Avaliação da relação do tempo de doença com a metodologia aplicada no diagnóstico laboratorial dos flavivírus

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Jocundo, Susana Mika Yahisa
Orientador(a): Chiang, Jannifer Oliveira
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: MS/SVS/Instituto Evandro Chagas
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Link de acesso: https://patua.iec.gov.br/handle/iec/4038
Resumo: O diagnóstico laboratorial teve a sua origem na antiga Grécia, antes da era Cristã, quando a uroscopia foi considerada o primeiro método laboratorial utilizado durante vários séculos. Com o passar do tempo e os avanços tecnológicos, a área da ciência foi marcada com inúmeros adventos que proporcionaram relevantes descobertas tais como as dos vírus. Desde então, o desenvolvimento de técnicas laboratoriais cada vez mais modernas permitiu a identificação de diversas espécies de vírus, entre eles, o arbovírus que é considerado um grupo de agentes transmitidos por artrópodes hematófagos a hospedeiros vertebrados. Muitas de suas espécies são responsáveis por causarem surtos e epidemias nos seres humanos e representam um sério problema de saúde pública. O diagnóstico laboratorial para detecção das arboviroses consiste de testes virológicos e sorológicos, sendo de fundamental importância a qualidade das informações clínicas e epidemiológicas dos pacientes, a fim de empregar a metodologia adequada ao exame. O presente estudo teve como objetivo, avaliar a relação do tempo de doença com a metodologia aplicada no diagnóstico laboratorial dos principais flavivírus (Vírus febre amarela - VFA, Vírus dengue - VDEN e Vírus Zika - VZIK) de importância à saúde pública em amostras recebidas no Instituto Evandro Chagas no período de 2015 a 2017. Trata-se de um estudo transversal, prospectivo e retrospectivo, no qual, foi realizado levantamento de dados referentes aos exames de febre amarela, dengue e Zika cadastrados no sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL). As principais informações (data dos primeiros sintomas e data de coleta da amostra) foram tabuladas em planilha Excel para cálculo do tempo de doença. A etapa experimental consistiu na seleção de 273 amostras aleatórias de pacientes com tempo de doença até 5 dias para análise sorológica (ELISA) e 183 soros de pacientes com mais de 5 dias de doença para realização de biologia molecular (RT-qPCR). Ao final, foi obtido nesse estudo um total de 3.967 amostras com resultados para ELISA e RT-qPCR, perfazendo 6.568 exames, sendo o soro a amostra mais prevalente (83,3%) dentre as recebidas para o diagnóstico dos três flavivirus, com um percentual maior (62,8%) na fase virêmica (0 a 5 dias de doença), bem como o RT- qPCR para o VZIK a técnica mais utilizada no período (60,2%). A análise geral dos resultados de ELISA chamou especial atenção o VZIK que apresentou um comportamento diferente dos demais vírus, sobretudo nos primeiros dias de doença (0 a 1 dia), onde foi evidenciado um percentual de 28,07% de positividade permanecendo em níveis relativamente elevados até 80 dias do tempo de doença. Outro fato bem evidente nos testes de ELISA está relacionado à confirmação das reações cruzadas, especialmente entre o VDEN e VZIK, pela semelhança existente nas proteínas estruturais desses vírus. Já nos testes de RT-qPCR, os resultados de VFA se destacaram por apresentar um percentual de casos positivos bem elevados desde os primeiros dias da doença até aproximadamente 20 dias, reflexo do número de vísceras analisadas de pacientes que foram a óbito durante a epidemia de febre amarela no ano de 2017. Os resultados observados neste estudo corroboram o que é descrito na literatura para o diagnóstico de arbovírus em geral, com exceção da detecção de anticorpos IgM desde o início da doença, fato este que necessita de mais estudos para uma melhor compreensão dos mecanismos imunológicos que levam a esta resposta.
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Desde então, o desenvolvimento de técnicas laboratoriais cada vez mais modernas permitiu a identificação de diversas espécies de vírus, entre eles, o arbovírus que é considerado um grupo de agentes transmitidos por artrópodes hematófagos a hospedeiros vertebrados. Muitas de suas espécies são responsáveis por causarem surtos e epidemias nos seres humanos e representam um sério problema de saúde pública. O diagnóstico laboratorial para detecção das arboviroses consiste de testes virológicos e sorológicos, sendo de fundamental importância a qualidade das informações clínicas e epidemiológicas dos pacientes, a fim de empregar a metodologia adequada ao exame. O presente estudo teve como objetivo, avaliar a relação do tempo de doença com a metodologia aplicada no diagnóstico laboratorial dos principais flavivírus (Vírus febre amarela - VFA, Vírus dengue - VDEN e Vírus Zika - VZIK) de importância à saúde pública em amostras recebidas no Instituto Evandro Chagas no período de 2015 a 2017. Trata-se de um estudo transversal, prospectivo e retrospectivo, no qual, foi realizado levantamento de dados referentes aos exames de febre amarela, dengue e Zika cadastrados no sistema Gerenciador de Ambiente Laboratorial (GAL). As principais informações (data dos primeiros sintomas e data de coleta da amostra) foram tabuladas em planilha Excel para cálculo do tempo de doença. A etapa experimental consistiu na seleção de 273 amostras aleatórias de pacientes com tempo de doença até 5 dias para análise sorológica (ELISA) e 183 soros de pacientes com mais de 5 dias de doença para realização de biologia molecular (RT-qPCR). 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Já nos testes de RT-qPCR, os resultados de VFA se destacaram por apresentar um percentual de casos positivos bem elevados desde os primeiros dias da doença até aproximadamente 20 dias, reflexo do número de vísceras analisadas de pacientes que foram a óbito durante a epidemia de febre amarela no ano de 2017. Os resultados observados neste estudo corroboram o que é descrito na literatura para o diagnóstico de arbovírus em geral, com exceção da detecção de anticorpos IgM desde o início da doença, fato este que necessita de mais estudos para uma melhor compreensão dos mecanismos imunológicos que levam a esta resposta.Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Instituto Evandro Chagas. Programa de Pós-Graduação em Epidemiologia e Vigilância em Saúde. Ananindeua, PA, Brasil.porMS/SVS/Instituto Evandro ChagasAvaliação da relação do tempo de doença com a metodologia aplicada no diagnóstico laboratorial dos flavivírusinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis2018-08-31Núcleo de Ensino e Pós-GraduaçãoMS/SVS/Instituto Evandro ChagasMestrado AcadêmicoAnanindeua / PAPrograma de Pós-Graduação em Epidemiologia e Vigilância em SaúdeTécnicas de Laboratório Clínico / métodosVírus da Febre Amarela / isolamento & purificaçãoVírus da Dengue / isolamento & purificaçãoZika virus / isolamento & purificaçãoEnsaio de Imunoadsorção Enzimática / métodosReação em Cadeia da Polimerase / métodosinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Digital do Instituto Evandro Chagas (Patuá)instname:Instituto Evandro Chagas (IEC)instacron:IECORIGINALAvaliação da relação do tempo de doença com a metodologia aplicada no diagnóstico laboratorial dos flavivírus.pdfAvaliação da relação do tempo de doença com a metodologia aplicada no diagnóstico laboratorial dos flavivírus.pdfapplication/pdf1608350https://patua.iec.gov.br/bitstreams/6c27794d-1a8b-4bbf-8266-b934dfb55ebe/download3c7d6af2935ecb393886a8a9ce6eea79MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; 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