Variações na velocidade de fluxo de geleiras de maré da Península Antártica entre os períodos 1988-1991 e 2000-2003

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Silva, Aline Barbosa da
Orientador(a): Arigony Neto, Jorge
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://repositorio.furg.br/handle/1/9901
Resumo: Na Península Antártica, a recente sequência de eventos de retração de frentes de geleiras, além da desintegração e fragmentação de plataformas de gelo, indicaram que as massas de gelo dessa região estão reagindo rapidamente à tendência de mudanças nas temperaturas oceânica e do ar superficial. O objetivo deste estudo foi estimar variações ocorridas na velocidade de fluxo de geleiras de maré dessa península durante os períodos 1988-1991 e 2000-2003, nos seus setores nordeste, noroeste, centro-oeste, Baía Marguerite e plataforma de gelo Larsen C. Essas variações de velocidade foram estimadas por meio da aplicação do algoritmo de correlação cruzada do programa IMCORR em imagens multitemporais LANDSAT TM/ETM+. Além disso, dados de temperatura média mensal oceânica e do ar superficial dos modelos OCCAM e ERA-Interim, respectivamente, incluindo dados anômalos desses modelos, relativos ao verão austral, foram usados na análise da influência desses parâmetros na velocidade de fluxo das geleiras da área de estudo. Com base na análise comparativa desses dados, constatou-se que as variações das temperaturas oceânica e do ar superficial podem estar influenciando na velocidade de fluxo das geleiras de diferentes setores da Península Antártica. A ocorrência de meses com temperaturas médias mais altas na década de 1990 em relação à de 2000 contribuiu para o deslocamento mais rápido do fluxo das geleiras durante esse período anterior, exceto para o setor noroeste. No setor nordeste da Península Antártica foi estimada uma velocidade média de fluxo superficial de 0,24 ± 0,12 md-1 no período 1988-1991, enquanto que em 2000-2002, esta foi significativamente menor, de 0,06 ± 0,02 md-1. O setor noroeste apresentou uma velocidade média de fluxo das geleiras de 0,10 ± 0,005 md-1, entre 1989 e 1990, e de 0,22 ± 0,13 md-1, entre 2000 e 2001. No setor centro-oeste, a velocidade média foi de 1,06 ± 0,86 md-1, entre 1989 e 1991, e de 0,84 ± 0,78 md-1, entre 2000 e 2001. Na Baía Marguerite, a velocidade média foi de 1,28 ± 0,77 md-1 no período 1988-1989, marcado por temperaturas médias próximas a 0°C no mar de Bellingshausen, enquanto que no período 2000-2001, com temperaturas médias próximas a -2°C, foi estimada uma velocidade média de 0,23 ± 0,12 md-1. Finalmente, na plataforma de gelo Larsen C, a velocidade média de fluxo das geleiras oscilou de 0,80 ± 0,20 md-1, em 1988-1989, para 0,15 ± 0,10 md-1, em 2000-2003.
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spelling Silva, Aline Barbosa daArigony Neto, Jorge2021-12-15T19:06:27Z2021-12-15T19:06:27Z2012SILVA, Aline Barbosa da. Variações na velocidade de fluxo de geleiras de maré da Península Antártica entre os períodos 1988-1991 e 2000-2003. 2012. 84 f. Dissertação (Mestrado em Oceanografia Física, Química e Geológica) – Instituto de Oceanografia. Universidade Federal do Rio Grande, Rio Grande, 2012http://repositorio.furg.br/handle/1/9901Na Península Antártica, a recente sequência de eventos de retração de frentes de geleiras, além da desintegração e fragmentação de plataformas de gelo, indicaram que as massas de gelo dessa região estão reagindo rapidamente à tendência de mudanças nas temperaturas oceânica e do ar superficial. O objetivo deste estudo foi estimar variações ocorridas na velocidade de fluxo de geleiras de maré dessa península durante os períodos 1988-1991 e 2000-2003, nos seus setores nordeste, noroeste, centro-oeste, Baía Marguerite e plataforma de gelo Larsen C. Essas variações de velocidade foram estimadas por meio da aplicação do algoritmo de correlação cruzada do programa IMCORR em imagens multitemporais LANDSAT TM/ETM+. Além disso, dados de temperatura média mensal oceânica e do ar superficial dos modelos OCCAM e ERA-Interim, respectivamente, incluindo dados anômalos desses modelos, relativos ao verão austral, foram usados na análise da influência desses parâmetros na velocidade de fluxo das geleiras da área de estudo. Com base na análise comparativa desses dados, constatou-se que as variações das temperaturas oceânica e do ar superficial podem estar influenciando na velocidade de fluxo das geleiras de diferentes setores da Península Antártica. A ocorrência de meses com temperaturas médias mais altas na década de 1990 em relação à de 2000 contribuiu para o deslocamento mais rápido do fluxo das geleiras durante esse período anterior, exceto para o setor noroeste. No setor nordeste da Península Antártica foi estimada uma velocidade média de fluxo superficial de 0,24 ± 0,12 md-1 no período 1988-1991, enquanto que em 2000-2002, esta foi significativamente menor, de 0,06 ± 0,02 md-1. O setor noroeste apresentou uma velocidade média de fluxo das geleiras de 0,10 ± 0,005 md-1, entre 1989 e 1990, e de 0,22 ± 0,13 md-1, entre 2000 e 2001. No setor centro-oeste, a velocidade média foi de 1,06 ± 0,86 md-1, entre 1989 e 1991, e de 0,84 ± 0,78 md-1, entre 2000 e 2001. Na Baía Marguerite, a velocidade média foi de 1,28 ± 0,77 md-1 no período 1988-1989, marcado por temperaturas médias próximas a 0°C no mar de Bellingshausen, enquanto que no período 2000-2001, com temperaturas médias próximas a -2°C, foi estimada uma velocidade média de 0,23 ± 0,12 md-1. Finalmente, na plataforma de gelo Larsen C, a velocidade média de fluxo das geleiras oscilou de 0,80 ± 0,20 md-1, em 1988-1989, para 0,15 ± 0,10 md-1, em 2000-2003.In the Antarctic Peninsula, the recent events of retreat of glacier fronts, disintegration and break-up of ice shelves, indicated that ice masses in this region are reacting rapidly to the increasing trend in oceanic and surface air temperatures occurred during the last decades. This study aimed to estimate variations in ice flow velocity of tidal glaciers, during periods 1988-91 and 2000-03, in northeastern, northwestern and midwestern sectors of this peninsula, including Marguerite Bay and Larsen C ice shelf. These ice flow velocities were estimated by the application of a cross-correlation algorithm of IMCORR software in multitemporal LANDSAT images acquired from TM and ETM+ sensors. Moreover, monthly mean oceanic and air temperature data from OCCAM and ERA-Interim models, respectively, including anomalous data from austral summers, were used to analyze the influence of these parameters in changes of ice flow velocity of glaciers in the study area. Based on comparative analysis of these data, it was found that variations in oceanic and surface air temperatures may be influencing the glacier velocity vectors in different sectors of the Antarctic Peninsula. The occurrence of months with higher mean temperatures in 1990s than in 2000s contributed to a faster glacier flowing during this former period. The estimated mean surface glacier velocity in the northeastern sector of the Antarctic Peninsula was 0.24 ± 0.12 md-1 in the period 1988-1991, while in 2000-2002 it was significantly lower, of 0.06 ± 0.02 md-1. In the northwestern sector of this peninsula, mean glacier velocity was 1.06 ± 0.86 md-1, between 1989 and 1991, and 0.84 ± 0.78 md-1, between 2000 and 2001. In the midwestern sector, the mean velocity was 1.06 ± 0.86 md-1 in the period 1989-1991, and 0.84 ± 0.78 md-1 in the period 2000-2001. In Marguerite Bay, the mean velocity was 1.28 ± 0.77 md-1 in the period 1988-1989, characterized by temperatures near 0°C in the Bellingshausen Sea, while in the period 2000-2001, with mean temperatures close to -2°C, the mean glacier velocity was significantly lower, of 0.23 ± 0.12 md-1. Finally, in Larsen C ice shelf, the mean velocity ranged from 0.80 ± 0.20 md-1, between 1988 and 1989, to 0.15 ± 0.10 md-1, between 2000 and 2003.porOceanografiaGeleirasRegiões polaresAção glacialSensoriamento remotoRemote sensingGlacier dynamicsAntarctic PeninsulaVariações na velocidade de fluxo de geleiras de maré da Península Antártica entre os períodos 1988-1991 e 2000-2003info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da FURG (RI FURG)instname:Universidade Federal do Rio Grande (FURG)instacron:FURGORIGINALAline Barbosa da Silva.pdfAline Barbosa da Silva.pdfapplication/pdf4910428https://repositorio.furg.br/bitstreams/7ae707aa-198f-430b-b28c-1be444997cff/download7957bd4178c27d90aab39b8afcbd77a5MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.furg.br/bitstreams/d5f6bdcc-48d0-4bc7-a5eb-f577b20bffc4/download8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD52falseAnonymousREADTEXTAline Barbosa da Silva.pdf.txtAline Barbosa da Silva.pdf.txtExtracted texttext/plain102546https://repositorio.furg.br/bitstreams/348a5d4c-c63f-45b2-8e85-1f7054e53629/download18a668fef3cb63afed6e20fbce81908dMD53falseAnonymousREADTHUMBNAILAline Barbosa da Silva.pdf.jpgAline Barbosa da Silva.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2959https://repositorio.furg.br/bitstreams/d16f8f2c-77d1-4459-b9a1-540d3e533d52/download530bdec9ae051ace4c2c6eda4b3190f0MD54falseAnonymousREAD1/99012025-12-10 02:15:59.032open.accessoai:repositorio.furg.br:1/9901https://repositorio.furg.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.furg.br/oai/request || http://200.19.254.174/oai/requestrepositorio@furg.br||sib.bdtd@furg.bropendoar:2025-12-10T05:15:59Repositório Institucional da FURG (RI FURG) - Universidade Federal do Rio Grande (FURG)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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