Dinoflagelados planctônicos do extremo sul do Brasil: identificação, distribuição e relação com fatores abióticos in situ e in vitro

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Islabão, Carolina Antuarte
Orientador(a): Odebrecht, Clarisse
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.furg.br/handle/123456789/11902
Resumo: Tese (Doutorado)
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spelling Islabão, Carolina AntuarteOdebrecht, Clarisse2024-12-03T21:17:19Z2024-12-03T21:17:19Z2015ISLABÃO, Carolina Antuarte. Dinoflagelados planctônicos do extremo sul do Brasil: identificação, distribuição e relação com fatores abióticos in situ e in vitro. 2015. 164 f. Tese (Doutorado em Oceanografia Biológica) - Programa de Pós-Graduação em Oceanografia Biológica, Instituto de Oceanografia, Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, 2015.https://repositorio.furg.br/handle/123456789/11902Tese (Doutorado)Aspectos da fisiologia e ecologia de dinoflagelados planctônicos do extremo Sul doBrasil foram avaliados. As amostras foram coletadas na região estuarina e costeira(experimentos em laboratório) onde cultivos unialgais de três espécies foramestabelecidos, e na plataforma continental (estudo de campo). No verão de 2013, foiavaliada pela primeira vez a distribuição vertical dos dinoflagelados na plataformacontinental do sul do Brasil. A estratificação da coluna de água ao longo do transectocosta-talude foi determinante para a estruturação da comunidade fitoplanctônica eprincipalmente para a maior contribuição dos dinoflagelados no verão, tambémcorrelacionados com a presença da Água Subtropical de plataforma (ASTP).Diatomáceas dominaram nas estações mais próximas à costa, onde a coluna de águaestava homogênea, e foram substituídas por dinoflagelados com o aumento daestratificação. Ao longo do gradiente, dois tipos de dinoflagelados foram verificados:Tipo 1 (contendo peridinina) nas estações próximas à costa, e Tipo 2 (contendofucoxantina), os últimos contribuindo com mais da metade da biomassa (em clorofila a)nas estações situadas na plataforma continental, principalmente na profundidade demáxima clorofila e com maiores concentrações de nitrogênio inorgânico dissolvido. Apresença de dinoflagelados do Tipo 2, especialmente Gymnodiniales como cf. Karenia,é de particular interesse, pois incluem espécies tóxicas que estão mais adaptadas paraarrasto e dispersão pelas correntes costeiras. Em laboratório, o efeito de duasimportantes variáveis ambientais, salinidade e irradiância, foi testado na taxa decrescimento, aclimatação, volume celular, composição dos pigmentos e eficiênciafotossintética de Akashiwo sanguinea, Prorocentrum micans e Scrippsiella trochoidea.Os dinoflagelados mostraram habilidade para crescer diante de mudanças bruscas desalinidade, mais pronunciada em A. sanguinea. A salinidade ótima (25-30) para asculturas coincidiu com os maiores valores de densidade celular destas espécies noambiente. Dois níveis de irradiância foram testados (baixo LL ±87; alto HL 450-490µmol fótons m2 s-1) e as espécies não apresentaram fotoinibição mas sim tolerância aalta luz. Resultados similares na taxa de crescimento foram verifcados em LL e HL paraA. sanguinea e P. micans, enquanto que para S. trochoidea a taxa foi mais alta em HL.A concentração de pigmentos fotossintéticos foi maior em LL e a concentração depigmentos fotoprotetores foi baixa mesmo sob alta irradiância. Alta eficiênciafotossintética (Fv/Fm > 0.5) foi verificada em S. trochoidea e P. micans, ao contrário deA. sanguinea, possivelmente relacionada com diferentes graus de trofia entre asespécies.Physiological and ecological aspects of planktonic dinoflagellates from southern Brazilwere evaluated. Samples were collected in the estuarine and coastal regions and culturesof three species were established (laboratory experiments), and on the continental shelf(field study). The vertical distribution of dinofagellates on the continental shelf offsouthern Brazil was evaluated for the first time in summer 2013. Water columnstratification along the coast-continental slope transect was crucial to the structure of thephytoplankton community and especially for the greatest contribution of dinoflagellates.Diatoms dominated the stations near the coast under homogeneous water column, andwere replaced by dinoflagellates with increasing stratification. Along the transectgradient, two dinoflagellates types were observed: type 1 (containing peridinin) near thecoast, and Type 2 (containing fucoxanthin) accounting for more than half of thebiomass (chlorophyll a) in the stations located on the continental shelf, mainly at themaximum chlorophyll a layer and higher dissolved inorganic nitrogen concentration.The presence of Type 2dinoflagellates, especially Gymnodiniales as cf. Karenia is ofparticular interest because they include toxic species that are adapted to be draged anddispersed by coastal currents. The effect of two important environmental variables,salinity and irradiance was tested on growth rate, acclimation, cell volume, pigmentcomposition and photosynthetic efficiency of Akashiwo sanguinea, Prorocentrummicans and Scrippsiella trochoidea. Dinoflagellates were able to grow following suddenchanges in salinity, more pronounced in A. sanguinea. The optimal salinity (25-30) inculture coincided with the highest cell densities for the species in the environment. Twolevels of irradiance were tested (low light LL ±87; high light HL 450-490 µmol photonsm-2 s-1) and the species showed no photoinhibition but rather tolerance to high light.Similar growth rates were found for A. sanguinea and P. micans at LL and HL, while S.trochoidea presented higher values at HL. The concentration of photosyntheticpigments was higher in LL and the concentration of photoprotective pigments was loweven under high irradiance. High photosynthetic efficiency (Fv/Fm > 0.5) was found forS. trochoidea and P. micans, unlike A. sanguinea, possibly associated with differentdegrees of trophic abilities between species.porAkashiwo sanguineaProrocentrum micansScrippsiella trochoideaPeridininFucoxanthinPhysiologyPeridininaFucoxantinaFisio-ecologiaDinoflagelados planctônicos do extremo sul do Brasil: identificação, distribuição e relação com fatores abióticos in situ e in vitroinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FURG (RI FURG)instname:Universidade Federal do Rio Grande (FURG)instacron:FURGLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.furg.br/bitstreams/37b38520-f678-48af-b5a1-31e0c24ab86f/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52falseAnonymousREADORIGINALTESE CAROLINA ISLABÃO.pdfTESE CAROLINA ISLABÃO.pdfapplication/pdf3539563https://repositorio.furg.br/bitstreams/ea739d59-40e8-455e-95ce-365eacfc8b81/download773992f0d64e7fb04ec87e23f1187475MD51trueAnonymousREADTEXTTESE CAROLINA ISLABÃO.pdf.txtTESE CAROLINA ISLABÃO.pdf.txtExtracted texttext/plain102860https://repositorio.furg.br/bitstreams/0a8c4df4-effa-4018-a1b4-00db1b93fca0/download5d3ee08e1f953a98e7e14445ad93dc09MD53falseAnonymousREADTHUMBNAILTESE CAROLINA ISLABÃO.pdf.jpgTESE CAROLINA ISLABÃO.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg4114https://repositorio.furg.br/bitstreams/f7cce0a2-4207-4ac0-9c65-b8a82ebe2674/download67130e81c3e366593b53d3101bb58cfdMD54falseAnonymousREAD123456789/119022025-12-10 02:15:20.6open.accessoai:repositorio.furg.br:123456789/11902https://repositorio.furg.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.furg.br/oai/request || http://200.19.254.174/oai/requestrepositorio@furg.br||sib.bdtd@furg.bropendoar:2025-12-10T05:15:20Repositório Institucional da FURG (RI FURG) - Universidade Federal do Rio Grande (FURG)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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