Participação social como critério de validação das ferramentas de inteligência artificial na administração pública

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Carvalho, Lílian Linhares de
Orientador(a): Buchbinder, Felipe
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/10438/36861
Resumo: Objetivo: Esta dissertação buscou estudar as discussões atuais sobre a participação social em relação à adoção de tecnologias de IA nas práticas institucionais públicas, adotando-a como critério de validação de novas ferramentas tecnológicas em um contexto global de rápida evolução. Metodologia: Para atingir este objetivo, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, utilizando artigos científicos publicados entre novembro de 2018 e dezembro de 2024. A seleção dos estudos seguiu as diretrizes do PRISMA aliado a ferramenta de busca da plataforma Litmaps, tendo como artigo semente o trabalho de Jobin et al. (2019), complementada pelos descritores: "inteligência artificial", "ética em IA" e "participação social". Os artigos selecionados foram analisados quantitativamente, por meio de ferramentas de contagem de palavras e construção de nuvens de palavras, e qualitativamente, com base na Teoria da Ação Comunicativa de Jürgen Habermas. Resultados: Os resultados indicam um reconhecimento da participação social como um pilar para a validação ética da IA na administração pública. A análise demonstra que a literatura enfatiza a necessidade de mitigar riscos como os de viés algorítmico, falta de transparência e perpetuação de desigualdades, por meio da inclusão de diversas vozes e da consideração de valores sociais, apesar de não apresentarem medidas práticas para o alcance destas obrigações e se concentrarem em iniciativas do norte global. Limitações: A pesquisa identifica uma lacuna significativa na predominância de diretrizes éticas originadas no Norte Global, em detrimento das perspectivas do Sul Global, como o Brasil. Esse desequilíbrio pode resultar em diretrizes que não consideram adequadamente as desigualdades digitais e socioculturais locais, tornando necessária uma abordagem mais sensível ao contexto brasileiro. Do ponto de vista metodológico, os resultados desta dissertação podem representar critérios de inclusão e exclusão restritivos, que culminaram com artigos menos plurais e que podem ser sanados em estudos posteriores. Aplicabilidade no trabalho: A dissertação destaca a importância da participação social como um mecanismo democrático de controle na implementação de inteligência artificial. No contexto prático, isso significa que políticas públicas e sistemas de IA devem ser acompanhados de estratégias que garantam transparência, capacitação da população e um engajamento efetivo da sociedade civil para evitar vieses e promover maior inclusão. Contribuições para a sociedade: O estudo sugere que a IA pode ser uma ferramenta de inclusão e justiça social, desde que acompanhada de mecanismos adequados de participação popular. Ao propor que a governança da IA leve em consideração a diversidade sociocultural do Brasil, a pesquisa reforça a necessidade de uma abordagem ética que proteja os mais vulneráveis e reduza desigualdades. Originalidade: A originalidade desta dissertação reside na construção das métricas metodológicas com suporte de ferramentas de IA, e na abordagem contemporânea da ética no desenvolvimento e implementação de tecnologias para o uso comum combinada com a teoria da ação comunicativa de Habermas para sustentar um modelo de IA que enfatiza o diálogo racional e democrático.
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Os artigos selecionados foram analisados quantitativamente, por meio de ferramentas de contagem de palavras e construção de nuvens de palavras, e qualitativamente, com base na Teoria da Ação Comunicativa de Jürgen Habermas. Resultados: Os resultados indicam um reconhecimento da participação social como um pilar para a validação ética da IA na administração pública. A análise demonstra que a literatura enfatiza a necessidade de mitigar riscos como os de viés algorítmico, falta de transparência e perpetuação de desigualdades, por meio da inclusão de diversas vozes e da consideração de valores sociais, apesar de não apresentarem medidas práticas para o alcance destas obrigações e se concentrarem em iniciativas do norte global. Limitações: A pesquisa identifica uma lacuna significativa na predominância de diretrizes éticas originadas no Norte Global, em detrimento das perspectivas do Sul Global, como o Brasil. Esse desequilíbrio pode resultar em diretrizes que não consideram adequadamente as desigualdades digitais e socioculturais locais, tornando necessária uma abordagem mais sensível ao contexto brasileiro. Do ponto de vista metodológico, os resultados desta dissertação podem representar critérios de inclusão e exclusão restritivos, que culminaram com artigos menos plurais e que podem ser sanados em estudos posteriores. Aplicabilidade no trabalho: A dissertação destaca a importância da participação social como um mecanismo democrático de controle na implementação de inteligência artificial. No contexto prático, isso significa que políticas públicas e sistemas de IA devem ser acompanhados de estratégias que garantam transparência, capacitação da população e um engajamento efetivo da sociedade civil para evitar vieses e promover maior inclusão. Contribuições para a sociedade: O estudo sugere que a IA pode ser uma ferramenta de inclusão e justiça social, desde que acompanhada de mecanismos adequados de participação popular. Ao propor que a governança da IA leve em consideração a diversidade sociocultural do Brasil, a pesquisa reforça a necessidade de uma abordagem ética que proteja os mais vulneráveis e reduza desigualdades. Originalidade: A originalidade desta dissertação reside na construção das métricas metodológicas com suporte de ferramentas de IA, e na abordagem contemporânea da ética no desenvolvimento e implementação de tecnologias para o uso comum combinada com a teoria da ação comunicativa de Habermas para sustentar um modelo de IA que enfatiza o diálogo racional e democrático. Objective: This dissertation aimed to investigate current discussions on social participation in relation to the adoption of AI technologies in public institutional practices, adopting it as a validation criterion for new technological tools within a global context of rapid evolution. Methodology: To achieve this objective, an integrative literature review was conducted, utilizing scientific articles published between november 2018 and december 2024. The study selection followed PRISMA guidelines, combined with the search tool from the Litmaps platform, using the seminal work by Jobin et al. (2019) as a starting point, supplemented by the descriptors: "artificial intelligence," "AI ethics," and "social participation." The selected articles were analyzed quantitatively, through word count tools and word cloud generation, and qualitatively, based on Jürgen Habermas's Theory of Communicative Action. Results: The findings indicate a recognition of social participation as a cornerstone for the ethical validation of AI in public administration. The analysis reveals that the literature emphasizes the need to mitigate risks such as algorithmic bias, lack of transparency, and the perpetuation of inequalities through the inclusion of diverse voices and the consideration of social values. However, it lacks practical measures to fulfill these obligations, with a predominant focus on initiatives from the Global North. Limitations: The research identifies a significant gap in the predominance of ethical guidelines originating from the Global North, to the detriment of perspectives from the Global South, such as Brazil. This imbalance may result in guidelines that inadequately address local digital and sociocultural inequalities, necessitating a more context-sensitive approach tailored to the Brazilian reality. From a methodological standpoint, the dissertation's results may reflect restrictive inclusion and exclusion criteria, leading to less diverse articles—a limitation that could be addressed in future studies. Practical Implications: The dissertation underscores the importance of social participation as a democratic control mechanism in the implementation of artificial intelligence. In practical terms, this implies that public policies and AI systems should be accompanied by strategies ensuring transparency, population empowerment, and effective civil society engagement to prevent biases and promote greater inclusion. Societal Contributions: The study suggests that AI can serve as a tool for inclusion and social justice, provided it is supported by appropriate mechanisms for popular participation. By proposing that AI governance consider Brazil's sociocultural diversity, the research reinforces the need for an ethical approach that protects the most vulnerable and reduces inequalities. Originality: The originality of this dissertation lies in the development of methodological metrics supported by AI tools and in its contemporary approach to ethics in the development and implementation of technologies for common use. This is combined with Habermas's Theory of Communicative Action to underpin a model of AI that emphasizes rational and democratic dialogue.porInteligência artificialParticipação socialÉtica da IAArtificial intelligenceSocial participationAI ethicsAdministração públicaInteligência artificialParticipação socialInternet e ativismoInternet - aspectos morais e éticosAdministração pública - inovações tecnológicasParticipação social como critério de validação das ferramentas de inteligência artificial na administração públicainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVORIGINALdissertacao Lilian Carvalho biblioteca fgv.pdfdissertacao Lilian Carvalho biblioteca 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Internet - aspectos morais e éticos
Administração pública - inovações tecnológicas
description Objetivo: Esta dissertação buscou estudar as discussões atuais sobre a participação social em relação à adoção de tecnologias de IA nas práticas institucionais públicas, adotando-a como critério de validação de novas ferramentas tecnológicas em um contexto global de rápida evolução. Metodologia: Para atingir este objetivo, foi realizada uma revisão integrativa da literatura, utilizando artigos científicos publicados entre novembro de 2018 e dezembro de 2024. A seleção dos estudos seguiu as diretrizes do PRISMA aliado a ferramenta de busca da plataforma Litmaps, tendo como artigo semente o trabalho de Jobin et al. (2019), complementada pelos descritores: "inteligência artificial", "ética em IA" e "participação social". Os artigos selecionados foram analisados quantitativamente, por meio de ferramentas de contagem de palavras e construção de nuvens de palavras, e qualitativamente, com base na Teoria da Ação Comunicativa de Jürgen Habermas. Resultados: Os resultados indicam um reconhecimento da participação social como um pilar para a validação ética da IA na administração pública. A análise demonstra que a literatura enfatiza a necessidade de mitigar riscos como os de viés algorítmico, falta de transparência e perpetuação de desigualdades, por meio da inclusão de diversas vozes e da consideração de valores sociais, apesar de não apresentarem medidas práticas para o alcance destas obrigações e se concentrarem em iniciativas do norte global. Limitações: A pesquisa identifica uma lacuna significativa na predominância de diretrizes éticas originadas no Norte Global, em detrimento das perspectivas do Sul Global, como o Brasil. Esse desequilíbrio pode resultar em diretrizes que não consideram adequadamente as desigualdades digitais e socioculturais locais, tornando necessária uma abordagem mais sensível ao contexto brasileiro. Do ponto de vista metodológico, os resultados desta dissertação podem representar critérios de inclusão e exclusão restritivos, que culminaram com artigos menos plurais e que podem ser sanados em estudos posteriores. Aplicabilidade no trabalho: A dissertação destaca a importância da participação social como um mecanismo democrático de controle na implementação de inteligência artificial. No contexto prático, isso significa que políticas públicas e sistemas de IA devem ser acompanhados de estratégias que garantam transparência, capacitação da população e um engajamento efetivo da sociedade civil para evitar vieses e promover maior inclusão. Contribuições para a sociedade: O estudo sugere que a IA pode ser uma ferramenta de inclusão e justiça social, desde que acompanhada de mecanismos adequados de participação popular. Ao propor que a governança da IA leve em consideração a diversidade sociocultural do Brasil, a pesquisa reforça a necessidade de uma abordagem ética que proteja os mais vulneráveis e reduza desigualdades. Originalidade: A originalidade desta dissertação reside na construção das métricas metodológicas com suporte de ferramentas de IA, e na abordagem contemporânea da ética no desenvolvimento e implementação de tecnologias para o uso comum combinada com a teoria da ação comunicativa de Habermas para sustentar um modelo de IA que enfatiza o diálogo racional e democrático.
publishDate 2025
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