Risco cambial nas concessões rodoviárias federais: diretrizes contratuais e jurisprudenciais
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/10438/32218 |
Resumo: | O objetivo da presente dissertação é a identificação das práticas contratuais e jurisprudenciais do Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal de Contas da União (TCU) relacionadas à alocação do risco cambial no setor federal de concessão rodoviária. Identifiquei a relevância do tema para o setor por meio do exame de todas as notas explicativas das demonstrações de resultado disponíveis no site oficial da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Nessa oportunidade, constatei que as concessionárias se preocuparam, por diversas vezes, em alertar seus investidores quanto à existência de eventuais impactos decorrentes da variação cambial na obtenção de empréstimos, financiamentos e na compra de insumos e fatores de produção. A pesquisa contratual se baseou na análise de todos os contratos e termos aditivos disponíveis no sítio oficial da ANTT e da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP), tendo o exame dos contratos da ARTESP a finalidade de identificar se a ANTT teria neles se inspirado na modelagem de seu programa de concessão rodoviária. No âmbito jurisprudencial, averiguei se o STF, STJ e TCU teriam discorrido sobre conflitos contratuais decorrentes da variação cambial nos contratos federais de concessão rodoviária. As pesquisas revelaram que (i) ao longo dos anos, a ANTT passou a alocar as concessionárias o risco cambial e os seus impactos sobre obtenção de empréstimos e financiamentos e na compra de insumos e fatores de produção, (ii) é provável que a ANTT tenha se inspirado contratualmente nas modelagens de concessões rodoviárias desenvolvidas pela ARTESP no que diz respeito à alocação do risco cambial e seus impactos; (iii) embora o STJ não possua critérios bem definidos de quais demonstrações as concessionárias federais devem apresentar para pleitear o reequilíbrio de contratos regidos pela Lei Federal nº 8.987/95 devido à variação do câmbio, o TCU admite a utilização dos parâmetros firmados na análise do reequilíbrio de contratos regidos pela Lei Federal nº 8.666/93 devido a esse evento macroeconômico para àqueles regidos pela Lei Federal nº 8.987/95. |
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Camara, Manuela MattosoEscolas::DIREITO SPPalma, Juliana Bonacorsi deRosilho, André JanjácomoMonteiro, Vera Cristina Caspari2022-07-12T15:01:35Z2022-07-12T15:01:35Z2022-06-15https://hdl.handle.net/10438/32218O objetivo da presente dissertação é a identificação das práticas contratuais e jurisprudenciais do Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal de Contas da União (TCU) relacionadas à alocação do risco cambial no setor federal de concessão rodoviária. Identifiquei a relevância do tema para o setor por meio do exame de todas as notas explicativas das demonstrações de resultado disponíveis no site oficial da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Nessa oportunidade, constatei que as concessionárias se preocuparam, por diversas vezes, em alertar seus investidores quanto à existência de eventuais impactos decorrentes da variação cambial na obtenção de empréstimos, financiamentos e na compra de insumos e fatores de produção. A pesquisa contratual se baseou na análise de todos os contratos e termos aditivos disponíveis no sítio oficial da ANTT e da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP), tendo o exame dos contratos da ARTESP a finalidade de identificar se a ANTT teria neles se inspirado na modelagem de seu programa de concessão rodoviária. No âmbito jurisprudencial, averiguei se o STF, STJ e TCU teriam discorrido sobre conflitos contratuais decorrentes da variação cambial nos contratos federais de concessão rodoviária. As pesquisas revelaram que (i) ao longo dos anos, a ANTT passou a alocar as concessionárias o risco cambial e os seus impactos sobre obtenção de empréstimos e financiamentos e na compra de insumos e fatores de produção, (ii) é provável que a ANTT tenha se inspirado contratualmente nas modelagens de concessões rodoviárias desenvolvidas pela ARTESP no que diz respeito à alocação do risco cambial e seus impactos; (iii) embora o STJ não possua critérios bem definidos de quais demonstrações as concessionárias federais devem apresentar para pleitear o reequilíbrio de contratos regidos pela Lei Federal nº 8.987/95 devido à variação do câmbio, o TCU admite a utilização dos parâmetros firmados na análise do reequilíbrio de contratos regidos pela Lei Federal nº 8.666/93 devido a esse evento macroeconômico para àqueles regidos pela Lei Federal nº 8.987/95.This thesis aims to identify the contractual practice and Supreme Federal Court (STF), Superior Justice Court (STJ) and Federal Court of Auditors (TCU) analysis regarding to exchange rate variation in federal highways concessionaires. The importance of this discussion for the sector was revealed by the exam of the explicative notes of the financial statements available in the official website of the Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). On that occasion, I concluded that concessionaires, several times, pointed out to their investors the risks related to the exchange rate in financing, loan and acquiring supplies and production factors. The research was based on the analysis of all the contracts made available in the National Transportation Agency (ANTT) and Agência de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP) official websites. The exam of ARTESP’s contracts was made to verify if ANTT inspired their contractual practices related to exchange rate in ARTESP’s experience. I also analyzed if STF, STJ and TCU had analyzed conflicts engaging exchange rate variation in federal highways concessionaires. The major findings were: (i) over the years, ANTT started to allocate to concessionaries the risks related to exchange rate variation; (ii) is probable that ANTT had inspired its development of federal highway contracts in relation to exchange rate variation in ARTESP experience (iii) even though STJ did not defined standards to grant the rebalance of highways contracts due to extraordinary exchange rate variation, TCU stablished that the parameters to do so under Federal Law. 8.666/93 could be followed by highway concessionaries.porExchange rateExchangeRisco cambialANTTCâmbioDireitoConcessões administrativasContratos administrativosRodoviasTaxas de câmbioRisco (Economia)Risco cambial nas concessões rodoviárias federais: diretrizes contratuais e jurisprudenciaisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas 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Concessões administrativas Contratos administrativos Rodovias Taxas de câmbio Risco (Economia) |
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O objetivo da presente dissertação é a identificação das práticas contratuais e jurisprudenciais do Supremo Tribunal Federal (STF), Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal de Contas da União (TCU) relacionadas à alocação do risco cambial no setor federal de concessão rodoviária. Identifiquei a relevância do tema para o setor por meio do exame de todas as notas explicativas das demonstrações de resultado disponíveis no site oficial da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Nessa oportunidade, constatei que as concessionárias se preocuparam, por diversas vezes, em alertar seus investidores quanto à existência de eventuais impactos decorrentes da variação cambial na obtenção de empréstimos, financiamentos e na compra de insumos e fatores de produção. A pesquisa contratual se baseou na análise de todos os contratos e termos aditivos disponíveis no sítio oficial da ANTT e da Agência de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP), tendo o exame dos contratos da ARTESP a finalidade de identificar se a ANTT teria neles se inspirado na modelagem de seu programa de concessão rodoviária. No âmbito jurisprudencial, averiguei se o STF, STJ e TCU teriam discorrido sobre conflitos contratuais decorrentes da variação cambial nos contratos federais de concessão rodoviária. As pesquisas revelaram que (i) ao longo dos anos, a ANTT passou a alocar as concessionárias o risco cambial e os seus impactos sobre obtenção de empréstimos e financiamentos e na compra de insumos e fatores de produção, (ii) é provável que a ANTT tenha se inspirado contratualmente nas modelagens de concessões rodoviárias desenvolvidas pela ARTESP no que diz respeito à alocação do risco cambial e seus impactos; (iii) embora o STJ não possua critérios bem definidos de quais demonstrações as concessionárias federais devem apresentar para pleitear o reequilíbrio de contratos regidos pela Lei Federal nº 8.987/95 devido à variação do câmbio, o TCU admite a utilização dos parâmetros firmados na análise do reequilíbrio de contratos regidos pela Lei Federal nº 8.666/93 devido a esse evento macroeconômico para àqueles regidos pela Lei Federal nº 8.987/95. |
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