Desinformação em nível de rua: como Agentes Comunitários de Saúde lidam com hesitação vacinal dos cidadãos
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Palavras-chave em Espanhol: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/10438/35149 |
Resumo: | Esta Dissertação de Mestrado aborda a complexidade da implementação de políticas públicas diante de um contexto imerso em desinformações e fake news, concentrando-se em como lidam os Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) da Zona Sul de São Paulo (SP) com casos de hesitação vacinal dos cidadãos. Ao marco dos cem anos da ‘Revolta das Vacinas’ (1904), esta pesquisa identificou uma agenda de pesquisa emergente que explora a conexão entre desinformação e políticas públicas, especialmente na discussão de hesitação vacinal. Como aponta a literatura, no cenário brasileiro, as desigualdades exacerbadas pela COVID-19 e a mobilização antivacina que contou com suporte do ex-presidente Bolsonaro amplificaram os desafios enfrentados pelos ACSs. Logo, propõe-se a seguinte pergunta de pesquisa: ‘Como burocratas de nível de rua lidam com incertezas de ação diante de desinformações na interação com cidadãos?’, tendo como objetivo de pesquisa: 1.) observar se e como os ACSs interagem com o fenômeno da desinformação em casos de hesitação vacinal dos cidadãos; 2.) observar se e como os ACSs lidam com incertezas de ação diante de hesitação vacinal dos cidadãos; 3.) observar se e como os ACSs mobilizam conhecimentos e estratégias para lidar com hesitação vacinal dos cidadãos. A abordagem metodológica incluiu entrevistas semiestruturadas com 40 ACSs, analisando cinco dimensões: 1.) ‘Ação no território’; 2.) ‘Ação em redes’; 3.) ‘Uso de conhecimento’; 4.) ‘Uso de vínculo’; e 5.) ‘Uso de autoridade’. Os resultados revelaram a combinação dessas estratégias pelos ACSs, destacando a importância do vínculo na dosagem das ações diante da hesitação vacinal. Há um Capítulo dedicado a observar como essas cinco estratégias são combinadas pelos burocratas e, nesse sentido, foi possível identificar três perfis de ACSs que lidam com cidadãos hesitantes, sendo: 1.) os menos insistentes, que se restringem a ações protocolares; 2.) um perfil que insiste, mas pondera limites e opta por um estilo mais pedagógico; e 3.) os mais insistentes, incluindo aqueles que dosam a combinação orientando-se pelo vínculo e aqueles que não trazem essa preocupação, ocorrendo episódios de violências partindo dos cidadãos. Esses perfis foram ainda observados pelo grau de escolaridade e pelo tempo de experiência, buscando pistas e oportunidades para as abordagens adotadas diante da hesitação vacinal. Dessa forma, é possível então observar que os burocratas de nível de rua lidam com incertezas de ação, no caso de hesitação vacinal dos cidadãos, combinando estratégias de uso de conhecimento, vínculo e autoridade; gerindo também a dosagem dessas práticas de acordo com a percepção de manutenção do vínculo com o cidadão, buscando evitar romper a relação. Aponta-se, então, que a desinformação pode afetar a implementação de políticas públicas: 1.) na forma como o cidadão acessa ou deixa de acessar as políticas públicas; e 2.) na forma como o burocrata distribui ou deixa de distribuir as políticas públicas. Recomendam-se investigações futuras por meio de abordagens etnográficas, considerando a dinâmica em diferentes regiões do Brasil e a realização de estudos longitudinais para acompanhar a evolução das estratégias dos ACSs diante da hesitação vacinal. A Dissertação almeja contribuir para a literatura de políticas públicas, burocracia de nível de rua, desinformação e hesitação vacinal, oferecendo insights para a implementação de políticas de saúde pública e para a valorização do Sistema Único de Saúde, o SUS. |
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Silva, Ergon Cugler de MoraesEscolas::EAESPOliveira, Michelle Vieira Fernandez deOrtellado, PabloLotta, Gabriela Spanghero2024-04-08T13:49:12Z2024-04-08T13:49:12Z2024-02-23https://hdl.handle.net/10438/35149Esta Dissertação de Mestrado aborda a complexidade da implementação de políticas públicas diante de um contexto imerso em desinformações e fake news, concentrando-se em como lidam os Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) da Zona Sul de São Paulo (SP) com casos de hesitação vacinal dos cidadãos. Ao marco dos cem anos da ‘Revolta das Vacinas’ (1904), esta pesquisa identificou uma agenda de pesquisa emergente que explora a conexão entre desinformação e políticas públicas, especialmente na discussão de hesitação vacinal. Como aponta a literatura, no cenário brasileiro, as desigualdades exacerbadas pela COVID-19 e a mobilização antivacina que contou com suporte do ex-presidente Bolsonaro amplificaram os desafios enfrentados pelos ACSs. Logo, propõe-se a seguinte pergunta de pesquisa: ‘Como burocratas de nível de rua lidam com incertezas de ação diante de desinformações na interação com cidadãos?’, tendo como objetivo de pesquisa: 1.) observar se e como os ACSs interagem com o fenômeno da desinformação em casos de hesitação vacinal dos cidadãos; 2.) observar se e como os ACSs lidam com incertezas de ação diante de hesitação vacinal dos cidadãos; 3.) observar se e como os ACSs mobilizam conhecimentos e estratégias para lidar com hesitação vacinal dos cidadãos. A abordagem metodológica incluiu entrevistas semiestruturadas com 40 ACSs, analisando cinco dimensões: 1.) ‘Ação no território’; 2.) ‘Ação em redes’; 3.) ‘Uso de conhecimento’; 4.) ‘Uso de vínculo’; e 5.) ‘Uso de autoridade’. Os resultados revelaram a combinação dessas estratégias pelos ACSs, destacando a importância do vínculo na dosagem das ações diante da hesitação vacinal. Há um Capítulo dedicado a observar como essas cinco estratégias são combinadas pelos burocratas e, nesse sentido, foi possível identificar três perfis de ACSs que lidam com cidadãos hesitantes, sendo: 1.) os menos insistentes, que se restringem a ações protocolares; 2.) um perfil que insiste, mas pondera limites e opta por um estilo mais pedagógico; e 3.) os mais insistentes, incluindo aqueles que dosam a combinação orientando-se pelo vínculo e aqueles que não trazem essa preocupação, ocorrendo episódios de violências partindo dos cidadãos. Esses perfis foram ainda observados pelo grau de escolaridade e pelo tempo de experiência, buscando pistas e oportunidades para as abordagens adotadas diante da hesitação vacinal. Dessa forma, é possível então observar que os burocratas de nível de rua lidam com incertezas de ação, no caso de hesitação vacinal dos cidadãos, combinando estratégias de uso de conhecimento, vínculo e autoridade; gerindo também a dosagem dessas práticas de acordo com a percepção de manutenção do vínculo com o cidadão, buscando evitar romper a relação. Aponta-se, então, que a desinformação pode afetar a implementação de políticas públicas: 1.) na forma como o cidadão acessa ou deixa de acessar as políticas públicas; e 2.) na forma como o burocrata distribui ou deixa de distribuir as políticas públicas. Recomendam-se investigações futuras por meio de abordagens etnográficas, considerando a dinâmica em diferentes regiões do Brasil e a realização de estudos longitudinais para acompanhar a evolução das estratégias dos ACSs diante da hesitação vacinal. A Dissertação almeja contribuir para a literatura de políticas públicas, burocracia de nível de rua, desinformação e hesitação vacinal, oferecendo insights para a implementação de políticas de saúde pública e para a valorização do Sistema Único de Saúde, o SUS.This Master’s Dissertation addresses the complexity of public policy implementation in the midst of disinformation and fake news, focusing on how Community Health Agents (ACSs) in the South Zone of São Paulo (SP) deal with cases of vaccine hesitancy among citizens. Marking one hundred years of the ‘Vaccine Revolt’ (1904), this research identified an emerging research agenda that explores the connection between disinformation and public policies, especially in the context of vaccine hesitancy. As the literature suggests, in the Brazilian scenario, exacerbated by COVID-19 inequalities and anti-vaccine mobilization supported by former President Bolsonaro, ACSs face amplified challenges. Thus, the research question proposed is: ‘How do street-level bureaucrats deal with action uncertainties in the face of disinformation in interacting with citizens?’, with the research objectives: 1.) observe if and how ACSs interact with the phenomenon of disinformation in cases of vaccine hesitancy; 2.) observe if and how ACSs deal with action uncertainties in the face of vaccine hesitancy; 3.) observe if and how ACSs mobilize knowledge and strategies to address vaccine hesitancy. The methodological approach included semi-structured interviews with 40 ACSs, analyzing five dimensions: 1.) ‘Action in the territory’; 2.) ‘Action in networks’; 3.) ‘Use of knowledge’; 4.) ‘Use of bond’; and 5.) ‘Use of authority’. The results revealed the combination of these strategies by ACSs, emphasizing the importance of the bond in dosing actions in the face of vaccine hesitancy. There is a Chapter dedicated to observing how these five strategies are combined by bureaucrats, and in this sense, it was possible to identify three profiles of ACSs dealing with hesitant citizens: 1.) the least insistent, who restrict themselves to protocol actions; 2.) a profile that insists, but considers limits and opts for a more pedagogical style; and 3.) the most insistent, including those who dose the combination guided by the bond and those who do not bring this concern, resulting in episodes of violence from citizens. These profiles were also observed by the level of education and the time of experience, seeking clues and opportunities for the approaches adopted in the face of vaccine hesitancy. Thus, it is possible to observe that street-level bureaucrats deal with action uncertainties in the case of vaccine hesitancy, combining strategies of using knowledge, bond, and authority; also managing the dosage of these practices according to the perception of maintaining the bond with the citizen, seeking to avoid breaking the relationship. It is pointed out, then, that disinformation can affect the implementation of public policies: 1.) in how the citizen accesses or fails to access public policies; and 2.) in how the bureaucrat distributes or fails to distribute public policies. Future investigations are recommended through ethnographic approaches, considering the dynamics in different regions of Brazil and conducting longitudinal studies to monitor the evolution of ACSs strategies in the face of vaccine hesitancy. The dissertation aims to contribute to the literature on public policies, street-level bureaucracy, disinformation, and vaccine hesitancy, providing insights for the implementation of public health policies and the valorization of the Unified Health System, SUS.Esta Tesis de Maestría aborda la complejidad de la implementación de políticas públicas en medio de la desinformación y las fake news, centrándose en cómo los Agentes Comunitarios de Salud (ACSs) en la Zona Sur de São Paulo (SP) manejan los casos de vacilación en la vacunación entre los ciudadanos. Al cumplirse cien años de la ‘Revuelta de las Vacunas’ (1904), esta investigación identificó una agenda de investigación emergente que explora la conexión entre la desinformación y las políticas públicas, especialmente en el contexto de la vacilación en la vacunación. Como sugiere la literatura, en el escenario brasileño, exacerbado por las desigualdades de COVID-19 y la movilización antivacuna respaldada por el expresidente Bolsonaro, los ACSs enfrentan desafíos amplificados. Por lo tanto, la pregunta de investigación propuesta es: ‘¿Cómo manejan los burócratas de nivel de calle las incertidumbres de acción frente a la desinformación en la interacción con los ciudadanos?’, con los objetivos de la investigación: 1.) observar si y cómo los ACSs interactúan con el fenómeno de la desinformación en casos de vacilación de la vacuna de los ciudadanos; 2.) observar si y cómo los ACSs manejan las incertidumbres de acción frente a la vacilación de la vacuna de los ciudadanos; 3.) observar si y cómo los ACSs movilizan conocimientos y estrategias para abordar la vacilación de la vacuna de los ciudadanos. El enfoque metodológico incluyó entrevistas semiestructuradas con 40 ACSs, analizando cinco dimensiones: 1.) ‘Acción en el territorio’; 2.) ‘Acción en redes’; 3.) ‘Uso de conocimiento’; 4.) ‘Uso de vínculo’; y 5.) ‘Uso de autoridad’. Los resultados revelaron la combinación de estas estrategias por parte de los ACSs, enfatizando la importancia del vínculo en la dosificación de acciones frente a la vacilación de la vacuna. Hay un Capítulo dedicado a observar cómo estos cinco estrategias son combinadas por los burócratas, y en este sentido, fue posible identificar tres perfiles de ACSs que lidian con ciudadanos vacilantes: 1.) los menos insistentes, que se limitan a acciones protocolarias; 2.) un perfil que insiste, pero se plantea límites y opta por un estilo más pedagógico; y 3.) los más insistentes, incluyendo aquellos que dosifican la combinación guiados por el vínculo y aquellos que no tienen esta preocupación, lo que resulta en episodios de violencia por parte de los ciudadanos. Estos perfiles también fueron observados por el nivel de educación y el tiempo de experiencia, buscando pistas y oportunidades para los enfoques adoptados frente a la vacilación de la vacuna. Así, es posible observar que los burócratas de nivel de calle manejan las incertidumbres de acción en el caso de la vacilación de la vacuna, combinando estrategias de uso de conocimiento, vínculo y autoridad; también gestionando la dosificación de estas prácticas de acuerdo con la percepción de mantener el vínculo con el ciudadano, buscando evitar romper la relación. Se señala, entonces, que la desinformación puede afectar la implementación de políticas públicas: 1.) en cómo el ciudadano accede o deja de acceder a las políticas públicas; y 2.) en cómo el burócrata distribuye o deja de distribuir políticas públicas. Se recomiendan investigaciones futuras a través de enfoques etnográficos, considerando la dinámica en diferentes regiones de Brasil y realizando estudios longitudinales para monitorear la evolución de las estrategias de ACS frente a la vacilación de la vacuna. La disertación tiene como objetivo contribuir a la literatura sobre políticas públicas, burocracia de nivel de calle, desinformación y vacilación de la vacuna, proporcionando ideas para la implementación de políticas de salud pública y la valorización del Sistema Único de Salud, el SUS.porBurocracia de nível de ruaImplementação de políticas públicasDesinformaçãoHesitação vacinalAgentes comunitários de saúdeSistema Único de SaúdeStreet-level bureaucracyImplementation of public policiesDisinformationVaccine hesitancyCommunity health agentsUnified health systemBurocracia de nivel de calleImplementación de políticas públicasDesinformaciónVacilación vacinalAgentes comunitarios de saludSistema único de saludAdministração públicaVacinaçãoAdministração pública - Processo decisórioDesinformaçãoComunicação na saúde públicaPoder discricionárioDesinformação em nível de rua: como Agentes Comunitários de Saúde lidam com hesitação vacinal dos cidadãosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-85112https://repositorio.fgv.br/bitstreams/455a583b-afb6-4ffe-bbd5-7ea158c49ec0/download2a4b67231f701c416a809246e7a10077MD52ORIGINALErgon Cugler de Moraes Silva - Dissertação de Mestrado - Orientadora Gabriela Spanghero Lotta - 2024 - REVISADO.pdfErgon Cugler de Moraes Silva - Dissertação de Mestrado - Orientadora Gabriela Spanghero Lotta - 2024 - REVISADO.pdfPDFapplication/pdf8969909https://repositorio.fgv.br/bitstreams/ef966920-6804-4711-9808-cd5763d735b6/downloada2df8646497c8f8f87e393c7091fbddaMD53TEXTErgon Cugler de Moraes Silva - Dissertação de Mestrado - Orientadora Gabriela Spanghero Lotta - 2024 - REVISADO.pdf.txtErgon Cugler de Moraes Silva - Dissertação de Mestrado - Orientadora Gabriela 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Desinformação em nível de rua: como Agentes Comunitários de Saúde lidam com hesitação vacinal dos cidadãos Silva, Ergon Cugler de Moraes Burocracia de nível de rua Implementação de políticas públicas Desinformação Hesitação vacinal Agentes comunitários de saúde Sistema Único de Saúde Street-level bureaucracy Implementation of public policies Disinformation Vaccine hesitancy Community health agents Unified health system Burocracia de nivel de calle Implementación de políticas públicas Desinformación Vacilación vacinal Agentes comunitarios de salud Sistema único de salud Administração pública Vacinação Administração pública - Processo decisório Desinformação Comunicação na saúde pública Poder discricionário |
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Esta Dissertação de Mestrado aborda a complexidade da implementação de políticas públicas diante de um contexto imerso em desinformações e fake news, concentrando-se em como lidam os Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) da Zona Sul de São Paulo (SP) com casos de hesitação vacinal dos cidadãos. Ao marco dos cem anos da ‘Revolta das Vacinas’ (1904), esta pesquisa identificou uma agenda de pesquisa emergente que explora a conexão entre desinformação e políticas públicas, especialmente na discussão de hesitação vacinal. Como aponta a literatura, no cenário brasileiro, as desigualdades exacerbadas pela COVID-19 e a mobilização antivacina que contou com suporte do ex-presidente Bolsonaro amplificaram os desafios enfrentados pelos ACSs. Logo, propõe-se a seguinte pergunta de pesquisa: ‘Como burocratas de nível de rua lidam com incertezas de ação diante de desinformações na interação com cidadãos?’, tendo como objetivo de pesquisa: 1.) observar se e como os ACSs interagem com o fenômeno da desinformação em casos de hesitação vacinal dos cidadãos; 2.) observar se e como os ACSs lidam com incertezas de ação diante de hesitação vacinal dos cidadãos; 3.) observar se e como os ACSs mobilizam conhecimentos e estratégias para lidar com hesitação vacinal dos cidadãos. A abordagem metodológica incluiu entrevistas semiestruturadas com 40 ACSs, analisando cinco dimensões: 1.) ‘Ação no território’; 2.) ‘Ação em redes’; 3.) ‘Uso de conhecimento’; 4.) ‘Uso de vínculo’; e 5.) ‘Uso de autoridade’. Os resultados revelaram a combinação dessas estratégias pelos ACSs, destacando a importância do vínculo na dosagem das ações diante da hesitação vacinal. Há um Capítulo dedicado a observar como essas cinco estratégias são combinadas pelos burocratas e, nesse sentido, foi possível identificar três perfis de ACSs que lidam com cidadãos hesitantes, sendo: 1.) os menos insistentes, que se restringem a ações protocolares; 2.) um perfil que insiste, mas pondera limites e opta por um estilo mais pedagógico; e 3.) os mais insistentes, incluindo aqueles que dosam a combinação orientando-se pelo vínculo e aqueles que não trazem essa preocupação, ocorrendo episódios de violências partindo dos cidadãos. Esses perfis foram ainda observados pelo grau de escolaridade e pelo tempo de experiência, buscando pistas e oportunidades para as abordagens adotadas diante da hesitação vacinal. Dessa forma, é possível então observar que os burocratas de nível de rua lidam com incertezas de ação, no caso de hesitação vacinal dos cidadãos, combinando estratégias de uso de conhecimento, vínculo e autoridade; gerindo também a dosagem dessas práticas de acordo com a percepção de manutenção do vínculo com o cidadão, buscando evitar romper a relação. Aponta-se, então, que a desinformação pode afetar a implementação de políticas públicas: 1.) na forma como o cidadão acessa ou deixa de acessar as políticas públicas; e 2.) na forma como o burocrata distribui ou deixa de distribuir as políticas públicas. Recomendam-se investigações futuras por meio de abordagens etnográficas, considerando a dinâmica em diferentes regiões do Brasil e a realização de estudos longitudinais para acompanhar a evolução das estratégias dos ACSs diante da hesitação vacinal. A Dissertação almeja contribuir para a literatura de políticas públicas, burocracia de nível de rua, desinformação e hesitação vacinal, oferecendo insights para a implementação de políticas de saúde pública e para a valorização do Sistema Único de Saúde, o SUS. |
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