ESTUDO DA COLONIZAÇÃO INTESTINAL COMO FATOR DE RISCO PARA INFECÇÃO E DISSEMINAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS RESISTENTES AOS CARBAPENÊMICOS NO AMBIENTE HOSPITALAR
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.einstein.br/publicacao/162646 |
Resumo: | Introdução: As infecções por Klebsiella pneumoniae resistentes aos carbapenêmicos são de difícil tratamento, e a disseminação de linhagens multirresistentes e hipervirulentas impactam as taxas de mortalidade. A colonização intestinal por enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos contribui para a disseminação dessas bactérias no ambiente e para o desenvolvimento de infecções. No entanto, mecanismos envolvidos na progressão da colonização para as infecções não estão bem esclarecidos. Objetivos: Avaliar a associação entre a virulência e a resistência com endemicidade de Klebsiella pneumoniae carreadoras de Klebsiella pneumoniae carbapenemase (blaKPC) e, em conjunto com a densidade da colonização intestinal por enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos, avaliar a associação destes fatores com o risco para o desenvolvimento de infecções subsequentes à colonização. Métodos: Foram avaliados isolados de Klebsiella pneumoniae carreadoras de blaKPC e resistentes aos carbapenêmicos provenientes de pacientes internados em um hospital terciário de São Paulo entre 2011 e 2021. A identificação da população endêmica foi realizada por pulsed field gel electrophoresis e multilocus sequence typing, e a avaliação dos mecanismos de virulência, resistência, tipo capsular e plasmídeos foi realizada por meio da análise de genomas. A densidade de colonização por enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos e por bactérias carreadoras de blaKPC foi avaliada por meio de métodos de quantificação microbiológica e molecular, respectivamente. Resultados: Os isolados de infecção apresentaram altas taxas de resistência também às cefalosporinas, fluoroquinolona e aminoglicosídeos, e carreavam determinantes genéticos relacionados com a resistência a estas classes de antibióticos. Os isolados endêmicos estavam geralmente envolvidos nas infecções subsequentes à colonização quando comparados aos isolados esporádicos. Embora tenham sido encontrados importantes mecanismos de virulência, como Elementos Conjugativos e Integrativos em Klebsiella pneumoniae e manBC, eles sozinhos não explicam a progressão da colonização para a infecção. Em contrapartida, o aumento da carga intestinal relativa de enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos e/ou de bactérias produtoras de blaKPC foi significativamente associado com o desenvolvimento de infecções subsequentes no conjunto de pacientes avaliados. Conclusões: Neste trabalho, identificamos que a população endêmica de Klebsiella pneumoniae carreadora de blaKPC, conforme determinado por perfis de pulsed field gel electrophoresis e multilocus sequence typing, eram multirresistentes e foram geralmente encontrados nos episódios de infecções subsequentes à colonização intestinal quando comparadas com isolados esporádicos. Observou-se ainda que a densidade da colonização intestinal apresentou um papel importante no desenvolvimento das infecções. Diante da dificuldade em tratar as infecções por bactérias multirresistentes, conhecer a população bacteriana circulante em um ambiente, identificar e interromper as vias de transmissão e atuar sobre a colonização intestinal no sentido de diminuir a densidade de colonização por Klebsiella pneumoniae carreadoras de Klebsiella pneumoniae carbapenemase podem ser importantes abordagens para evitar o desenvolvimento de infecções de difícil tratamento. |
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ESTUDO DA COLONIZAÇÃO INTESTINAL COMO FATOR DE RISCO PARA INFECÇÃO E DISSEMINAÇÃO DE ENTEROBACTÉRIAS RESISTENTES AOS CARBAPENÊMICOS NO AMBIENTE HOSPITALARA study of intestinal colonization as a risk factor for infection and dissemination of carbapenem-resistant enterobacteria in the hospital environmentBeta-Lactamases, Carga bacteriana, Klebsiella pneumoniae, Sequenciamento completo do genomaBeta-lactamasesKlebsiella pneumoniaeSequenciamento completo do genomaCarga bacterianaBeta-lactamasesKlebsiella pneumoniaeWhole genome sequencingBacterial loadIntrodução: As infecções por Klebsiella pneumoniae resistentes aos carbapenêmicos são de difícil tratamento, e a disseminação de linhagens multirresistentes e hipervirulentas impactam as taxas de mortalidade. A colonização intestinal por enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos contribui para a disseminação dessas bactérias no ambiente e para o desenvolvimento de infecções. No entanto, mecanismos envolvidos na progressão da colonização para as infecções não estão bem esclarecidos. Objetivos: Avaliar a associação entre a virulência e a resistência com endemicidade de Klebsiella pneumoniae carreadoras de Klebsiella pneumoniae carbapenemase (blaKPC) e, em conjunto com a densidade da colonização intestinal por enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos, avaliar a associação destes fatores com o risco para o desenvolvimento de infecções subsequentes à colonização. Métodos: Foram avaliados isolados de Klebsiella pneumoniae carreadoras de blaKPC e resistentes aos carbapenêmicos provenientes de pacientes internados em um hospital terciário de São Paulo entre 2011 e 2021. A identificação da população endêmica foi realizada por pulsed field gel electrophoresis e multilocus sequence typing, e a avaliação dos mecanismos de virulência, resistência, tipo capsular e plasmídeos foi realizada por meio da análise de genomas. A densidade de colonização por enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos e por bactérias carreadoras de blaKPC foi avaliada por meio de métodos de quantificação microbiológica e molecular, respectivamente. Resultados: Os isolados de infecção apresentaram altas taxas de resistência também às cefalosporinas, fluoroquinolona e aminoglicosídeos, e carreavam determinantes genéticos relacionados com a resistência a estas classes de antibióticos. Os isolados endêmicos estavam geralmente envolvidos nas infecções subsequentes à colonização quando comparados aos isolados esporádicos. Embora tenham sido encontrados importantes mecanismos de virulência, como Elementos Conjugativos e Integrativos em Klebsiella pneumoniae e manBC, eles sozinhos não explicam a progressão da colonização para a infecção. Em contrapartida, o aumento da carga intestinal relativa de enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos e/ou de bactérias produtoras de blaKPC foi significativamente associado com o desenvolvimento de infecções subsequentes no conjunto de pacientes avaliados. Conclusões: Neste trabalho, identificamos que a população endêmica de Klebsiella pneumoniae carreadora de blaKPC, conforme determinado por perfis de pulsed field gel electrophoresis e multilocus sequence typing, eram multirresistentes e foram geralmente encontrados nos episódios de infecções subsequentes à colonização intestinal quando comparadas com isolados esporádicos. Observou-se ainda que a densidade da colonização intestinal apresentou um papel importante no desenvolvimento das infecções. Diante da dificuldade em tratar as infecções por bactérias multirresistentes, conhecer a população bacteriana circulante em um ambiente, identificar e interromper as vias de transmissão e atuar sobre a colonização intestinal no sentido de diminuir a densidade de colonização por Klebsiella pneumoniae carreadoras de Klebsiella pneumoniae carbapenemase podem ser importantes abordagens para evitar o desenvolvimento de infecções de difícil tratamento.Acadêmico em Ciências da SaúdeFaculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert EinsteinPatricia SeverinoMigliorini LB2022Stricto sensuinfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersionoai:repositorio.einstein.br:162646doi:10.31744/PG.108723https://repositorio.einstein.br/publicacao/162646porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Einstein de Produção Intelectual (REPI)instname:Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein (SBIBAE)instacron:SBIBAE2022-06-15T00:00:00Zoai:repositorio.einstein.br:162646Repositório InstitucionalPRIhttps://repositorio.einstein.br/oai || https://api.einstein.br/prd/plataformacientifica/sgpcri/api/oai2repositorioinstitucional@einstein.bropendoar:2022-06-15T00:00Repositório Einstein de Produção Intelectual (REPI) - Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein (SBIBAE)false |
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Introdução: As infecções por Klebsiella pneumoniae resistentes aos carbapenêmicos são de difícil tratamento, e a disseminação de linhagens multirresistentes e hipervirulentas impactam as taxas de mortalidade. A colonização intestinal por enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos contribui para a disseminação dessas bactérias no ambiente e para o desenvolvimento de infecções. No entanto, mecanismos envolvidos na progressão da colonização para as infecções não estão bem esclarecidos. Objetivos: Avaliar a associação entre a virulência e a resistência com endemicidade de Klebsiella pneumoniae carreadoras de Klebsiella pneumoniae carbapenemase (blaKPC) e, em conjunto com a densidade da colonização intestinal por enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos, avaliar a associação destes fatores com o risco para o desenvolvimento de infecções subsequentes à colonização. Métodos: Foram avaliados isolados de Klebsiella pneumoniae carreadoras de blaKPC e resistentes aos carbapenêmicos provenientes de pacientes internados em um hospital terciário de São Paulo entre 2011 e 2021. A identificação da população endêmica foi realizada por pulsed field gel electrophoresis e multilocus sequence typing, e a avaliação dos mecanismos de virulência, resistência, tipo capsular e plasmídeos foi realizada por meio da análise de genomas. A densidade de colonização por enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos e por bactérias carreadoras de blaKPC foi avaliada por meio de métodos de quantificação microbiológica e molecular, respectivamente. Resultados: Os isolados de infecção apresentaram altas taxas de resistência também às cefalosporinas, fluoroquinolona e aminoglicosídeos, e carreavam determinantes genéticos relacionados com a resistência a estas classes de antibióticos. Os isolados endêmicos estavam geralmente envolvidos nas infecções subsequentes à colonização quando comparados aos isolados esporádicos. Embora tenham sido encontrados importantes mecanismos de virulência, como Elementos Conjugativos e Integrativos em Klebsiella pneumoniae e manBC, eles sozinhos não explicam a progressão da colonização para a infecção. Em contrapartida, o aumento da carga intestinal relativa de enterobactérias resistentes aos carbapenêmicos e/ou de bactérias produtoras de blaKPC foi significativamente associado com o desenvolvimento de infecções subsequentes no conjunto de pacientes avaliados. Conclusões: Neste trabalho, identificamos que a população endêmica de Klebsiella pneumoniae carreadora de blaKPC, conforme determinado por perfis de pulsed field gel electrophoresis e multilocus sequence typing, eram multirresistentes e foram geralmente encontrados nos episódios de infecções subsequentes à colonização intestinal quando comparadas com isolados esporádicos. Observou-se ainda que a densidade da colonização intestinal apresentou um papel importante no desenvolvimento das infecções. Diante da dificuldade em tratar as infecções por bactérias multirresistentes, conhecer a população bacteriana circulante em um ambiente, identificar e interromper as vias de transmissão e atuar sobre a colonização intestinal no sentido de diminuir a densidade de colonização por Klebsiella pneumoniae carreadoras de Klebsiella pneumoniae carbapenemase podem ser importantes abordagens para evitar o desenvolvimento de infecções de difícil tratamento. |
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