ANÁLISE DA DEFORMAÇÃO MIOCÁRDICA NO DIAGNÓSTICO DA REJEIÇÃO APÓS TRANSPLANTE CARDÍACO
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.einstein.br/publicacao/162176 |
Resumo: | Introdução: O transplante cardíaco representa a terapia principal para a insuficiência cardíaca terminal, acarretando uma sobrevida de mais de 90% em um ano após a cirurgia. Entretanto, apesar dos avanços nas técnicas cirúrgicas, abordagens diagnósticas e estratégias imunossupressoras, o sucesso do transplante continua a ser limitado pelo desenvolvimento de rejeição ao enxerto, celular e/ou humoral, que representam a principal causa de morbimortalidade nesses pacientes. O diagnóstico de rejeição tem como padrão-ouro a biópsia endomiocárdica, um procedimento invasivo e dispendioso, associado a um risco não negligenciável de complicações, identificáveis em sua maioria pelo ecocardiograma. Com o advento de novas técnicas ecocardiográficas, como a avaliação da deformação miocárdica (strain) e a ecocardiografia tridimensional, justifica-se o estudo dessas modalidades em pacientes transplantados cardíacos. Objetivos: Avaliar o strain do ventrículo direito em pacientes transplantados cardíacos, assim como o strain longitudinal global do ventrículo esquerdo, a fração de ejeção e o índice tridimensional de dissincronia do ventrículo esquerdo, além dos parâmetros ecocardiográficos convencionais, e averiguar a presença de associação com a ocorrência de rejeição celular ou humoral ao enxerto. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte prospectivo com 48 pacientes do Programa de Transplante Cardíaco do Hospital Israelita Albert Einstein que realizaram biópsia endomiocárdica na instituição, e que foram submetidos ao ecocardiograma após o procedimento. As imagens foram arquivadas para posterior análise offline do strain dos ventrículos e do átrio esquerdo e reconstrução tridimensional ventrículo esquerdo. Os resultados das biópsias endomiocárdicas foram recuperados do prontuário eletrônico do paciente. A análise estatística dos dados foi realizada com expressão das variáveis qualitativas descritas por frequência absoluta e porcentagens, enquanto as variáveis contínuas foram descritas por médias e desvios-padrão. A associação de rejeição com as variáveis de interesse foi realizada através do modelo razão de chances, com intervalo de confiança de 95% e foi considerado valor-p significativo se menor que 0,05. Resultados: Foram realizados 123 exames ecocardiográficos pós-biópsia endomiocárdica em 54 pacientes da instituição no período de dezembro de 2017 a janeiro de 2020, dos quais 18 exames (6 pacientes) foram excluídos por limitação de janela ecocardiográfica. Os 105 exames restantes foram avaliados quanto às variáveis ecocardiográficas convencionais e derivados da aquisição tridimensional. Pacientes do sexo masculino compunham 60,4% da amostra. A prevalência de rejeição celular foi de 8,6%, rejeição humoral foi de 12,4% (identificada por imunofluorescência ou imuno-histoquímica). A prevalência de rejeição de qualquer tipo foi de 20%. Não foi evidenciada associação entre o strain do ventrículo esquerdo e rejeição, seja celular (p=0,118 e p=0,227 para septo e parede livre, respectivamente), humoral (p=0,845 e p=0,283, respectivamente), ou de qualquer tipo (0,504 e 0,446). Também não se identificou correlação entre as medidas do strain longitudinal global do ventrículo esquerdo, da fração de ejeção tridimensional e do índice de dissincronia com rejeição. Os parâmetros convencionais associados a rejeição foram a espessura da parede posterior do ventrículo esquerdo (p=0,005), índice de massa do ventrículo esquerdo (p=0,001), relação E/A categorizada do fluxo mitral (p=0,042) e relação entre as velocidades E e e' (p<0,001). A espessura da parede posterior do ventrículo esquerdo manteve associação significante após a segmentação em rejeição celular e humoral (p=0,021 e p=0,038, respectivamente), enquanto a presença de hipertensão pulmonar mostrou relevância na correlação com rejeição humoral (p=0,026). Conclusões: Não foi identificada associação entre o strain do ventrículo direito e a presença de rejeição, seja celular ou humoral, tampouco do strain global longitudinal do ventrículo esquerdo, da fração de ejeção tridimensional do ventrículo esquerdo e do índice de dissincronia. Foi observada evidência de associação da rejeição ao enxerto com a espessura da parede posterior do ventrículo esquerdo, o índice de massa do ventrículo esquerdo, relações entre ondas E e A do fluxo mitral e entre as velocidades E e e', assim como a presença de hipertensão pulmonar. |
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ANÁLISE DA DEFORMAÇÃO MIOCÁRDICA NO DIAGNÓSTICO DA REJEIÇÃO APÓS TRANSPLANTE CARDÍACOEvaluation of the myocardial deformation in the diagnostic of rejection after heart transplantationDisfunção ventricular, Ecocardiografia, Insuficiência cardíaca, Rejeição de enxerto, Transplante de coraçãoDisfunção ventricularEcocardiografiaRejeição de enxertoTransplante de coraçãoInsuficiência cardíacaVentricular dysfunctionEchocardiographyGraft rejectionHeart transplantationHeart failureIntrodução: O transplante cardíaco representa a terapia principal para a insuficiência cardíaca terminal, acarretando uma sobrevida de mais de 90% em um ano após a cirurgia. Entretanto, apesar dos avanços nas técnicas cirúrgicas, abordagens diagnósticas e estratégias imunossupressoras, o sucesso do transplante continua a ser limitado pelo desenvolvimento de rejeição ao enxerto, celular e/ou humoral, que representam a principal causa de morbimortalidade nesses pacientes. O diagnóstico de rejeição tem como padrão-ouro a biópsia endomiocárdica, um procedimento invasivo e dispendioso, associado a um risco não negligenciável de complicações, identificáveis em sua maioria pelo ecocardiograma. Com o advento de novas técnicas ecocardiográficas, como a avaliação da deformação miocárdica (strain) e a ecocardiografia tridimensional, justifica-se o estudo dessas modalidades em pacientes transplantados cardíacos. Objetivos: Avaliar o strain do ventrículo direito em pacientes transplantados cardíacos, assim como o strain longitudinal global do ventrículo esquerdo, a fração de ejeção e o índice tridimensional de dissincronia do ventrículo esquerdo, além dos parâmetros ecocardiográficos convencionais, e averiguar a presença de associação com a ocorrência de rejeição celular ou humoral ao enxerto. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte prospectivo com 48 pacientes do Programa de Transplante Cardíaco do Hospital Israelita Albert Einstein que realizaram biópsia endomiocárdica na instituição, e que foram submetidos ao ecocardiograma após o procedimento. As imagens foram arquivadas para posterior análise offline do strain dos ventrículos e do átrio esquerdo e reconstrução tridimensional ventrículo esquerdo. Os resultados das biópsias endomiocárdicas foram recuperados do prontuário eletrônico do paciente. A análise estatística dos dados foi realizada com expressão das variáveis qualitativas descritas por frequência absoluta e porcentagens, enquanto as variáveis contínuas foram descritas por médias e desvios-padrão. A associação de rejeição com as variáveis de interesse foi realizada através do modelo razão de chances, com intervalo de confiança de 95% e foi considerado valor-p significativo se menor que 0,05. Resultados: Foram realizados 123 exames ecocardiográficos pós-biópsia endomiocárdica em 54 pacientes da instituição no período de dezembro de 2017 a janeiro de 2020, dos quais 18 exames (6 pacientes) foram excluídos por limitação de janela ecocardiográfica. Os 105 exames restantes foram avaliados quanto às variáveis ecocardiográficas convencionais e derivados da aquisição tridimensional. Pacientes do sexo masculino compunham 60,4% da amostra. A prevalência de rejeição celular foi de 8,6%, rejeição humoral foi de 12,4% (identificada por imunofluorescência ou imuno-histoquímica). A prevalência de rejeição de qualquer tipo foi de 20%. Não foi evidenciada associação entre o strain do ventrículo esquerdo e rejeição, seja celular (p=0,118 e p=0,227 para septo e parede livre, respectivamente), humoral (p=0,845 e p=0,283, respectivamente), ou de qualquer tipo (0,504 e 0,446). Também não se identificou correlação entre as medidas do strain longitudinal global do ventrículo esquerdo, da fração de ejeção tridimensional e do índice de dissincronia com rejeição. Os parâmetros convencionais associados a rejeição foram a espessura da parede posterior do ventrículo esquerdo (p=0,005), índice de massa do ventrículo esquerdo (p=0,001), relação E/A categorizada do fluxo mitral (p=0,042) e relação entre as velocidades E e e' (p<0,001). A espessura da parede posterior do ventrículo esquerdo manteve associação significante após a segmentação em rejeição celular e humoral (p=0,021 e p=0,038, respectivamente), enquanto a presença de hipertensão pulmonar mostrou relevância na correlação com rejeição humoral (p=0,026). Conclusões: Não foi identificada associação entre o strain do ventrículo direito e a presença de rejeição, seja celular ou humoral, tampouco do strain global longitudinal do ventrículo esquerdo, da fração de ejeção tridimensional do ventrículo esquerdo e do índice de dissincronia. Foi observada evidência de associação da rejeição ao enxerto com a espessura da parede posterior do ventrículo esquerdo, o índice de massa do ventrículo esquerdo, relações entre ondas E e A do fluxo mitral e entre as velocidades E e e', assim como a presença de hipertensão pulmonar.Acadêmico em Ciências da SaúdeFaculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert EinsteinSamira Saady MorhyAna Clara Tude RodriguesMarcelo Luiz Campos VieiraCosta RC2022Stricto sensuinfo:eu-repo/semantics/masterThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionoai:repositorio.einstein.br:162176doi:10.31744/PG2022.108966https://repositorio.einstein.br/publicacao/162176porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Einstein de Produção Intelectual (REPI)instname:Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein (SBIBAE)instacron:SBIBAE2022-07-25T00:00:00Zoai:repositorio.einstein.br:162176Repositório InstitucionalPRIhttps://repositorio.einstein.br/oai || https://api.einstein.br/prd/plataformacientifica/sgpcri/api/oai2repositorioinstitucional@einstein.bropendoar:2022-07-25T00:00Repositório Einstein de Produção Intelectual (REPI) - Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein (SBIBAE)false |
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Introdução: O transplante cardíaco representa a terapia principal para a insuficiência cardíaca terminal, acarretando uma sobrevida de mais de 90% em um ano após a cirurgia. Entretanto, apesar dos avanços nas técnicas cirúrgicas, abordagens diagnósticas e estratégias imunossupressoras, o sucesso do transplante continua a ser limitado pelo desenvolvimento de rejeição ao enxerto, celular e/ou humoral, que representam a principal causa de morbimortalidade nesses pacientes. O diagnóstico de rejeição tem como padrão-ouro a biópsia endomiocárdica, um procedimento invasivo e dispendioso, associado a um risco não negligenciável de complicações, identificáveis em sua maioria pelo ecocardiograma. Com o advento de novas técnicas ecocardiográficas, como a avaliação da deformação miocárdica (strain) e a ecocardiografia tridimensional, justifica-se o estudo dessas modalidades em pacientes transplantados cardíacos. Objetivos: Avaliar o strain do ventrículo direito em pacientes transplantados cardíacos, assim como o strain longitudinal global do ventrículo esquerdo, a fração de ejeção e o índice tridimensional de dissincronia do ventrículo esquerdo, além dos parâmetros ecocardiográficos convencionais, e averiguar a presença de associação com a ocorrência de rejeição celular ou humoral ao enxerto. Métodos: Foi realizado um estudo de coorte prospectivo com 48 pacientes do Programa de Transplante Cardíaco do Hospital Israelita Albert Einstein que realizaram biópsia endomiocárdica na instituição, e que foram submetidos ao ecocardiograma após o procedimento. As imagens foram arquivadas para posterior análise offline do strain dos ventrículos e do átrio esquerdo e reconstrução tridimensional ventrículo esquerdo. Os resultados das biópsias endomiocárdicas foram recuperados do prontuário eletrônico do paciente. A análise estatística dos dados foi realizada com expressão das variáveis qualitativas descritas por frequência absoluta e porcentagens, enquanto as variáveis contínuas foram descritas por médias e desvios-padrão. A associação de rejeição com as variáveis de interesse foi realizada através do modelo razão de chances, com intervalo de confiança de 95% e foi considerado valor-p significativo se menor que 0,05. Resultados: Foram realizados 123 exames ecocardiográficos pós-biópsia endomiocárdica em 54 pacientes da instituição no período de dezembro de 2017 a janeiro de 2020, dos quais 18 exames (6 pacientes) foram excluídos por limitação de janela ecocardiográfica. Os 105 exames restantes foram avaliados quanto às variáveis ecocardiográficas convencionais e derivados da aquisição tridimensional. Pacientes do sexo masculino compunham 60,4% da amostra. A prevalência de rejeição celular foi de 8,6%, rejeição humoral foi de 12,4% (identificada por imunofluorescência ou imuno-histoquímica). A prevalência de rejeição de qualquer tipo foi de 20%. Não foi evidenciada associação entre o strain do ventrículo esquerdo e rejeição, seja celular (p=0,118 e p=0,227 para septo e parede livre, respectivamente), humoral (p=0,845 e p=0,283, respectivamente), ou de qualquer tipo (0,504 e 0,446). Também não se identificou correlação entre as medidas do strain longitudinal global do ventrículo esquerdo, da fração de ejeção tridimensional e do índice de dissincronia com rejeição. Os parâmetros convencionais associados a rejeição foram a espessura da parede posterior do ventrículo esquerdo (p=0,005), índice de massa do ventrículo esquerdo (p=0,001), relação E/A categorizada do fluxo mitral (p=0,042) e relação entre as velocidades E e e' (p<0,001). A espessura da parede posterior do ventrículo esquerdo manteve associação significante após a segmentação em rejeição celular e humoral (p=0,021 e p=0,038, respectivamente), enquanto a presença de hipertensão pulmonar mostrou relevância na correlação com rejeição humoral (p=0,026). Conclusões: Não foi identificada associação entre o strain do ventrículo direito e a presença de rejeição, seja celular ou humoral, tampouco do strain global longitudinal do ventrículo esquerdo, da fração de ejeção tridimensional do ventrículo esquerdo e do índice de dissincronia. Foi observada evidência de associação da rejeição ao enxerto com a espessura da parede posterior do ventrículo esquerdo, o índice de massa do ventrículo esquerdo, relações entre ondas E e A do fluxo mitral e entre as velocidades E e e', assim como a presença de hipertensão pulmonar. |
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