Ativismo de dados e suas agendas no Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Dantas, Matheus Antonio Fontes lattes
Orientador(a): Albagli, Sarita lattes
Banca de defesa: Schneider, Marco André Feldman lattes, Avelino, Rodolfo da Silva lattes
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLGIA / UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Departamento: ESCOLA DE COMUNICAÇÃO
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://ridi.ibict.br/handle/123456789/1438
Resumo: Este trabalho explora o conceito de ativismo de dados, uma prática que combina tecnologia, política e cidadania para promover mudanças sociais, resistir à vigilância e questionar a dataficação da sociedade. O objetivo principal é reconhecer os diferentes significados e usos do termo "ativismo de dados" e suas especificidades no Brasil, traçar um histórico de sua emergência e caracterizar iniciativas demonstrativas de usos do termo. A pesquisa se baseia em dois componentes metodológicos: uma revisão teórica da literatura sobre o tema e um mapeamento empírico de iniciativas que utilizam dados para fins ativistas. A revisão teórica revela que o termo "ativismo de dados" surge na literatura científica por volta de 2014, com destaque para o trabalho do espanhol Víctor Sampedro, que o associa ao jornalismo e à luta por transparência. No Brasil, o termo ganha força a partir de 2016, com estudos que o vinculam ao midiativismo, à cultura hacker e ao movimento de software de código aberto. Autores como Stefania Milan, Miren Gutiérrez e Lonneke Van der Velden são frequentemente citados, destacando-se as categorias de ativismo de dados reativo (resistência à coleta massiva de dados) e proativo (uso afirmativo de dados para reivindicações). Na prática, o ativismo de dados se manifesta em iniciativas como Fogo Cruzado, Data_Labe e InfoAmazônia, que utilizam dados para visibilizar vulnerabilidades, promover direitos e resistir às desigualdades. Essas iniciativas demonstram como a coleta e análise de dados podem empoderar comunidades marginalizadas, questionar narrativas hegemônicas e pressionar por mudanças políticas. Além disso, o ativismo de dados se entrelaça com a ciência cidadã, como no caso do CanAirIO, que monitora a qualidade do ar na Colômbia, e do Flood Network, que auxilia na prevenção de enchentes no Reino Unido. O trabalho também traça um histórico da participação de movimentos sociais no ambiente virtual e faz críticas à dataficação e ao dataísmo, fenômenos que buscam transformar aspectos da vida em dados quantificáveis. Conclui-se que o ativismo de dados é uma forma inovadora de engajamento cívico e político no contexto digital, permitindo que populações vulneráveis e movimentos sociais coletem informações, articulem resistências e promovam mudanças significativas, e que a transparência na coleta e na metodologia de análise de dados é essencial para fortalecer as demandas e garantir a confiança pública. O ativismo de dados não apenas questiona o domínio da dataficação, mas também empodera cidadãos, fomentando uma sociedade mais justa e democrática.
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No Brasil, o termo ganha força a partir de 2016, com estudos que o vinculam ao midiativismo, à cultura hacker e ao movimento de software de código aberto. Autores como Stefania Milan, Miren Gutiérrez e Lonneke Van der Velden são frequentemente citados, destacando-se as categorias de ativismo de dados reativo (resistência à coleta massiva de dados) e proativo (uso afirmativo de dados para reivindicações). Na prática, o ativismo de dados se manifesta em iniciativas como Fogo Cruzado, Data_Labe e InfoAmazônia, que utilizam dados para visibilizar vulnerabilidades, promover direitos e resistir às desigualdades. Essas iniciativas demonstram como a coleta e análise de dados podem empoderar comunidades marginalizadas, questionar narrativas hegemônicas e pressionar por mudanças políticas. Além disso, o ativismo de dados se entrelaça com a ciência cidadã, como no caso do CanAirIO, que monitora a qualidade do ar na Colômbia, e do Flood Network, que auxilia na prevenção de enchentes no Reino Unido. O trabalho também traça um histórico da participação de movimentos sociais no ambiente virtual e faz críticas à dataficação e ao dataísmo, fenômenos que buscam transformar aspectos da vida em dados quantificáveis. Conclui-se que o ativismo de dados é uma forma inovadora de engajamento cívico e político no contexto digital, permitindo que populações vulneráveis e movimentos sociais coletem informações, articulem resistências e promovam mudanças significativas, e que a transparência na coleta e na metodologia de análise de dados é essencial para fortalecer as demandas e garantir a confiança pública. O ativismo de dados não apenas questiona o domínio da dataficação, mas também empodera cidadãos, fomentando uma sociedade mais justa e democrática.This paper explores the concept of data activism, a practice that combines technology, politics and citizenship to promote social change, resist surveillance and question the datafication of society. The main objective is to recognize the different meanings and uses of the term “data activism” and its specificities in Brazil, to trace the history of its emergence and to characterize initiatives that demonstrate the use of the term. The research is based on two methodological components: a theoretical review of the literature on the subject and an empirical mapping of initiatives that use data for activist purposes. The theoretical review reveals that the term “data activism” appeared in the scientific literature around 2014, with emphasis on the work of the Spanish Victor Sampedro, who associates it with journalism and the fight for transparency. In Brazil, the term gained popularity in 2016, with studies linking it to media activism, hacker culture and the open source software movement. Authors such as Stefania Milan, Miren Gutiérrez and Lonneke van der Velden are often cited, highlighting the categories of reactive data activism (resistance to massive data collection) and proactive data activism (affirmative use of data for claims). In practice, data activism manifests itself in initiatives such as Fogo Cruzado, Data_Labe and InfoAmazônia, which use data to make vulnerabilities visible, promote rights and resist inequalities. These initiatives demonstrate how data collection and analysis can empower marginalized communities, question hegemonic narratives and push for political change. In addition, data activism is intertwined with citizen science, as in the case of CanAirIO, which monitors air quality in Colombia, and Flood Network, which helps prevent floods in the UK. The work also traces the history of the participation of social movements in the virtual environment and criticizes datafication and dataism, that seek to transform aspects of life into quantifiable data. It concludes that data activism is an innovative form of civic and political engagement in the digital context, allowing vulnerable populations and social movements to collect information, articulate resistance and promote meaningful change, and that transparency in data collection and analysis methodology is essential to strengthen demands and ensure public trust. Data activism not only questions the dominance of datafication, but also empowers citizens, fostering a fairer and more democratic society.porINSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLGIA / UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIROPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃOIBICT/UFRJBrasilESCOLA DE COMUNICAÇÃOCiência da informaçãoAtivismoDadosCidadaniaAtivismo de DadosCiência da InformaçãoActivismDataCitizenshipData ActivismInformation ScienceAtivismo de dados e suas agendas no Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisAlbagli, Saritahttps://lattes.cnpq.br/8946328562221916Schneider, Marco André Feldmanhttps://lattes.cnpq.br/6589062304969432Avelino, Rodolfo da Silvahttps://lattes.cnpq.br/0390038571471233https://lattes.cnpq.br/3166876006215214Dantas, Matheus Antonio Fontesinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do Ibict - RIDIinstname:Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)instacron:IBICTTHUMBNAILMatheus Dantas - Dissertação Ativismo de dados e suas agendas no Brasil 2025 - Revisão pós-biblio.pdf.jpgMatheus Dantas - Dissertação Ativismo de dados e suas agendas no Brasil 2025 - Revisão pós-biblio.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2963https://ridi.ibict.br/bitstreams/971cd5e6-b979-4744-a6c4-ae0e2f5d147f/download2179d18e298d3646c7a710521c8d6d7eMD54falseAnonymousREADORIGINALMatheus Dantas - Dissertação Ativismo de dados e suas agendas no Brasil 2025 - Revisão pós-biblio.pdfMatheus Dantas - Dissertação Ativismo de dados e suas agendas no Brasil 2025 - Revisão pós-biblio.pdfapplication/pdf1805720https://ridi.ibict.br/bitstreams/bd24aeed-c0b6-4c03-a811-d9081255e785/download036d26d91805d501fdbd1d4068543b89MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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