Essays in political economy
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | , |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | eng |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/10438/30868 |
Resumo: | Esta tese é composta por dois ensaios - e uma seção de conclusões - independentes sobre economia política. Apesar de sua independência, acreditamos que as informações sejam complementares no que tange o principal problema analisado: a relação entre políticos e eleitores e os impactos no resultado das eleições. A eleição talvez seja a principal força que rege e disciplina a democracia. Não obstante, o produto de uma eleição pode não ser o ideal à maioria da sociedade. Então, entender as forças que alteram a natureza do resultado de uma eleição é fundamental para uma democracia saudável. Assim, no primeiro capítulo é feita uma análise do impacto da memória dos eleitores no comportamento dos políticos. Utilizando um modelo teórico de voto retrospectivo, em que eleitores premiam políticos com bom comportamento, permitindo que haja promessas de campanha críveis; mostramos que quanto menor a memória dos eleitores, menor é o alinhamento das políticas prometidas e praticadas com o eleitor mediano. No segundo capítulo analisamos diretamento o problema da polarização política e os impactos de gastos de campanha. Baseado no modelo de Kamada and Kojima [2014], incluímos o elemento de gastos de campanha na preferência dos eleitores. Nossa análise é baseada em uma economia cujos eleitores, em sua maioria, preferem plataformas políticas extremistas e há incerteza no processo de tomada de decisão de voto, ou seja, estudamos um modelo de voto probabilístico. A competição política se dá em apenas um período e os candidatos escolhem como distribuir seus orçamentos de campanha, o que afeta a plataforma política que eles irão implementar se eleitos. Ou seja, há uma conexão entre a distribuição de gastos com a plataforma política. Os eleitores nessa economia são impressionáveis, no sentido de que há uma preferência direta por gastos de campanha. O principal resultado do modelo é que, mesmo com uma competição política, se (i) os eleitores se preocupam em demasia apenas com sua plataforma política preferida, i.e., suas preferências são convexas com relação à plataforma política; (ii) pequenas mudanças nos gastos de campanha não afetam de forma significativa a percepção dos eleitores, i.e., suas preferências são côncavas com relação a gastos de campanha; e (iii) há uma incerteza na tomada de decisão dos eleitores, i.e., o voto é probabilístico; então há um equilíbrio polarizado. Além disso, é visto que há uma relação não monotônica entre a relevância dos gastos de campanha na preferência dos eleitores e a ocorrência do equilíbrio polarizado: quando a relevância dos gastos é nula, estamos no mesmo caso do modelo de Kamada and Kojima [2014]; e quando a relevância aumenta e a preferência dos eleitores é côncava com relação a esses gastos, o efeito que temos é que gastos de campanha aumentam a incerteza no modelo, o que favorece a polarização; entretanto, quando o gasto de campanha se torna muito relevante na tomada de decisão do eleitor, temos um modelo de disputa por votos semelhante a um leilão, cujos prêmios são os votos dos eleitores e o valor desses prêmios é o tamanho do eleitorado em cada ponto político. Neste caso, em equilíbrio, o perfil de gasto de cada candidato será proporcional ao tamanho do eleitorado em cada ponto e, dada a distribuição simétrica de eleitores que assumimos, o equilíbrio da plataforma política irá de encontro ao eleitor mediano. |
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Toda, Murillo Kay BarkEscolas::EESPFuente Estevan, Fernanda Gonçalves Da LaLima, Rafael Coutinho CostaShalders, Felipe Leon Peres CamargoMonte, DanielNakaguma, Marcos Yamada2021-07-23T19:36:25Z2021-07-23T19:36:25Z2021-06-23https://hdl.handle.net/10438/30868Esta tese é composta por dois ensaios - e uma seção de conclusões - independentes sobre economia política. Apesar de sua independência, acreditamos que as informações sejam complementares no que tange o principal problema analisado: a relação entre políticos e eleitores e os impactos no resultado das eleições. A eleição talvez seja a principal força que rege e disciplina a democracia. Não obstante, o produto de uma eleição pode não ser o ideal à maioria da sociedade. Então, entender as forças que alteram a natureza do resultado de uma eleição é fundamental para uma democracia saudável. Assim, no primeiro capítulo é feita uma análise do impacto da memória dos eleitores no comportamento dos políticos. Utilizando um modelo teórico de voto retrospectivo, em que eleitores premiam políticos com bom comportamento, permitindo que haja promessas de campanha críveis; mostramos que quanto menor a memória dos eleitores, menor é o alinhamento das políticas prometidas e praticadas com o eleitor mediano. No segundo capítulo analisamos diretamento o problema da polarização política e os impactos de gastos de campanha. Baseado no modelo de Kamada and Kojima [2014], incluímos o elemento de gastos de campanha na preferência dos eleitores. Nossa análise é baseada em uma economia cujos eleitores, em sua maioria, preferem plataformas políticas extremistas e há incerteza no processo de tomada de decisão de voto, ou seja, estudamos um modelo de voto probabilístico. A competição política se dá em apenas um período e os candidatos escolhem como distribuir seus orçamentos de campanha, o que afeta a plataforma política que eles irão implementar se eleitos. Ou seja, há uma conexão entre a distribuição de gastos com a plataforma política. Os eleitores nessa economia são impressionáveis, no sentido de que há uma preferência direta por gastos de campanha. O principal resultado do modelo é que, mesmo com uma competição política, se (i) os eleitores se preocupam em demasia apenas com sua plataforma política preferida, i.e., suas preferências são convexas com relação à plataforma política; (ii) pequenas mudanças nos gastos de campanha não afetam de forma significativa a percepção dos eleitores, i.e., suas preferências são côncavas com relação a gastos de campanha; e (iii) há uma incerteza na tomada de decisão dos eleitores, i.e., o voto é probabilístico; então há um equilíbrio polarizado. Além disso, é visto que há uma relação não monotônica entre a relevância dos gastos de campanha na preferência dos eleitores e a ocorrência do equilíbrio polarizado: quando a relevância dos gastos é nula, estamos no mesmo caso do modelo de Kamada and Kojima [2014]; e quando a relevância aumenta e a preferência dos eleitores é côncava com relação a esses gastos, o efeito que temos é que gastos de campanha aumentam a incerteza no modelo, o que favorece a polarização; entretanto, quando o gasto de campanha se torna muito relevante na tomada de decisão do eleitor, temos um modelo de disputa por votos semelhante a um leilão, cujos prêmios são os votos dos eleitores e o valor desses prêmios é o tamanho do eleitorado em cada ponto político. Neste caso, em equilíbrio, o perfil de gasto de cada candidato será proporcional ao tamanho do eleitorado em cada ponto e, dada a distribuição simétrica de eleitores que assumimos, o equilíbrio da plataforma política irá de encontro ao eleitor mediano.This thesis is composed of two independent essays - and a section of conclusions - on political economy. Despite its independence, we believe that the information is complimentary concerning the main problem analyzed: the relationship between politicians and voters and the impacts on the outcome of the elections. An election is perhaps the main force that governs and disciplines democracy. Nevertheless, the product of an election may not be ideal for the majority of society. So understanding the forces that alter the nature of an election result is critical to a healthy democracy. Thus, the first chapter analyzes the impact of voters’ memory on the behavior of politicians. Using a theoretical model of retrospective voting, in which voters reward politicians with good behavior, allowing credible campaign promises, we show that the lower the voters’ memory, the lower the alignment of the promised and practiced policies with the median voter. In the second chapter, we directly analyze political polarization and the impacts of campaign spending. Based on the Kamada and Kojima [2014] model, we include the element of campaign spending in voter preference. Our analysis is based on an economy whose majority of voters prefer extremist political platforms. There is uncertainty in the voting decision-making process; that is, we study a probabilistic voting model. The political competition occurs in just one period, and candidates choose how to allocate their campaign budgets, which affects the political platform they will implement if elected. That is, there is a connection between the distribution of expenses with the political platform. Voters in this economy are impressionable in the sense that there is a direct preference for campaign spending. The main result of the model is that, even with political competition, if (i) voters are overly concerned only with their preferred political platform, i.e., their preferences are convex to the political platform; (ii) small changes in campaign spending do not significantly affect voters’ perception, i.e., their preferences are concave to campaign spending; and (iii) there is uncertainty in voters’ decision making, i.e., the vote is probabilistic; then there is a polarized equilibrium. Furthermore, there is a non-monotonic relationship between the relevance of campaign spending in voter preferences and the occurrence of a polarized equilibrium: when the relevance of spending is null, we are in the same case as the Kamada and Kojima [2014] model; and when relevance increases and voters’ preference is concave with these spending, the effect we have is that campaign spending increases uncertainty in the model, which favors polarization; however, when campaign spending becomes very relevant in voter decision-making, we have a model of contesting for votes similar to an auction, whose prizes are voters’ votes and the value of these prizes is the size of the electorate at each political point. In this case, in equilibrium, each candidate’s spending profile will be proportional to the size of the electorate at each point. So, given the symmetrical distribution of voters that we assume, the political platform of equilibrium will match the median voter.engPolitical economyPolarizationCampaignEconomia políticaPolarizaçãoCampanhaEconomiaBrasil - Política econômicaCampanha eleitoralPolarização (Ciências sociais)EleiçõesEssays in political economyinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVORIGINALteseMurillo_v2.pdfteseMurillo_v2.pdfPDFapplication/pdf3354314https://repositorio.fgv.br/bitstreams/7adf44c8-3f2b-40eb-8afc-e79bd9c8efaf/download9ffb0f6b5539576d2623f7986e950a0eMD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-84707https://repositorio.fgv.br/bitstreams/0e8d1534-30a8-475d-8f56-0b7004c9cefd/downloaddfb340242cced38a6cca06c627998fa1MD52TEXTteseMurillo_v2.pdf.txtteseMurillo_v2.pdf.txtExtracted 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Brasil - Política econômica Campanha eleitoral Polarização (Ciências sociais) Eleições |
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Esta tese é composta por dois ensaios - e uma seção de conclusões - independentes sobre economia política. Apesar de sua independência, acreditamos que as informações sejam complementares no que tange o principal problema analisado: a relação entre políticos e eleitores e os impactos no resultado das eleições. A eleição talvez seja a principal força que rege e disciplina a democracia. Não obstante, o produto de uma eleição pode não ser o ideal à maioria da sociedade. Então, entender as forças que alteram a natureza do resultado de uma eleição é fundamental para uma democracia saudável. Assim, no primeiro capítulo é feita uma análise do impacto da memória dos eleitores no comportamento dos políticos. Utilizando um modelo teórico de voto retrospectivo, em que eleitores premiam políticos com bom comportamento, permitindo que haja promessas de campanha críveis; mostramos que quanto menor a memória dos eleitores, menor é o alinhamento das políticas prometidas e praticadas com o eleitor mediano. No segundo capítulo analisamos diretamento o problema da polarização política e os impactos de gastos de campanha. Baseado no modelo de Kamada and Kojima [2014], incluímos o elemento de gastos de campanha na preferência dos eleitores. Nossa análise é baseada em uma economia cujos eleitores, em sua maioria, preferem plataformas políticas extremistas e há incerteza no processo de tomada de decisão de voto, ou seja, estudamos um modelo de voto probabilístico. A competição política se dá em apenas um período e os candidatos escolhem como distribuir seus orçamentos de campanha, o que afeta a plataforma política que eles irão implementar se eleitos. Ou seja, há uma conexão entre a distribuição de gastos com a plataforma política. Os eleitores nessa economia são impressionáveis, no sentido de que há uma preferência direta por gastos de campanha. O principal resultado do modelo é que, mesmo com uma competição política, se (i) os eleitores se preocupam em demasia apenas com sua plataforma política preferida, i.e., suas preferências são convexas com relação à plataforma política; (ii) pequenas mudanças nos gastos de campanha não afetam de forma significativa a percepção dos eleitores, i.e., suas preferências são côncavas com relação a gastos de campanha; e (iii) há uma incerteza na tomada de decisão dos eleitores, i.e., o voto é probabilístico; então há um equilíbrio polarizado. Além disso, é visto que há uma relação não monotônica entre a relevância dos gastos de campanha na preferência dos eleitores e a ocorrência do equilíbrio polarizado: quando a relevância dos gastos é nula, estamos no mesmo caso do modelo de Kamada and Kojima [2014]; e quando a relevância aumenta e a preferência dos eleitores é côncava com relação a esses gastos, o efeito que temos é que gastos de campanha aumentam a incerteza no modelo, o que favorece a polarização; entretanto, quando o gasto de campanha se torna muito relevante na tomada de decisão do eleitor, temos um modelo de disputa por votos semelhante a um leilão, cujos prêmios são os votos dos eleitores e o valor desses prêmios é o tamanho do eleitorado em cada ponto político. Neste caso, em equilíbrio, o perfil de gasto de cada candidato será proporcional ao tamanho do eleitorado em cada ponto e, dada a distribuição simétrica de eleitores que assumimos, o equilíbrio da plataforma política irá de encontro ao eleitor mediano. |
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