Por que o médico não fica? Satisfação no trabalho e rotatividade dos médicos do Programa de Saúde da Família do Município de São Paulo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2005
Autor(a) principal: Campos, Claudia Valentina de Arruda
Orientador(a): Malik, Ana Maria
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://hdl.handle.net/10438/2438
Resumo: Na implantação do Programa de Saúde da Família (PSF) no Brasil, dois problemas foram identificados. O primeiro diz respeito à dificuldade de implantação do programa em grandes municípios, o que inclui o município de São Paulo. O segundo refere-se às dificuldades da área de recursos humanos no PSF, dentre os quais destaca-se a rotatividade dos médicos do PSF. Na medida em que a proposta do PSF funda-se no vínculo entre os profissionais da equipe de saúde e a população, a alta rotatividade dos profissionais pode comprometer a efetividade do modelo. A partir de estudos sobre satisfação no trabalho, que demonstram a existência de correlação negativa entre satisfação no trabalho e rotatividade, realizamos um estudo com o objetivo de verificar se a satisfação no trabalho dos médicos do PSF no município de São Paulo encontrava-se correlacionada à rotatividade destes profissionais. A análise foi realizada com dados referentes às Instituições Parceiras conveniadas com a Secretaria Municipal de Saúde para a implantação do Programa de Saúde da Família no município. Como resultado, a pesquisa confirmou a hipótese da existência de correlação negativa entre satisfação no trabalho e rotatividade. Os fatores de satisfação no trabalho que apresentaram maior correlação com a rotatividade foram capacitação, distância das unidades de saúde e disponibilidade de materiais e equipamentos para realizar as tarefas designadas. Este resultado foi comparado à percepção dos gerentes das Instituições Parceiras, quanto às suas hipóteses sobre os fatores que levavam à rotatividade dos médicos, e foram encontradas contradições entre os resultados obtidos. Ao final da pesquisa, uma nova hipótese foi formulada: a existência de correlação negativa entre o prestígio das Instituições Parceiras na área hospitalar e a rotatividade dos médicos. Esta hipótese foi confirmada, constituindo-se o prestígio da Instituição Parceira na área hospitalar o fator mais relevante encontrado na determinação da rotatividade dos médicos do PSF de São Paulo.
id FGV_c5e2b81a78d9f04d30a27e15c68ca678
oai_identifier_str oai:repositorio.fgv.br:10438/2438
network_acronym_str FGV
network_name_str Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
repository_id_str
spelling Campos, Claudia Valentina de ArrudaEscolas::EAESPPacheco, Regina SilviaPierantoni, Célia Reginavirtual::233Malik, Ana Maria2010-04-20T20:53:36Z2010-04-20T20:53:36Z2005-12-15https://hdl.handle.net/10438/2438Na implantação do Programa de Saúde da Família (PSF) no Brasil, dois problemas foram identificados. O primeiro diz respeito à dificuldade de implantação do programa em grandes municípios, o que inclui o município de São Paulo. O segundo refere-se às dificuldades da área de recursos humanos no PSF, dentre os quais destaca-se a rotatividade dos médicos do PSF. Na medida em que a proposta do PSF funda-se no vínculo entre os profissionais da equipe de saúde e a população, a alta rotatividade dos profissionais pode comprometer a efetividade do modelo. A partir de estudos sobre satisfação no trabalho, que demonstram a existência de correlação negativa entre satisfação no trabalho e rotatividade, realizamos um estudo com o objetivo de verificar se a satisfação no trabalho dos médicos do PSF no município de São Paulo encontrava-se correlacionada à rotatividade destes profissionais. A análise foi realizada com dados referentes às Instituições Parceiras conveniadas com a Secretaria Municipal de Saúde para a implantação do Programa de Saúde da Família no município. Como resultado, a pesquisa confirmou a hipótese da existência de correlação negativa entre satisfação no trabalho e rotatividade. Os fatores de satisfação no trabalho que apresentaram maior correlação com a rotatividade foram capacitação, distância das unidades de saúde e disponibilidade de materiais e equipamentos para realizar as tarefas designadas. Este resultado foi comparado à percepção dos gerentes das Instituições Parceiras, quanto às suas hipóteses sobre os fatores que levavam à rotatividade dos médicos, e foram encontradas contradições entre os resultados obtidos. Ao final da pesquisa, uma nova hipótese foi formulada: a existência de correlação negativa entre o prestígio das Instituições Parceiras na área hospitalar e a rotatividade dos médicos. Esta hipótese foi confirmada, constituindo-se o prestígio da Instituição Parceira na área hospitalar o fator mais relevante encontrado na determinação da rotatividade dos médicos do PSF de São Paulo.Upon implementation of the Health Family Program (Programa de Saúde da Família – PSF) in Brazil, two problems were identified: the first was the difficulty of implementing the Program in large cities, including the city of São Paulo; the second refers to the difficulties in human resources, among which the turnover of general practitioners in the Program. Given that the Program is based on the relationship between health professionals and citizens, general practitioners’ high turnover rates affect the model’s effectiveness. Based on studies on job satisfaction, which demonstrate a negative correlation between job satisfaction and turnover rate, a study was performed to verify the correlation between job satisfaction and general practitioners’ turnover rate in the Health Family Program in the city of São Paulo. Analysis was performed on data from the Partner Institutions (private health services) contracted by the Municipal Health Secretariat to implement the Health Family Program in the city. Research results confirmed the hypothesis that there is a negative correlation between job satisfaction and turnover rate. The job satisfaction factors that demonstrated most correlation to the turnover rate of general practitioners were: training; distance of the health units; and equipment and material to perform the assigned tasks. These results were compared with the perception of the Partner Institutions’ managers, regarding their own hypotheses on factors that lead to practitioners’ turnover, and contradictions were found between the results. By the end of the study, a new hypothesis was formulated: that there is a negative correlation between the prestige of the Partner Institutions and the turnover rate of general practitioners. This hypothesis was confirmed: it is the most important factor in determining the turnover rate of the Health Family Program’s general practitioners in São Paulo.porMédico de famíliaRotatividadeSatisfação no trabalhoPrograma de Saúde da FamíliaMotivaçãoJob satisfactionMotivationTurnover rateFamily healthFamily doctorGeneral practitionerAdministração públicaRecursos humanos na saúde públicaMobilidade de mão-de-obraMotivação no trabalhoPrograma Saúde da Família (Brasil)Serviços de saúde - São Paulo (SP)Por que o médico não fica? Satisfação no trabalho e rotatividade dos médicos do Programa de Saúde da Família do Município de São Pauloinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis-1info:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)instacron:FGVPublication39931709-c1f8-4f69-9c2e-fcfa6f4f2c91virtual::233-139931709-c1f8-4f69-9c2e-fcfa6f4f2c91virtual::233-1THUMBNAIL42290.PDF.jpg42290.PDF.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1575https://repositorio.fgv.br/bitstreams/87daec21-eb60-43a8-b05e-b68d6ad4a40c/downloadefe8606b81fee5c95ee59c2dda0177a0MD54ORIGINAL42290.PDFPDFapplication/pdf2020616https://repositorio.fgv.br/bitstreams/3b66a921-cd14-4267-8a3e-c9f35ee63731/download86a686e146c45037e68de756c55412d8MD52TEXT42290.PDF.txtExtracted Texttext/plain349249https://repositorio.fgv.br/bitstreams/3ee48035-f06f-468d-8731-138b2a3bcff9/download89130bfc2e603c7d222322c34295c3f7MD5310438/24382024-11-29 17:52:30.514open.accessoai:repositorio.fgv.br:10438/2438https://repositorio.fgv.brRepositório InstitucionalPRIhttp://bibliotecadigital.fgv.br/dspace-oai/requestopendoar:39742024-11-29T17:52:30Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital) - Fundação Getulio Vargas (FGV)false
dc.title.por.fl_str_mv Por que o médico não fica? Satisfação no trabalho e rotatividade dos médicos do Programa de Saúde da Família do Município de São Paulo
title Por que o médico não fica? Satisfação no trabalho e rotatividade dos médicos do Programa de Saúde da Família do Município de São Paulo
spellingShingle Por que o médico não fica? Satisfação no trabalho e rotatividade dos médicos do Programa de Saúde da Família do Município de São Paulo
Campos, Claudia Valentina de Arruda
Médico de família
Rotatividade
Satisfação no trabalho
Programa de Saúde da Família
Motivação
Job satisfaction
Motivation
Turnover rate
Family health
Family doctor
General practitioner
Administração pública
Recursos humanos na saúde pública
Mobilidade de mão-de-obra
Motivação no trabalho
Programa Saúde da Família (Brasil)
Serviços de saúde - São Paulo (SP)
title_short Por que o médico não fica? Satisfação no trabalho e rotatividade dos médicos do Programa de Saúde da Família do Município de São Paulo
title_full Por que o médico não fica? Satisfação no trabalho e rotatividade dos médicos do Programa de Saúde da Família do Município de São Paulo
title_fullStr Por que o médico não fica? Satisfação no trabalho e rotatividade dos médicos do Programa de Saúde da Família do Município de São Paulo
title_full_unstemmed Por que o médico não fica? Satisfação no trabalho e rotatividade dos médicos do Programa de Saúde da Família do Município de São Paulo
title_sort Por que o médico não fica? Satisfação no trabalho e rotatividade dos médicos do Programa de Saúde da Família do Município de São Paulo
author Campos, Claudia Valentina de Arruda
author_facet Campos, Claudia Valentina de Arruda
author_role author
dc.contributor.unidadefgv.por.fl_str_mv Escolas::EAESP
dc.contributor.member.none.fl_str_mv Pacheco, Regina Silvia
Pierantoni, Célia Regina
dc.contributor.author.fl_str_mv Campos, Claudia Valentina de Arruda
dc.contributor.advisor1ID.fl_str_mv virtual::233
dc.contributor.advisor1.fl_str_mv Malik, Ana Maria
contributor_str_mv Malik, Ana Maria
dc.subject.por.fl_str_mv Médico de família
Rotatividade
Satisfação no trabalho
Programa de Saúde da Família
Motivação
topic Médico de família
Rotatividade
Satisfação no trabalho
Programa de Saúde da Família
Motivação
Job satisfaction
Motivation
Turnover rate
Family health
Family doctor
General practitioner
Administração pública
Recursos humanos na saúde pública
Mobilidade de mão-de-obra
Motivação no trabalho
Programa Saúde da Família (Brasil)
Serviços de saúde - São Paulo (SP)
dc.subject.eng.fl_str_mv Job satisfaction
Motivation
Turnover rate
Family health
Family doctor
General practitioner
dc.subject.area.por.fl_str_mv Administração pública
dc.subject.bibliodata.por.fl_str_mv Recursos humanos na saúde pública
Mobilidade de mão-de-obra
Motivação no trabalho
Programa Saúde da Família (Brasil)
Serviços de saúde - São Paulo (SP)
description Na implantação do Programa de Saúde da Família (PSF) no Brasil, dois problemas foram identificados. O primeiro diz respeito à dificuldade de implantação do programa em grandes municípios, o que inclui o município de São Paulo. O segundo refere-se às dificuldades da área de recursos humanos no PSF, dentre os quais destaca-se a rotatividade dos médicos do PSF. Na medida em que a proposta do PSF funda-se no vínculo entre os profissionais da equipe de saúde e a população, a alta rotatividade dos profissionais pode comprometer a efetividade do modelo. A partir de estudos sobre satisfação no trabalho, que demonstram a existência de correlação negativa entre satisfação no trabalho e rotatividade, realizamos um estudo com o objetivo de verificar se a satisfação no trabalho dos médicos do PSF no município de São Paulo encontrava-se correlacionada à rotatividade destes profissionais. A análise foi realizada com dados referentes às Instituições Parceiras conveniadas com a Secretaria Municipal de Saúde para a implantação do Programa de Saúde da Família no município. Como resultado, a pesquisa confirmou a hipótese da existência de correlação negativa entre satisfação no trabalho e rotatividade. Os fatores de satisfação no trabalho que apresentaram maior correlação com a rotatividade foram capacitação, distância das unidades de saúde e disponibilidade de materiais e equipamentos para realizar as tarefas designadas. Este resultado foi comparado à percepção dos gerentes das Instituições Parceiras, quanto às suas hipóteses sobre os fatores que levavam à rotatividade dos médicos, e foram encontradas contradições entre os resultados obtidos. Ao final da pesquisa, uma nova hipótese foi formulada: a existência de correlação negativa entre o prestígio das Instituições Parceiras na área hospitalar e a rotatividade dos médicos. Esta hipótese foi confirmada, constituindo-se o prestígio da Instituição Parceira na área hospitalar o fator mais relevante encontrado na determinação da rotatividade dos médicos do PSF de São Paulo.
publishDate 2005
dc.date.issued.fl_str_mv 2005-12-15
dc.date.accessioned.fl_str_mv 2010-04-20T20:53:36Z
dc.date.available.fl_str_mv 2010-04-20T20:53:36Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/masterThesis
format masterThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv https://hdl.handle.net/10438/2438
url https://hdl.handle.net/10438/2438
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.relation.confidence.fl_str_mv -1
dc.rights.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/openAccess
eu_rights_str_mv openAccess
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
instname:Fundação Getulio Vargas (FGV)
instacron:FGV
instname_str Fundação Getulio Vargas (FGV)
instacron_str FGV
institution FGV
reponame_str Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
collection Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital)
bitstream.url.fl_str_mv https://repositorio.fgv.br/bitstreams/87daec21-eb60-43a8-b05e-b68d6ad4a40c/download
https://repositorio.fgv.br/bitstreams/3b66a921-cd14-4267-8a3e-c9f35ee63731/download
https://repositorio.fgv.br/bitstreams/3ee48035-f06f-468d-8731-138b2a3bcff9/download
bitstream.checksum.fl_str_mv efe8606b81fee5c95ee59c2dda0177a0
86a686e146c45037e68de756c55412d8
89130bfc2e603c7d222322c34295c3f7
bitstream.checksumAlgorithm.fl_str_mv MD5
MD5
MD5
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional do FGV (FGV Repositório Digital) - Fundação Getulio Vargas (FGV)
repository.mail.fl_str_mv
_version_ 1827842506202546176