ESTUDO DOS SINAIS TOMOGRÁFICOS DE INSTABILIDADE EM ANEURISMAS ABDOMINAIS AORTO-ILÍACOS: resultados de 41 pacientes

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2021
Autor(a) principal: Antunes BF
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.einstein.br/publicacao/144354
Resumo: Introdução: O aneurisma do eixo aorto-ilíaco é uma doença de alta mortalidade quando sintomático, o diagnóstico precoce de sinais que podem estar associados a ruptura, e o tratamento do aneurisma em tempo hábil, pode evitar que esta ruptura ocorra e assim diminuir sua mortalidade. Objetivos: Avaliar a prevalência dos sinais de instabilidade em pacientes assintomáticos com aneurismas abdominais do eixo aorto-ilíaco submetidos a tomografia de abdome e pelve em uma única instituição. Descrever esses sinais em pacientes assintomáticos, se estiveram associados a ruptura posterior, assim como o tempo em que cada sinal esteve livre de ruptura. Métodos: Estudo retrospectivo de aneurismas do eixo aorto-ilíaco abdominal, relatados em laudos de tomografia de um único serviço em 10 anos. Os laudos foram revisados por dois observadores e os pacientes com sinais de instabilidade divididos em 3 grupos: (1) sintomático inicial, de pacientes que apresentavam dor abdominal ou lombar, (2) sintomático tardio, assintomáticos na primeira tomografia, que apresentaram sintomas e realizaram novo exame, e (3) sempre assintomáticos que nunca apresentaram sintomas. Foram utilizados os quatro principais sinais da literatura: 1) sinal do crescente; 2) descontinuidade das calcificações circunferenciais; 3) protuberâncias ou bolhas na parede arterial; 4) drape aorta. Resultados: Identificamos 41 pacientes com pelo menos um sinal de instabilidade de um total de 759 aneurismas do eixo aorto-ilíaco reportados em 2226 laudos de tomografias. Encontramos uma prevalência em assintomáticos de 4,14% (n=31/749). A descontinuidade das calcificações foi o sinal mais frequente em 46,3% dos casos (n=19/41). Não foi observada diferença estatística da prevalência dos sinais de instabilidade entre os 3 grupos. Em seis de 11 (54,5%) pacientes assintomáticos que fizeram tomografias de controle, houve aumento do diâmetro do aneurisma, três evoluíram com ruptura (todos com descontinuidade das calcificações), sendo em 1 deles sem aumento do diâmetro do aneurisma. Conclusões: Menos de 5% dos pacientes assintomáticos apresentou algum sinal de instabilidade. A presença de descontinuidade das calcificações foi o sinal mais frequente e talvez esteja associada a um maior risco de apresentação de sintomas futuros, podendo ser considerada como indicativo de cirurgia mais precoce. O tempo livre de ruptura para a maioria dos sinais foi maior que 100 dias. Houve manutenção dos sinais de instabilidade, com crescimento dos aneurismas nos pacientes de seguimento clínico, mostrando que somente o sinal na ausência de outros fatores clínicos ou outras características do aneurisma, não é suficiente para indicar uma cirurgia, não podendo associar as rupturas ocorridas ao sinal de instabilidade pela não significância do estudo.
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