entre outros. Sendo um setor de relevância no Brasil e no mundo, serão estudados os determinantes da taxa de franquia e da taxa de royalty, bem como da proporção dos dois valores. Para isso, foram desenvolvidos os modelos de compartilhamento de risco, moral hazard do lado do franqueado e double sided moral hazard. A relação entre agente (franqueado) e principal (franqueador) é aquela em que o principal contrata o agente para realizar uma ação, porém não há controle total sobre suas ações, as quais influenciam os retornos de ambos os lados. Por outro lado, há também ações do principal que podem refletir nos resultados obtidos. Para lidar com esses problemas, pode-se desenhar esquemas de pagamento que incentivam as partes a tomarem as ações mais apropriadas. Os testes mostram que os resultados obtidos são consistentes com e teoria de double sided moral hazard, onde questões de incentivos estão presentes tanto do lado do franqueador quanto do lado do franqueado. Esse resultado é consistente com os resultados de Norton (1988), Lafontaine (1992) e Azevedo e Silva (2001). O problema de acesso a crédito no Brasil também se mostrou presente e as variáveis Capital, Tempo de Contrato e tempo de Retorno do investimento. O modelo prediz que a taxa ótima de Franquia é negativamente relacionada à taxa de royalty isso se as duas taxas trouxessem o franqueado ao nível de utilidade de reserva. Fazendo uma regressão da taxa de franquia utilizando como variável explicativa a taxa de royalty, esta não apresentou coeficiente estatisticamente diferente de zero. Uma das possíveis explicações é que os franqueadores (principalmente os novos) utilizem a taxa de Franquia apenas como uma forma de remunerar os serviços prestados no início do contrato, ou seja, ela não extrai todo o fluxo de renda do franqueado, conseqüentemente não há porque haver relação entre as duas taxas (self enforcing).
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Para isso, foram desenvolvidos os modelos de compartilhamento de risco, moral hazard do lado do franqueado e double sided moral hazard. A relação entre agente (franqueado) e principal (franqueador) é aquela em que o principal contrata o agente para realizar uma ação, porém não há controle total sobre suas ações, as quais influenciam os retornos de ambos os lados. Por outro lado, há também ações do principal que podem refletir nos resultados obtidos. Para lidar com esses problemas, pode-se desenhar esquemas de pagamento que incentivam as partes a tomarem as ações mais apropriadas. Os testes mostram que os resultados obtidos são consistentes com e teoria de double sided moral hazard, onde questões de incentivos estão presentes tanto do lado do franqueador quanto do lado do franqueado. Esse resultado é consistente com os resultados de Norton (1988), Lafontaine (1992) e Azevedo e Silva (2001). O problema de acesso a crédito no Brasil também se mostrou presente e as variáveis Capital, Tempo de Contrato e tempo de Retorno do investimento. O modelo prediz que a taxa ótima de Franquia é negativamente relacionada à taxa de royalty isso se as duas taxas trouxessem o franqueado ao nível de utilidade de reserva. Fazendo uma regressão da taxa de franquia utilizando como variável explicativa a taxa de royalty, esta não apresentou coeficiente estatisticamente diferente de zero. Uma das possíveis explicações é que os franqueadores (principalmente os novos) utilizem a taxa de Franquia apenas como uma forma de remunerar os serviços prestados no início do contrato, ou seja, ela não extrai todo o fluxo de renda do franqueado, conseqüentemente não há porque haver relação entre as duas taxas (self enforcing).This dissertation intends to verify the determinant of payments mechanisms in franchising. Considerable advances had been made in the area of contract theory and empirical results remain scarce (LAFONTAINE 1992). Franchising contracts involves contract mixing and the determinants of the share parameter. To study the terms of contract the models of risk sharing, franchisee moral hazard and double-sided moral hazard were developed. The principal agent relationship is the one in which the franchisor hires the franchisee to accomplish an action. Payment rules are created; even so there is not total control about the actions of the franchisee. Those actions influence the returns on both sides. On the other hand, there are also actions of the franchisor that can contemplate in the obtained results. A divergence of interests among the parts can appear. The tests show that the obtained results are consistent with and theory of doublesided moral hazard, a model that assumes moral hazard and incentives questions are present from both sides. That result is consistent with the results of NORTON (1988), LAFONTAINE (1992) and AZEVEDO & SILVA (2001). The model predicts that the franchisee fee is negatively related to the royalty rate if they brought franchisee at the level of her reservation utility. Contrary to expectations, a regression of the franchisee fee using royalty rate as explanatory variable did not present a coefficient statistically different from zero. One of the possible explanations is that the franchisors (mainly the new ones) only use the franchise fee as a form to remunerate the services given in the beginning of the contract, or either, it does not extract all the cash flow. In this case, there are no reason to have relation between the two taxes (self enforcing).porDeterminantes de esquemas de pagamentos em contratos de franquiainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisEconomiaFranquias (Comércio varejista)Contratosreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVinfo:eu-repo/semantics/openAccessTHUMBNAILfabioheinzeturma2003.pdf.jpgfabioheinzeturma2003.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2327https://repositorio.fgv.br/bitstreams/beb9aabb-9034-4a0e-8aa0-ea722314e43c/downloade365af32eb138749dbb1d51d9480e24fMD5141_142836.pdf.jpg1_142836.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2327https://repositorio.fgv.br/bitstreams/ea0a2566-9138-4e3d-a145-5923a7c4a78a/downloade365af32eb138749dbb1d51d9480e24fMD516ORIGINALfabioheinzeturma2003.pdfapplication/pdf467917https://repositorio.fgv.br/bitstreams/efffd8af-5b80-453c-a965-059824fee6ad/download22a32cc690ae053a33ba2fc43807324fMD521_142836.pdfapplication/pdf470737https://repositorio.fgv.br/bitstreams/766b7d8a-74ff-46e4-a485-d78e50609685/downloadb6b5086adc00b15e3014582b4d565402MD53TEXTfabioheinzeturma2003.pdf.txtfabioheinzeturma2003.pdf.txtExtracted texttext/plain103439https://repositorio.fgv.br/bitstreams/c7a10998-d132-49a1-aa70-485de869f8ac/downloadeb5b3c17dca9f772b2c6b49db797df82MD5131_142836.pdf.txt1_142836.pdf.txtExtracted texttext/plain103439https://repositorio.fgv.br/bitstreams/dc7e38a1-6ec5-4c79-b068-733a9bd2a271/downloadeb5b3c17dca9f772b2c6b49db797df82MD51510438/20242023-11-07 20:30:18.888open.accessoai:repositorio.fgv.br:10438/2024https://repositorio.fgv.brRepositório InstitucionalPRIhttp://bibliotecadigital.fgv.br/dspace-oai/requestopendoar:39742023-11-07T20:30:18Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital) - Fundação Getulio Vargas (FGV)false
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