CAPACIDADE REGENERATIVA DE CÉLULAS MESENQUIMAIS ADMINISTRADAS DE FORMA LOCAL E SISTÊMICA EM MODELO ANIMAL DE OSTEOARTROSE
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.einstein.br/publicacao/171840 |
Resumo: | Introdução: A osteoartrose constitui uma patologia articular progressiva, que acomete, principalmente, a cartilagem articular, causando sua degeneração, dor e limitações locomotoras. Terapia celular, com células-tronco mesenquimais, para regeneração da cartilagem, tem demonstado ser uma alternativa potencial no tratamento da osteoartrose, devido sua ampla atuação imunomoduladora. Porém, ainda se faz necessário identificar qual é a melhor via de administração celular (intra-articular ou intravenosa) para optimização do transplante. Objetivos: Avaliar as vias de administração para transplante celular sistêmico (intravenoso) e local (intra-articular), quanto à capacidade regenerativa da cartilagem articular. Métodos: Utilizou-se um modelo animal (rato) de osteoartrose, induzida por cirurgia de desestabilização do menisco medial ou por cirurgia falsa sem lesão; o rastreamento das células in vivo foi realizado por bioluminescência, citometria de fluxo de imagem e microscopia confocal; a imunomodulação pró e anti-inflamatórias no soro e lavado sinovial foram avaliadas por multiplex de beads magnéticas; a capacidade regenerativa das células transplantadas, avaliadas histologicamente. Também passaram por avaliação a marcha, a performance funcional e o equilíbrio muscular dos membros inferiores. Resultados: O modelo animal utilizado, após nove semanas, não alterou padrão de marcha, porém reduziu a performance funcional e gerou atrofia do quadríceps, gastrocnêmio/sóleo e tibial anterior. As células transplantadas permaneceram viáveis no joelho operado, até uma semana após transplante intra-articular. Foi possível detectar bioluminescência (8 horas; N=1) e eventos positivos, por citometria de fluxo de imagem (12 horas; N=2), no joelho com lesão após transplante celular intravenoso. As principais alterações de citocinas ocorreram, em até 24 horas após transplante celular, com aumento da expressão de MCP-1 e RANTES, por via intra-articular, MIP-1a e IL-10 por via intravenosa. Essa expressão se reduziu, após uma semana, para ambas as vias. Imunossupressão de citocinas inflamatórias ocorreram, principalmente, para o transplantecelular (MCP-1, RANTES, MIP-1a, IL-18), em comparação com o placebo. Esse efeito supressor foi observado, também, no lavado sinovial, quanto à concentração de IL-18, em quatro semanas, após transplante intra-articular de células em relação ao placebo. O tratamento celular intravenoso não apresentou o mesmo efeito imunossupressor em curto prazo, além de apresentar maior concentração de IL-1ß, após uma semana em comparação a via intra-articular. Porém, apresentou redução de RANTES a longo prazo, quatro e 12 semanas, em comparação ao transplante placebo. Contudo, o transplante celular intra-articular reduziu a atrofia muscular do tibial anterior, por até quatro semanas após tratamento, em comparação ao transplante celular intravenoso e ao placebo intra-articular. Não se fez possível observar alterações histológicas de redução, referentes a degeneração da cartilagem articular, para nenhuma via ou tempo, analisados após transplante. Conclusões: O modelo animal de desestabilização do menisco medial apresentou evolução lenta, com características similares a osteoartrose em humanos. Também, um único transplante intra-articular ou intravenoso de células-tronco mesenquimais não se mostrou suficiente para reduzir a progressão da osteoartrose, gerada pelo modelo animal, nove semanas após cirurgia, independente do tempo analisado. Apesar dos indícios de capacidade de homing das células administradas, sistemicamente, e controle, a longo prazo, de uma citocina inflamatória, as análises evidenciaram uma ação celular imunossupressora e tecidual, mais evidente para células administradas, localmente, no tratamento da osteoartrose. |
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CAPACIDADE REGENERATIVA DE CÉLULAS MESENQUIMAIS ADMINISTRADAS DE FORMA LOCAL E SISTÊMICA EM MODELO ANIMAL DE OSTEOARTROSERegenerative capacity of systemically and locally administered mesenchymal cells in an animal model of osteoarthritisOsteoartrite/Cirurgia, Osteoartrite/Terapia, Ratos Wistar, Transplante de células-tronco mesenquimaisOsteoartriteRatos WistarTransplante de células-tronco mesenquimaisOsteoarthritisWistar ratsMesenchymal stem cell transplantationIntrodução: A osteoartrose constitui uma patologia articular progressiva, que acomete, principalmente, a cartilagem articular, causando sua degeneração, dor e limitações locomotoras. Terapia celular, com células-tronco mesenquimais, para regeneração da cartilagem, tem demonstado ser uma alternativa potencial no tratamento da osteoartrose, devido sua ampla atuação imunomoduladora. Porém, ainda se faz necessário identificar qual é a melhor via de administração celular (intra-articular ou intravenosa) para optimização do transplante. Objetivos: Avaliar as vias de administração para transplante celular sistêmico (intravenoso) e local (intra-articular), quanto à capacidade regenerativa da cartilagem articular. Métodos: Utilizou-se um modelo animal (rato) de osteoartrose, induzida por cirurgia de desestabilização do menisco medial ou por cirurgia falsa sem lesão; o rastreamento das células in vivo foi realizado por bioluminescência, citometria de fluxo de imagem e microscopia confocal; a imunomodulação pró e anti-inflamatórias no soro e lavado sinovial foram avaliadas por multiplex de beads magnéticas; a capacidade regenerativa das células transplantadas, avaliadas histologicamente. Também passaram por avaliação a marcha, a performance funcional e o equilíbrio muscular dos membros inferiores. Resultados: O modelo animal utilizado, após nove semanas, não alterou padrão de marcha, porém reduziu a performance funcional e gerou atrofia do quadríceps, gastrocnêmio/sóleo e tibial anterior. As células transplantadas permaneceram viáveis no joelho operado, até uma semana após transplante intra-articular. Foi possível detectar bioluminescência (8 horas; N=1) e eventos positivos, por citometria de fluxo de imagem (12 horas; N=2), no joelho com lesão após transplante celular intravenoso. As principais alterações de citocinas ocorreram, em até 24 horas após transplante celular, com aumento da expressão de MCP-1 e RANTES, por via intra-articular, MIP-1a e IL-10 por via intravenosa. Essa expressão se reduziu, após uma semana, para ambas as vias. Imunossupressão de citocinas inflamatórias ocorreram, principalmente, para o transplantecelular (MCP-1, RANTES, MIP-1a, IL-18), em comparação com o placebo. Esse efeito supressor foi observado, também, no lavado sinovial, quanto à concentração de IL-18, em quatro semanas, após transplante intra-articular de células em relação ao placebo. O tratamento celular intravenoso não apresentou o mesmo efeito imunossupressor em curto prazo, além de apresentar maior concentração de IL-1ß, após uma semana em comparação a via intra-articular. Porém, apresentou redução de RANTES a longo prazo, quatro e 12 semanas, em comparação ao transplante placebo. Contudo, o transplante celular intra-articular reduziu a atrofia muscular do tibial anterior, por até quatro semanas após tratamento, em comparação ao transplante celular intravenoso e ao placebo intra-articular. Não se fez possível observar alterações histológicas de redução, referentes a degeneração da cartilagem articular, para nenhuma via ou tempo, analisados após transplante. Conclusões: O modelo animal de desestabilização do menisco medial apresentou evolução lenta, com características similares a osteoartrose em humanos. Também, um único transplante intra-articular ou intravenoso de células-tronco mesenquimais não se mostrou suficiente para reduzir a progressão da osteoartrose, gerada pelo modelo animal, nove semanas após cirurgia, independente do tempo analisado. Apesar dos indícios de capacidade de homing das células administradas, sistemicamente, e controle, a longo prazo, de uma citocina inflamatória, as análises evidenciaram uma ação celular imunossupressora e tecidual, mais evidente para células administradas, localmente, no tratamento da osteoartrose.Acadêmico em Ciências da SaúdeFaculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert EinsteinMario Ferretti FilhoEliane AntonioliOliveira FB2020Stricto sensuinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionoai:repositorio.einstein.br:171840doi:10.31744/PG2020.106984https://repositorio.einstein.br/publicacao/171840porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Einstein de Produção Intelectual (REPI)instname:Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein (SBIBAE)instacron:SBIBAE2020-08-17T00:00:00Zoai:repositorio.einstein.br:171840Repositório InstitucionalPRIhttps://repositorio.einstein.br/oai || https://api.einstein.br/prd/plataformacientifica/sgpcri/api/oai2repositorioinstitucional@einstein.bropendoar:2020-08-17T00:00Repositório Einstein de Produção Intelectual (REPI) - Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein (SBIBAE)false |
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