"Silêncios que falam": a realidade sutil das microagressões de gênero no trabalho e o impacto nas carreiras
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Palavras-chave em Inglês: | |
| Link de acesso: | https://hdl.handle.net/10438/35640 |
Resumo: | Diante de um dos 17 temas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da agenda 2030 da ONU, item 5 Igualdade de gênero, é fato que existe discriminação de mulheres em posições estratégicas de forma recorrente no mercado de trabalho, em particular no Brasil. Mesmo quando apresentam maior qualificação do que os homens, isso não implica em seus salários e cargos condizentes, sendo as causas enraizadas historicamente com aspectos sociais, culturais e psicológicos. Trata-se de microagressões, conceito de agressões sutis definidas como insultos que podem ocorrer através de discursos e comportamentos (intencionais ou não) que, por sua sutileza, tendem a não ser notados; e, quando o são, tendem a não ser interpretados como uma forma de discriminação. Este estudo quantitativo visa apresentar evidências de validade da Escala de Microagressões de Gênero no Trabalho (EMAGT), investigar o papel preditivo do framework de Estratégias de Micro Intervenção para desarmar as microagressões de raça na aplicação em microagressões de gêneros e mapear as perspectivas das participantes sobre os efeitos prejudiciais das microagressões em suas carreiras. A amostra de participantes consistiu em um grupo de 371 mulheres, a maioria com quarenta anos ou mais, que se autodeclarou “branca”, possui pós-graduação, ganha pelo menos 10 salários-mínimos, reside na região Sudeste, tem mais de 16 anos de experiência e ocupam funções de liderança acima de gerência. Empregou-se um estudo quantitativo com delineamento transversal e correlacional. Os resultados revelaram que as microagressões ambientais, especialmente a predominância masculina em posições de liderança, emergem como as mais notáveis. Constatou-se que a estratégia de intervenção mais efetiva para combater tais agressões sutis envolve a conscientização de sua ocorrência, a afirmação dos valores e a definição de limites. Surpreendentemente, 73,9% das mulheres relataram que as microagressões já afetaram ou têm potencial para impactar negativamente suas trajetórias profissionais. Esse cenário nos instiga a ponderar sobre a ligação das microagressões com um contexto de desigualdades, que compromete o avanço das mulheres em suas carreiras e mantém os preconceitos vivos através de microinvalidações, microassaltos e microinsultos. Estamos, portanto, diante de um ciclo vicioso que desafia a igualdade no ambiente de trabalho. |
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Este estudo quantitativo visa apresentar evidências de validade da Escala de Microagressões de Gênero no Trabalho (EMAGT), investigar o papel preditivo do framework de Estratégias de Micro Intervenção para desarmar as microagressões de raça na aplicação em microagressões de gêneros e mapear as perspectivas das participantes sobre os efeitos prejudiciais das microagressões em suas carreiras. A amostra de participantes consistiu em um grupo de 371 mulheres, a maioria com quarenta anos ou mais, que se autodeclarou “branca”, possui pós-graduação, ganha pelo menos 10 salários-mínimos, reside na região Sudeste, tem mais de 16 anos de experiência e ocupam funções de liderança acima de gerência. Empregou-se um estudo quantitativo com delineamento transversal e correlacional. Os resultados revelaram que as microagressões ambientais, especialmente a predominância masculina em posições de liderança, emergem como as mais notáveis. Constatou-se que a estratégia de intervenção mais efetiva para combater tais agressões sutis envolve a conscientização de sua ocorrência, a afirmação dos valores e a definição de limites. Surpreendentemente, 73,9% das mulheres relataram que as microagressões já afetaram ou têm potencial para impactar negativamente suas trajetórias profissionais. Esse cenário nos instiga a ponderar sobre a ligação das microagressões com um contexto de desigualdades, que compromete o avanço das mulheres em suas carreiras e mantém os preconceitos vivos através de microinvalidações, microassaltos e microinsultos. Estamos, portanto, diante de um ciclo vicioso que desafia a igualdade no ambiente de trabalho.Faced with one of the 17 themes of the Sustainable Development Goals of the UN 2030 agenda, item 5 Gender equality, it is a fact that there is recurrent discrimination against women in strategic positions in the labor market, particularly in Brazil. Even when they have higher qualifications than men, this does not translate into corresponding salaries and positions, with the causes historically rooted in social, cultural, and psychological aspects. This concerns microaggressions, a concept of subtle aggressions defined as insults that can occur through speeches and behaviors (intentional or not) that, due to their subtlety, tend not to be noticed; and, when they are, tend not to be interpreted as a form of discrimination. This quantitative study aimed to present evidence of the validity of the Gender Microaggressions at Work Scale (EMAGT), investigate the predictive role of the Micro Intervention Strategies framework in disarming race microaggressions when applied to gender microaggressions, and map participants' perspectives on the harmful effects of microaggressions on their careers. The participant sample consisted of a group of 371 women, most of whom are forty years or older, self-identified as "white," have a postgraduate degree, earn at least 10 minimum wages, reside in the Southeast region, have more than 16 years of experience, and hold leadership positions above management. A quantitative study with a cross-sectional and correlational design was employed. The results revealed that environmental microaggressions, especially male predominance in leadership positions, emerge as the most notable. It was found that the most effective intervention strategy to combat such subtle aggressions involves raising awareness of their occurrence, affirming values, and setting boundaries. Surprisingly, 73.9% of the women reported that microaggressions have already affected or have the potential to negatively impact their professional trajectories. This scenario urges us to ponder the link between microaggressions and a context of inequalities, which compromises women's advancement in their careers and keeps prejudices alive through microinvalidations, microassaults, and microinsults. Therefore, we are faced with a vicious cycle that challenges equality in the workplace.porMulheresMicroagressões de gêneroAmbiente de trabalhoWomenGender microaggressionsWorkplaceAdministração de empresasMulheres nos negóciosRelações de gêneroDiversidade no ambiente de trabalhoDiscriminação de sexo no emprego"Silêncios que falam": a realidade sutil das microagressões de gênero no trabalho e o impacto nas carreirasinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVORIGINALFabiola_Hara_FGV_TA_Mestrado_BibliotecaDigital_(30-07-2024).pdfFabiola_Hara_FGV_TA_Mestrado_BibliotecaDigital_(30-07-2024).pdfPDFapplication/pdf4100670https://repositorio.fgv.br/bitstreams/213f79a1-4811-4cde-b64a-9a10af15aa45/download76dae3b56d7ee8c6582d6ff2795703e9MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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Mulheres nos negócios Relações de gênero Diversidade no ambiente de trabalho Discriminação de sexo no emprego |
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Diante de um dos 17 temas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da agenda 2030 da ONU, item 5 Igualdade de gênero, é fato que existe discriminação de mulheres em posições estratégicas de forma recorrente no mercado de trabalho, em particular no Brasil. Mesmo quando apresentam maior qualificação do que os homens, isso não implica em seus salários e cargos condizentes, sendo as causas enraizadas historicamente com aspectos sociais, culturais e psicológicos. Trata-se de microagressões, conceito de agressões sutis definidas como insultos que podem ocorrer através de discursos e comportamentos (intencionais ou não) que, por sua sutileza, tendem a não ser notados; e, quando o são, tendem a não ser interpretados como uma forma de discriminação. Este estudo quantitativo visa apresentar evidências de validade da Escala de Microagressões de Gênero no Trabalho (EMAGT), investigar o papel preditivo do framework de Estratégias de Micro Intervenção para desarmar as microagressões de raça na aplicação em microagressões de gêneros e mapear as perspectivas das participantes sobre os efeitos prejudiciais das microagressões em suas carreiras. A amostra de participantes consistiu em um grupo de 371 mulheres, a maioria com quarenta anos ou mais, que se autodeclarou “branca”, possui pós-graduação, ganha pelo menos 10 salários-mínimos, reside na região Sudeste, tem mais de 16 anos de experiência e ocupam funções de liderança acima de gerência. Empregou-se um estudo quantitativo com delineamento transversal e correlacional. Os resultados revelaram que as microagressões ambientais, especialmente a predominância masculina em posições de liderança, emergem como as mais notáveis. Constatou-se que a estratégia de intervenção mais efetiva para combater tais agressões sutis envolve a conscientização de sua ocorrência, a afirmação dos valores e a definição de limites. Surpreendentemente, 73,9% das mulheres relataram que as microagressões já afetaram ou têm potencial para impactar negativamente suas trajetórias profissionais. Esse cenário nos instiga a ponderar sobre a ligação das microagressões com um contexto de desigualdades, que compromete o avanço das mulheres em suas carreiras e mantém os preconceitos vivos através de microinvalidações, microassaltos e microinsultos. Estamos, portanto, diante de um ciclo vicioso que desafia a igualdade no ambiente de trabalho. |
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