Da Bibliografia à Biodocumentação: percursos do nome próprio e da biografia na Organização do Conhecimento, em direção à práxis do escrever a vida

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Mata, Diogo Xavier da lattes
Orientador(a): Saldanha, Gustavo Silva lattes
Banca de defesa: Schneider, Marco André Feldman lattes, Souza, Rosali Fernandez de lattes, Araujo, André Vieira de Freitas lattes, Gracioso, Luciana de Souza lattes
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: INSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA / UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
Programa de Pós-Graduação: PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO
Departamento: ESCOLA DE COMUNICAÇÃO
País: Brasil
Palavras-chave em Português:
Área do conhecimento CNPq:
Link de acesso: http://ridi.ibict.br/handle/123456789/1424
Resumo: A tese apresenta um percurso dos nomes próprios e do discurso biográfico na Organização do Conhecimento, através da Biobibliografia. Esta possui definição sólida e pouco estudada. A pesquisa propõe atualização dessa ideia em direção à noção de Biodocumentação. Há na Organização do Conhecimento uma centralidade na figura das autorias, seus nomes próprios e biografias. Essas figuras encontram-se representadas em biobibliografias, dicionários biográficos, quem é quem e outras fontes de informação biográfica. No entanto, no plano sócio-cultural, outros antropônimos preenchem os espaços públicos e privados de nossa realidade sócio-política. Essa lista virtual gera uma espécie de listagem hegemônica, com descrições e significados ideologicamente construídos que apontam para certas personagens de nossa história cultural dominante. A materialidade e a impressão desses nomes próprios constroem, na infraestrutura de nossa realidade, uma biodocumentalidade que sustenta, em sua dialética, a “superioridade” de poucos nomes e mínimas histórias de vida sobre a maioria das vivências. Ou seja, o conjunto das existências sob nomes próprios, conjunto este apagado, silenciado, massacrado ou de rara evidência socialmente atribuída. A hipótese desta pesquisa afirma a possibilidade de aplicação dos saberes oriundos da Biobibliografia para representação, classificação e documentação de outros nomes próprios, além dos nomes de autorias. O objetivo geral desta pesquisa encontra-se, justamente, no estudo da aplicação de saberes e técnicas biobibliográficas na práxis de representação e descrição da vida em processos biodocumentários. A pesquisa investe na biodocumentalidade dos nomes próprios de pessoas com vistas a uma perspectiva crítica nos processos biodocumentários contemporâneos. Os objetivos específicos são conceber a inscrição do antropônimo no espaço biográfico de suportes diversos como um documento carente de processos de documentação; construir a noção de Biodocumentação com base nos estudos biobibliográficos enquanto práxis de organização documentária para documentar a vida de alguém; analisar processos documentários digitais contemporâneos dispersos, que possuem uma essência biodocumentária em prol de uma atuação crítica da pessoa documentalista. Para isso, estuda-se o conceito de “Nome Próprio” em suas concepções filosóficas denotativas e descritivistas, e analisa-se uma perspectiva ética para lidar com nomes próprios. Da mesma forma, a noção de Biografia e de “Espaço Biográfico” é examinada. Verifica-se conceitos e modelos na transdisciplina da Organização do Conhecimento como Classificação, Exomemória, Biobibliografia, Bibliografia, Biobibliometria, Documentação, Documentalidade, Controle de Autoridade e o Functional Requirements for Authority Data (FRAD). Do ponto de vista metodológico, a pesquisa é estruturalmente teórica. Este percurso se traduz em duas etapas com métodos distintos, a primeira de cunho teórico-discursivo faz uma reflexão conceitual a partir de procedimentos de pesquisa bibliográfica. A segunda etapa empírica de exploração documental seleciona e aprecia de forma crítica experiências biodocumentárias existentes no contexto do ambiente digital. Como resultado de nossa hipótese, atinge-se a elaboração crítico-dialética dos conceitos de Biodocumentação e Biodocumentalidade. A pesquisa identifica a presença dessa noção, de forma dispersa, em muitas fontes de informação ou centros de documentação do contemporâneo digital, buscando estabelecer uma leitura crítica desses materiais ao mesmo tempo que fundamenta o conceito e sua ação crítica por parte de pessoas documentalistas.
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spelling 2025-11-10T19:32:06Z2025-11-102025-11-10T19:32:06Z2025-06-30http://ridi.ibict.br/handle/123456789/1424A tese apresenta um percurso dos nomes próprios e do discurso biográfico na Organização do Conhecimento, através da Biobibliografia. Esta possui definição sólida e pouco estudada. A pesquisa propõe atualização dessa ideia em direção à noção de Biodocumentação. Há na Organização do Conhecimento uma centralidade na figura das autorias, seus nomes próprios e biografias. Essas figuras encontram-se representadas em biobibliografias, dicionários biográficos, quem é quem e outras fontes de informação biográfica. No entanto, no plano sócio-cultural, outros antropônimos preenchem os espaços públicos e privados de nossa realidade sócio-política. Essa lista virtual gera uma espécie de listagem hegemônica, com descrições e significados ideologicamente construídos que apontam para certas personagens de nossa história cultural dominante. A materialidade e a impressão desses nomes próprios constroem, na infraestrutura de nossa realidade, uma biodocumentalidade que sustenta, em sua dialética, a “superioridade” de poucos nomes e mínimas histórias de vida sobre a maioria das vivências. Ou seja, o conjunto das existências sob nomes próprios, conjunto este apagado, silenciado, massacrado ou de rara evidência socialmente atribuída. A hipótese desta pesquisa afirma a possibilidade de aplicação dos saberes oriundos da Biobibliografia para representação, classificação e documentação de outros nomes próprios, além dos nomes de autorias. O objetivo geral desta pesquisa encontra-se, justamente, no estudo da aplicação de saberes e técnicas biobibliográficas na práxis de representação e descrição da vida em processos biodocumentários. A pesquisa investe na biodocumentalidade dos nomes próprios de pessoas com vistas a uma perspectiva crítica nos processos biodocumentários contemporâneos. Os objetivos específicos são conceber a inscrição do antropônimo no espaço biográfico de suportes diversos como um documento carente de processos de documentação; construir a noção de Biodocumentação com base nos estudos biobibliográficos enquanto práxis de organização documentária para documentar a vida de alguém; analisar processos documentários digitais contemporâneos dispersos, que possuem uma essência biodocumentária em prol de uma atuação crítica da pessoa documentalista. Para isso, estuda-se o conceito de “Nome Próprio” em suas concepções filosóficas denotativas e descritivistas, e analisa-se uma perspectiva ética para lidar com nomes próprios. Da mesma forma, a noção de Biografia e de “Espaço Biográfico” é examinada. Verifica-se conceitos e modelos na transdisciplina da Organização do Conhecimento como Classificação, Exomemória, Biobibliografia, Bibliografia, Biobibliometria, Documentação, Documentalidade, Controle de Autoridade e o Functional Requirements for Authority Data (FRAD). Do ponto de vista metodológico, a pesquisa é estruturalmente teórica. Este percurso se traduz em duas etapas com métodos distintos, a primeira de cunho teórico-discursivo faz uma reflexão conceitual a partir de procedimentos de pesquisa bibliográfica. A segunda etapa empírica de exploração documental seleciona e aprecia de forma crítica experiências biodocumentárias existentes no contexto do ambiente digital. Como resultado de nossa hipótese, atinge-se a elaboração crítico-dialética dos conceitos de Biodocumentação e Biodocumentalidade. A pesquisa identifica a presença dessa noção, de forma dispersa, em muitas fontes de informação ou centros de documentação do contemporâneo digital, buscando estabelecer uma leitura crítica desses materiais ao mesmo tempo que fundamenta o conceito e sua ação crítica por parte de pessoas documentalistas.This thesis presents a journey through proper names and biographical discourse in Knowledge Organization, through Biobibliography. This definition has been solidly defined and little studied. The research proposes updating this idea toward the notion of Biodocumentation. In Knowledge Organization, the figure of authorship, their proper names, and biographies are central. These figures are represented in biobibliographies, biographical dictionaries, who's who, and other sources of biographical information. However, at the sociocultural level, other anthroponyms fill the public and private spaces of our sociopolitical reality. This virtual list generates a kind of hegemonic listing, with ideologically constructed descriptions and meanings that point to certain figures from our dominant cultural history. The materiality and imprint of these proper names construct, within the infrastructure of our reality, a biodocumentation that sustains, in its dialectic, the "superiority" of a few names and minimal life stories over the majority of experiences. In other words, the set of existences under proper names, a set that has been erased, silenced, massacred, or rarely recognized by social evidence. The hypothesis of this research affirms the possibility of applying knowledge derived from biobibliography to the representation, classification, and documentation of other proper names, in addition to authorship names. The general objective of this research lies precisely in studying the application of biobibliographical knowledge and techniques in the practice of representing and describing life in biodocumentary processes. The research invests in the biodocumentality of people's proper names with a view to a critical perspective on contemporary biodocumentary processes. The specific objectives are to conceive of the inscription of the anthroponym in the biographical space of diverse media as a document lacking documentation processes; to construct the notion of biodocumentation based on biobibliographical studies as a practice of documentary organization to document someone's life; to analyze dispersed contemporary digital documentary processes, which possess a biodocumentary essence, in favor of a critical performance of the documentalist. To this end, we study the concept of "Proper Name" in its denotative and descriptivist philosophical conceptions, and we analyze an ethical perspective for dealing with proper names. Likewise, we examine the notion of Biography and "Biographical Space." We examine concepts and models within the transdisciplinary field of Knowledge Organization, such as Classification, Exomemory, Biobibliography, Bibliometrics, Documentation, Documentality, Authority Control, and Functional Requirements for Authority Data (FRAD). From a methodological perspective, the research is structurally theoretical. This process is divided into two stages with distinct methods. The first, theoretical-discursive, offers a conceptual reflection based on bibliographic research procedures. The second, empirical stage of documentary exploration, selects and critically evaluates existing biodocumentary experiences in the digital environment. As a result of our hypothesis, we achieve a critical-dialectical elaboration of the concepts of Biodocumentation and Biodocumentality. The research identifies the presence of this notion, in a dispersed form, in many information sources or documentation centers of the digital contemporary world, seeking to establish a critical reading of these materials while also grounding the concept and its critical action by documentalists.Submitted by Priscilla Araujo (priscilla@ibict.br) on 2025-11-10T19:32:06Z No. of bitstreams: 1 Tese Diogo Revisada Final.pdf: 31542494 bytes, checksum: 9e15cf69546cbf1df8866e7dbc6f5520 (MD5)Made available in DSpace on 2025-11-10T19:32:06Z (GMT). No. of bitstreams: 1 Tese Diogo Revisada Final.pdf: 31542494 bytes, checksum: 9e15cf69546cbf1df8866e7dbc6f5520 (MD5) Previous issue date: 2025-06-30porINSTITUTO BRASILEIRO DE INFORMAÇÃO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA / UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIROPROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA DA INFORMAÇÃOIBICT/UFRJBrasilESCOLA DE COMUNICAÇÃOCNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::CIENCIA DA INFORMACAOBiobibliografiaBiobibliografiaBiodocumentalidadeNome próprio de pessoaFonte de informação biográficaCiência da InformaçãoBiobibliographyBiodocumentationBiodocumentationProper namesBiographical information sourcesInformation ScienceDa Bibliografia à Biodocumentação: percursos do nome próprio e da biografia na Organização do Conhecimento, em direção à práxis do escrever a vidainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisSaldanha, Gustavo Silvahttp://lattes.cnpq.br/6143079905555041Schneider, Marco André Feldmanhttp://lattes.cnpq.br/6589062304969432Souza, Rosali Fernandez dehttp://lattes.cnpq.br/1722582102636346Araujo, André Vieira de Freitashttp://lattes.cnpq.br/7551780669212379Gracioso, Luciana de Souzahttp://lattes.cnpq.br/4898201916360294http://lattes.cnpq.br/1680271467078414Mata, Diogo Xavier dainfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional do Ibict - RIDIinstname:Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)instacron:IBICTTEXTTese Diogo Revisada Final.pdf.txtTese Diogo Revisada Final.pdf.txtExtracted texttext/plain1022921https://ridi.ibict.br/bitstream/123456789/1424/3/Tese+Diogo+Revisada+Final.pdf.txt9cf35fbb639ac101d271a23bd010e052MD53LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81862https://ridi.ibict.br/bitstream/123456789/1424/2/license.txt6b42f084aa6b52acc41c67281d72287fMD52ORIGINALTese Diogo Revisada Final.pdfTese Diogo Revisada Final.pdfapplication/pdf31542494https://ridi.ibict.br/bitstream/123456789/1424/1/Tese+Diogo+Revisada+Final.pdf9e15cf69546cbf1df8866e7dbc6f5520MD51123456789/14242025-11-11 03:00:17.919oai:ridi.ibict.br:123456789/1424TElDRU7Dh0EgREUgRElTVFJJQlVJw4fDg08gTsODTy1FWENMVVNJVkEKCkNvbSBhIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGRlc3RhIGxpY2Vuw6dhLCB2b2PDqiAobyBhdXRvciAoZXMpIG91IG8gdGl0dWxhciBkb3MgZGlyZWl0b3MgZGUgYXV0b3IpIGNvbmNlZGUgYW8gUmVwb3NpdMOzcmlvIApJbnN0aXR1Y2lvbmFsIG8gZGlyZWl0byBuw6NvLWV4Y2x1c2l2byBkZSByZXByb2R1emlyLCAgdHJhZHV6aXIgKGNvbmZvcm1lIGRlZmluaWRvIGFiYWl4byksIGUvb3UgZGlzdHJpYnVpciBhIApzdWEgcHVibGljYcOnw6NvIChpbmNsdWluZG8gbyByZXN1bW8pIHBvciB0b2RvIG8gbXVuZG8gbm8gZm9ybWF0byBpbXByZXNzbyBlIGVsZXRyw7RuaWNvIGUgZW0gcXVhbHF1ZXIgbWVpbywgaW5jbHVpbmRvIG9zIApmb3JtYXRvcyDDoXVkaW8gb3UgdsOtZGVvLgoKVm9jw6ogY29uY29yZGEgcXVlIG8gRGVwb3NpdGEgcG9kZSwgc2VtIGFsdGVyYXIgbyBjb250ZcO6ZG8sIHRyYW5zcG9yIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBwYXJhIHF1YWxxdWVyIG1laW8gb3UgZm9ybWF0byAKcGFyYSBmaW5zIGRlIHByZXNlcnZhw6fDo28uCgpWb2PDqiB0YW1iw6ltIGNvbmNvcmRhIHF1ZSBvIFJJREkgcG9kZSBtYW50ZXIgbWFpcyBkZSB1bWEgY8OzcGlhIGRlIHN1YSBwdWJsaWNhw6fDo28gcGFyYSBmaW5zIGRlIHNlZ3VyYW7Dp2EsIGJhY2stdXAgCmUgcHJlc2VydmHDp8Ojby4KClZvY8OqIGRlY2xhcmEgcXVlIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyDDqSBvcmlnaW5hbCBlIHF1ZSB2b2PDqiB0ZW0gbyBwb2RlciBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gClZvY8OqIHRhbWLDqW0gZGVjbGFyYSBxdWUgbyBkZXDDs3NpdG8gZGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBuw6NvLCBxdWUgc2VqYSBkZSBzZXUgY29uaGVjaW1lbnRvLCBpbmZyaW5nZSBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyAKZGUgbmluZ3XDqW0uCgpDYXNvIGEgc3VhIHB1YmxpY2HDp8OjbyBjb250ZW5oYSBtYXRlcmlhbCBxdWUgdm9jw6ogbsOjbyBwb3NzdWkgYSB0aXR1bGFyaWRhZGUgZG9zIGRpcmVpdG9zIGF1dG9yYWlzLCB2b2PDqiBkZWNsYXJhIHF1ZSAKb2J0ZXZlIGEgcGVybWlzc8OjbyBpcnJlc3RyaXRhIGRvIGRldGVudG9yIGRvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBwYXJhIGNvbmNlZGVyIGFvIERlcG9zaXRhIG9zIGRpcmVpdG9zIGFwcmVzZW50YWRvcyAKbmVzdGEgbGljZW7Dp2EsIGUgcXVlIGVzc2UgbWF0ZXJpYWwgZGUgcHJvcHJpZWRhZGUgZGUgdGVyY2Vpcm9zIGVzdMOhIGNsYXJhbWVudGUgaWRlbnRpZmljYWRvIGUgcmVjb25oZWNpZG8gbm8gdGV4dG8gCm91IG5vIGNvbnRlw7pkbyBkYSBwdWJsaWNhw6fDo28gb3JhIGRlcG9zaXRhZGEuCgpDQVNPIEEgUFVCTElDQcOHw4NPIE9SQSBERVBPU0lUQURBIFRFTkhBIFNJRE8gUkVTVUxUQURPIERFIFVNIFBBVFJPQ8ONTklPIE9VIEFQT0lPIERFIFVNQSBBR8OKTkNJQSBERSBGT01FTlRPIE9VIE9VVFJPIApPUkdBTklTTU8sIFZPQ8OKIERFQ0xBUkEgUVVFIFJFU1BFSVRPVSBUT0RPUyBFIFFVQUlTUVVFUiBESVJFSVRPUyBERSBSRVZJU8ODTyBDT01PIFRBTULDiU0gQVMgREVNQUlTIE9CUklHQcOHw5VFUyAKRVhJR0lEQVMgUE9SIENPTlRSQVRPIE9VIEFDT1JETy4KCk8gRGVwb3NpdGEgc2UgY29tcHJvbWV0ZSBhIGlkZW50aWZpY2FyIGNsYXJhbWVudGUgbyBzZXUgbm9tZSAocykgb3UgbyhzKSBub21lKHMpIGRvKHMpIGRldGVudG9yKGVzKSBkb3MgZGlyZWl0b3MgCmF1dG9yYWlzIGRhIHB1YmxpY2HDp8OjbywgZSBuw6NvIGZhcsOhIHF1YWxxdWVyIGFsdGVyYcOnw6NvLCBhbMOpbSBkYXF1ZWxhcyBjb25jZWRpZGFzIHBvciBlc3RhIGxpY2Vuw6dhLgo=Repositório InstitucionalPUBhttps://ridi.ibict.br/oai/requestrd@ibict.bropendoar:24042025-11-11T06:00:17Repositório Institucional do Ibict - RIDI - Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)false
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