Barreiras à economia circular na reciclagem de embalagens de aerossol: estudos de caso em organizações no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Carneiro, Flávio Roberto
Orientador(a): Carvalho, André Pereira de
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/10438/34037
Resumo: A Economia Circular tem sido considerada por vários acadêmicos como um dos veículos parase alcançar uma economia mais sustentável. Nesse contexto, este trabalho buscou entender queestratégias da Economia Circular estão sendo utilizadas no setor de aerossóis do Brasil e quaisas barreiras para sua implementação sob a ótica da estratégia de reciclagem. Constatou-se quea estratégia efetivamente adotada pelas empresas de aerossol no Brasil é o que a literaturamenciona como Reduzir, através da utilização de menor quantidade de materiais na composiçãodas embalagens ou através de produtos mais concentrados. Quanto à estratégia Reciclar, apesarde as empresas buscarem adquirir embalagens com um percentual de matéria-prima recicladacada vez maior, não foram constatadas iniciativas amplas, consistentes e de alto impacto nosentido de segregar, coletar, fazer a logística reversa e reciclar, pelo contrário, somenteprogramas isolados de baixo impacto. Verificou-se, em relação à reciclagem de embalagenspós-consumo de aerossóis, duas situações antagônicas: por um lado, o país possui umaexigência legal via Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e procedimentos rígidos desegurança na coleta, no transporte e na reciclagem, mas nada acontece; no outro extremo, umarealidade em que a reciclagem é feita de modo informal, pulverizado e rudimentar, sem boaspráticas de segurança, por meio de catadores, cooperativas e sucateiros, quando as embalagensnão são destinadas para aterros. De modo geral, empresas fabricantes de aerossol ou donos damarca atendem a PNRS por meio do programa Dê a Mão para o Futuro, utilizando-se doartifício de compensação de massa, o que, na prática, significa cumprir a legislação dereciclagem de embalagens de aerossol pelo excedente da reciclagem de outro tipo deembalagem menos complexa. No tocante aos obstáculos da Economia Circular na reciclagemde embalagens de aerossol, as principais barreiras apontadas na literatura (tecnológica,informacional, financeira, mercadológica, regulatória, organizacional e cultural) foramobservadas no setor brasileiro. Entre elas, vale destacar as barreiras tecnológicas, associadas aodesign das embalagens de aerossol; as organizacionais, pois as empresas estão focadas nareciclagem da poluição plástica devido à alta visibilidade, em detrimento de outros tipos deembalagem; e as regulatórias, pela falta de fiscalização e condescendência dos órgãosfiscalizadores em aceitar o critério de compensação de massa no atendimento da PNRS.
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Quanto à estratégia Reciclar, apesarde as empresas buscarem adquirir embalagens com um percentual de matéria-prima recicladacada vez maior, não foram constatadas iniciativas amplas, consistentes e de alto impacto nosentido de segregar, coletar, fazer a logística reversa e reciclar, pelo contrário, somenteprogramas isolados de baixo impacto. Verificou-se, em relação à reciclagem de embalagenspós-consumo de aerossóis, duas situações antagônicas: por um lado, o país possui umaexigência legal via Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e procedimentos rígidos desegurança na coleta, no transporte e na reciclagem, mas nada acontece; no outro extremo, umarealidade em que a reciclagem é feita de modo informal, pulverizado e rudimentar, sem boaspráticas de segurança, por meio de catadores, cooperativas e sucateiros, quando as embalagensnão são destinadas para aterros. De modo geral, empresas fabricantes de aerossol ou donos damarca atendem a PNRS por meio do programa Dê a Mão para o Futuro, utilizando-se doartifício de compensação de massa, o que, na prática, significa cumprir a legislação dereciclagem de embalagens de aerossol pelo excedente da reciclagem de outro tipo deembalagem menos complexa. No tocante aos obstáculos da Economia Circular na reciclagemde embalagens de aerossol, as principais barreiras apontadas na literatura (tecnológica,informacional, financeira, mercadológica, regulatória, organizacional e cultural) foramobservadas no setor brasileiro. Entre elas, vale destacar as barreiras tecnológicas, associadas aodesign das embalagens de aerossol; as organizacionais, pois as empresas estão focadas nareciclagem da poluição plástica devido à alta visibilidade, em detrimento de outros tipos deembalagem; e as regulatórias, pela falta de fiscalização e condescendência dos órgãosfiscalizadores em aceitar o critério de compensação de massa no atendimento da PNRS.The Circular Economy has been considered by several academics as one of the vehicles toachieve a more sustainable economy. Within this context, this work seeks to understand whichCircular Economy strategies are being used in the aerosol sector in Brazil and what are thebarriers to its implementation from the perspective of the Recycling strategy. What was foundis that the strategy effectively adopted by the aerosol companies in Brazil is what the literaturementions as Reduce, using less materials in the composition of the packages or/and throughmore concentrated products. Regarding the Recycling strategy, despite companies seeking toacquire packaging with an increasing percentage of recycled raw materials, a broad, consistentand high-impact initiatives were not found in the sense of disposal, collecting, sorting andrecycling, but only isolated low-impact programs. What was verified in relation to the recyclingof post-consumer aerosol packaging are two antagonistic situations: on the one hand, thecountry has a legal requirement via the National Solid Waste Policy (PNRS) and strict safetyprocedures in the collection, transportation and recycling, but nothing happens; at the otherextreme, a reality in which recycling is done in an informal, pulverized and rudimentary way,without good safety practices, through waste pickers, cooperatives and scrap buyers, if thepackaging doesn't end up in landfills. In general, aerosol manufacturers or brand owners complywith the PNRS through the Dê a Mão para o Futuro program, using the mass compensationdevice which, in practice, means complying with the aerosol packaging recycling legislation byrecycling surpluses from other less complex packaging types. Regarding the Circular Economybarriers in the recycling of aerosol packaging, it was observed that the main barriers identifiedin the literature (Technology, Information, Financial, Market, Regulation, Organizational andCultural) were observed in the Brazilian aerosol sector. Among them, it is worth highlightingthe Technology barriers, associated with the design of aerosol packaging; Organizationalbarriers, as companies are focused on plastic pollution due to high visibility, to the detrimentof other types of packaging; and Regulation barriers, due to the lack of supervision incompliance with the legislation and the willingness of regulatory agencies to accept the criterionof mass compensation to comply with the PNRS.porCircular economyAerosol packagingLogistic reverseRecyclingEconomia circularLogística reversaReciclagemDesenvolvimento sustentávelEmbalagens de aerossolAdministração de empresasDesenvolvimento sustentávelAerossóisEmbalagensEngenharia reversaResíduos sólidosBarreiras à economia circular na reciclagem de embalagens de aerossol: estudos de caso em organizações no Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório 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