A magia do ngoma - ecos, saberes e tradições afrodiaspóricas nas rodas de caxambu: uma proposta de ação afrocêntrica para uma educação decolonial e antirracista
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Instituição de defesa: |
Campos dos Goytacazes - RJ
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.ifes.edu.br/handle/123456789/6366 |
Resumo: | A pesquisa “A Magia do Ngoma - Ecos, Saberes e Tradições Afrodiáspóricas nas Rodas de Caxambu” emerge da análise do caxambu, expressão do patrimônio cultural negro no Brasil. Reconhecido como rito performativo afro-brasileiro que integra, de forma interrelacional, a musicalidade dos tambores, a palavra lançada na roda, os corpos em movimento e uma performance cultural encarnada. O caxambu transcende a lógica cartesiana do conhecimento, mobilizando saberes epistêmicos inscritos em um corpo vivo, potente e coletivo. Dialogando com teóricos do Sul Global, como Walter Mignolo, Catherine Walsh, Molefi Kete Asante, Sueli Carneiro, Muniz Sodré, Eduardo Oliveira, entre outros, o estudo denuncia o racismo epistêmico e estrutural persistente nas instituições de ensino brasileiras, perpetuado pela lógica monocultural e euro-usa-cêntrica. Nesse contexto, propõe pensar o campo epistemológico a partir do caxambu, tensionando as lógicas estruturantes da modernidade/colonialidade e reivindicando o protagonismo negro na produção de saberes e narrativas historicamente marginalizadas. No âmbito histórico-reflexivo, a tese apresenta a luta e a atuação do movimento negro em prol da cidadania plena de direitos para a população negra no Brasil, com destaque para a participação nas mudanças constitucionais de 1988. A pesquisa explora os avanços sociais e culturais que resultaram em mudanças sistêmicas na educação e na cultura brasileira, a partir do reconhecimento e da valorização da cultura afro-brasileira. São abordados, de forma concisa, os reflexos da alteração da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação, nº 9394/96), por meio da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatória a inclusão da história e cultura africana e afro-brasileira na educação básica. Esse marco representa um avanço significativo para o reconhecimento da contribuição da população negra na formação social e cultural do país. No campo cultural, a pesquisa explora o reconhecimento e a revalidação do Jongo do Sudeste como bem cultural de natureza imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Essa análise estimula o debate sobre a importância dos saberes afrodiaspóricos na cultura brasileira e suas possibilidades epistêmicas no contexto educacional. Assim, de forma insurgente, a pesquisa recorre a metodologias decoloniais e investe em abordagens fundamentadas no "fazer com, em diferença", através da parceria com três grupos caxambuzeiros capixabas: Caxambu da Santa Cruz, Caxambu Alegria de Viver e Caxambu do Horizonte. A análise discute os saberes afrodiaspóricos presentes no ngoma caxambuzeiro, abordando também os desafios vividos pelos grupos culturais, no enfrentamento ao racismo estrutural e aos preconceitos contra práticas culturais afro-brasileiras no ambiente escolar. Em uma abordagem afrocêntrica, e intercultural a pesquisa defende práticas de ensino insurgentes, que enfrentem as estruturas racistas e epistemicidas presentes nos currículos, a partir da valorização dos saberes afro-brasileiros como elementos fundamentais na produção de um currículo diverso plural e inclusivo. Como ação prática, a tese propõe um livro infantojuvenil afroreferenciado e afrofantástico, desenvolvido de forma colaborativa com os grupos caxambuzeiros. Intitulado “A Magia do Ngoma: Ecos, Saberes e Tradições Afrodiáspóricas nas Rodas de Caxambu”, o livro conecta os elementos performativos do caxambu a valores filosóficos e ontológicos afrodiaspóricos que, se fazem presentes na cultura afro-brasileira. Assim, o impacto da tese transcende os limites da academia, desafiando as lógicas de exclusão epistêmica e propondo uma educação que reconheça e celebre as “novas velhas” epistemologias como saberes instituídos e de (r)existências. Ao explorar os saberes afrodiaspóricos presentes na expressão cultural caxambu, a pesquisa reivindica espaços de enunciação das culturas negras no Brasil em espaços de ensino e convida à reflexão e à transformação coletiva, na busca por novas formas de ser e estar no mundo. |
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Mardgan, Jacyara Conceição RosaUniversidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro - UENFUniversidade Federal FluminenseUniversidade Estadual de Minas GeraisUniversidade Federal do Espírito SantoPaiva, AndréaMonteiro, ElaineSant' Anna, FernandaFrança, MarileideNascimento, Giovane2025-05-19T16:58:41Z2025-05-19T16:58:41Z2025MARDGAN, Jacyara Conceição Rosa. A magia do ngoma - ecos, saberes e tradições afrodiaspóricas nas rodas de caxambu: uma proposta de ação afrocêntrica para uma educação decolonial e antirracista. 2025. 537 f. Tese (Doutorado em Cognição e Linguagem) - Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (UENF), Campos dos Goytacazes, 2025.https://repositorio.ifes.edu.br/handle/123456789/636631033016011P8A pesquisa “A Magia do Ngoma - Ecos, Saberes e Tradições Afrodiáspóricas nas Rodas de Caxambu” emerge da análise do caxambu, expressão do patrimônio cultural negro no Brasil. Reconhecido como rito performativo afro-brasileiro que integra, de forma interrelacional, a musicalidade dos tambores, a palavra lançada na roda, os corpos em movimento e uma performance cultural encarnada. O caxambu transcende a lógica cartesiana do conhecimento, mobilizando saberes epistêmicos inscritos em um corpo vivo, potente e coletivo. Dialogando com teóricos do Sul Global, como Walter Mignolo, Catherine Walsh, Molefi Kete Asante, Sueli Carneiro, Muniz Sodré, Eduardo Oliveira, entre outros, o estudo denuncia o racismo epistêmico e estrutural persistente nas instituições de ensino brasileiras, perpetuado pela lógica monocultural e euro-usa-cêntrica. Nesse contexto, propõe pensar o campo epistemológico a partir do caxambu, tensionando as lógicas estruturantes da modernidade/colonialidade e reivindicando o protagonismo negro na produção de saberes e narrativas historicamente marginalizadas. No âmbito histórico-reflexivo, a tese apresenta a luta e a atuação do movimento negro em prol da cidadania plena de direitos para a população negra no Brasil, com destaque para a participação nas mudanças constitucionais de 1988. A pesquisa explora os avanços sociais e culturais que resultaram em mudanças sistêmicas na educação e na cultura brasileira, a partir do reconhecimento e da valorização da cultura afro-brasileira. São abordados, de forma concisa, os reflexos da alteração da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação, nº 9394/96), por meio da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatória a inclusão da história e cultura africana e afro-brasileira na educação básica. Esse marco representa um avanço significativo para o reconhecimento da contribuição da população negra na formação social e cultural do país. No campo cultural, a pesquisa explora o reconhecimento e a revalidação do Jongo do Sudeste como bem cultural de natureza imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Essa análise estimula o debate sobre a importância dos saberes afrodiaspóricos na cultura brasileira e suas possibilidades epistêmicas no contexto educacional. Assim, de forma insurgente, a pesquisa recorre a metodologias decoloniais e investe em abordagens fundamentadas no "fazer com, em diferença", através da parceria com três grupos caxambuzeiros capixabas: Caxambu da Santa Cruz, Caxambu Alegria de Viver e Caxambu do Horizonte. A análise discute os saberes afrodiaspóricos presentes no ngoma caxambuzeiro, abordando também os desafios vividos pelos grupos culturais, no enfrentamento ao racismo estrutural e aos preconceitos contra práticas culturais afro-brasileiras no ambiente escolar. Em uma abordagem afrocêntrica, e intercultural a pesquisa defende práticas de ensino insurgentes, que enfrentem as estruturas racistas e epistemicidas presentes nos currículos, a partir da valorização dos saberes afro-brasileiros como elementos fundamentais na produção de um currículo diverso plural e inclusivo. Como ação prática, a tese propõe um livro infantojuvenil afroreferenciado e afrofantástico, desenvolvido de forma colaborativa com os grupos caxambuzeiros. Intitulado “A Magia do Ngoma: Ecos, Saberes e Tradições Afrodiáspóricas nas Rodas de Caxambu”, o livro conecta os elementos performativos do caxambu a valores filosóficos e ontológicos afrodiaspóricos que, se fazem presentes na cultura afro-brasileira. Assim, o impacto da tese transcende os limites da academia, desafiando as lógicas de exclusão epistêmica e propondo uma educação que reconheça e celebre as “novas velhas” epistemologias como saberes instituídos e de (r)existências. Ao explorar os saberes afrodiaspóricos presentes na expressão cultural caxambu, a pesquisa reivindica espaços de enunciação das culturas negras no Brasil em espaços de ensino e convida à reflexão e à transformação coletiva, na busca por novas formas de ser e estar no mundo.Campus de Alegre537 p.Cultura - CaxambuEducação - Educação antirracistaDecolonialidadeInterculturalidadeTradições afrodiaspóricasA magia do ngoma - ecos, saberes e tradições afrodiaspóricas nas rodas de caxambu: uma proposta de ação afrocêntrica para uma educação decolonial e antirracistainfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisCampos dos Goytacazes - RJPrograma de Pós Graduação em Cognição e Linguagem - UENFInterdisciplinar - Ensino de Humanidades, Artes e EducaçãoArtes, filosofia, Humanidadesinfo:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional do IFESinstname:Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES)instacron:IFEShttp://lattes.cnpq.br/19353811039145740009-0005-2368-4198Cognição e LinguagemORIGINALtesefinalizada-fichacatalografica-ata-livro.pdftesefinalizada-fichacatalografica-ata-livro.pdfTESE_ MAGIA_NGOMA_ECOS_SABERES_TRADIÇÕES_AFRODIASPÓRICAS_RODAS_CAXAMBUapplication/pdf58737997https://repositorio.ifes.edu.br/bitstreams/7eedcd5f-4d35-4693-821b-1cbd4200972b/downloadc8e992c38d908927cf8512cba8b17f46MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-8934https://repositorio.ifes.edu.br/bitstreams/7fab9aeb-ce18-4464-9cf3-47cbbfaf122e/downloadac7cb971050ed632be934da23d966924MD52falseAnonymousREADTEXTtesefinalizada-fichacatalografica-ata-livro.pdf.txttesefinalizada-fichacatalografica-ata-livro.pdf.txtExtracted texttext/plain1119922https://repositorio.ifes.edu.br/bitstreams/41d71cab-0502-4e7f-b874-40def8fadd1c/downloadeef97b66b7fd6a2b0539813d24b2c3acMD53falseAnonymousREADTHUMBNAILtesefinalizada-fichacatalografica-ata-livro.pdf.jpgtesefinalizada-fichacatalografica-ata-livro.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2932https://repositorio.ifes.edu.br/bitstreams/b5bb7f1f-ff96-443a-8588-0dced6c974bf/download87a8f47bfc7f36a9f7c735dc779db405MD54falseAnonymousREAD123456789/63662025-07-01T20:43:24.595Zopen.accessoai:repositorio.ifes.edu.br:123456789/6366https://repositorio.ifes.edu.brRepositório InstitucionalPUBhttps://repositorio.ifes.edu.br/server/oai/requestrepositorio@ifes.edu.bropendoar:2025-07-01T20:43:24Repositório Institucional do IFES - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES)falseQXV0b3JlcyBxdWUgc3VibWV0ZW0gYSBlc3RhIGNvbmZlcsOqbmNpYSBjb25jb3JkYW0gY29tIG9zIHNlZ3VpbnRlcyB0ZXJtb3M6CmEpIEF1dG9yZXMgbWFudMOpbSBvcyBkaXJlaXRvcyBhdXRvcmFpcyBzb2JyZSBvIHRyYWJhbGhvLCBwZXJtaXRpbmRvIMOgIGNvbmZlcsOqbmNpYSBjb2xvY8OhLWxvIHNvYiB1bWEgbGljZW7Dp2EgTGljZW7Dp2EgQ3JlYXRpdmUgQ29tbW9ucyBBdHRyaWJ1dGlvbiwgcXVlIHBlcm1pdGUgbGl2cmVtZW50ZSBhIG91dHJvcyBhY2Vzc2FyLCB1c2FyIGUgY29tcGFydGlsaGFyIG8gdHJhYmFsaG8gY29tIG8gY3LDqWRpdG8gZGUgYXV0b3JpYSBlIGFwcmVzZW50YcOnw6NvIGluaWNpYWwgbmVzdGEgY29uZmVyw6puY2lhLgpiKSBBdXRvcmVzIHBvZGVtIGFicmlyIG3Do28gZG9zIHRlcm1vcyBkYSBsaWNlbsOnYSBDQyBlIGRlZmluaXIgY29udHJhdG9zIGFkaWNpb25haXMgcGFyYSBhIGRpc3RyaWJ1acOnw6NvIG7Do28tZXhjbHVzaXZhIGUgc3Vic2Vxw7xlbnRlIHB1YmxpY2HDp8OjbyBkZXN0ZSB0cmFiYWxobyAoZXguOiBwdWJsaWNhciB1bWEgdmVyc8OjbyBhdHVhbGl6YWRhIGVtIHVtIHBlcmnDs2RpY28sIGRpc3BvbmliaWxpemFyIGVtIHJlcG9zaXTDs3JpbyBpbnN0aXR1Y2lvbmFsLCBvdSBwdWJsaWPDoS1sbyBlbSBsaXZybyksIGNvbSBvIGNyw6lkaXRvIGRlIGF1dG9yaWEgZSBhcHJlc2VudGHDp8OjbyBpbmljaWFsIG5lc3RhIGNvbmZlcsOqbmNpYS4KYykgQWzDqW0gZGlzc28sIGF1dG9yZXMgc8OjbyBpbmNlbnRpdmFkb3MgYSBwdWJsaWNhciBlIGNvbXBhcnRpbGhhciBzZXVzIHRyYWJhbGhvcyBvbmxpbmUgKGV4LjogZW0gcmVwb3NpdMOzcmlvIGluc3RpdHVjaW9uYWwgb3UgZW0gc3VhIHDDoWdpbmEgcGVzc29hbCkgYSBxdWFscXVlciBtb21lbnRvIGFudGVzIGUgZGVwb2lzIGRhIGNvbmZlcsOqCg== |
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A pesquisa “A Magia do Ngoma - Ecos, Saberes e Tradições Afrodiáspóricas nas Rodas de Caxambu” emerge da análise do caxambu, expressão do patrimônio cultural negro no Brasil. Reconhecido como rito performativo afro-brasileiro que integra, de forma interrelacional, a musicalidade dos tambores, a palavra lançada na roda, os corpos em movimento e uma performance cultural encarnada. O caxambu transcende a lógica cartesiana do conhecimento, mobilizando saberes epistêmicos inscritos em um corpo vivo, potente e coletivo. Dialogando com teóricos do Sul Global, como Walter Mignolo, Catherine Walsh, Molefi Kete Asante, Sueli Carneiro, Muniz Sodré, Eduardo Oliveira, entre outros, o estudo denuncia o racismo epistêmico e estrutural persistente nas instituições de ensino brasileiras, perpetuado pela lógica monocultural e euro-usa-cêntrica. Nesse contexto, propõe pensar o campo epistemológico a partir do caxambu, tensionando as lógicas estruturantes da modernidade/colonialidade e reivindicando o protagonismo negro na produção de saberes e narrativas historicamente marginalizadas. No âmbito histórico-reflexivo, a tese apresenta a luta e a atuação do movimento negro em prol da cidadania plena de direitos para a população negra no Brasil, com destaque para a participação nas mudanças constitucionais de 1988. A pesquisa explora os avanços sociais e culturais que resultaram em mudanças sistêmicas na educação e na cultura brasileira, a partir do reconhecimento e da valorização da cultura afro-brasileira. São abordados, de forma concisa, os reflexos da alteração da LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação, nº 9394/96), por meio da Lei nº 10.639/2003, que tornou obrigatória a inclusão da história e cultura africana e afro-brasileira na educação básica. Esse marco representa um avanço significativo para o reconhecimento da contribuição da população negra na formação social e cultural do país. No campo cultural, a pesquisa explora o reconhecimento e a revalidação do Jongo do Sudeste como bem cultural de natureza imaterial pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Essa análise estimula o debate sobre a importância dos saberes afrodiaspóricos na cultura brasileira e suas possibilidades epistêmicas no contexto educacional. Assim, de forma insurgente, a pesquisa recorre a metodologias decoloniais e investe em abordagens fundamentadas no "fazer com, em diferença", através da parceria com três grupos caxambuzeiros capixabas: Caxambu da Santa Cruz, Caxambu Alegria de Viver e Caxambu do Horizonte. A análise discute os saberes afrodiaspóricos presentes no ngoma caxambuzeiro, abordando também os desafios vividos pelos grupos culturais, no enfrentamento ao racismo estrutural e aos preconceitos contra práticas culturais afro-brasileiras no ambiente escolar. Em uma abordagem afrocêntrica, e intercultural a pesquisa defende práticas de ensino insurgentes, que enfrentem as estruturas racistas e epistemicidas presentes nos currículos, a partir da valorização dos saberes afro-brasileiros como elementos fundamentais na produção de um currículo diverso plural e inclusivo. Como ação prática, a tese propõe um livro infantojuvenil afroreferenciado e afrofantástico, desenvolvido de forma colaborativa com os grupos caxambuzeiros. Intitulado “A Magia do Ngoma: Ecos, Saberes e Tradições Afrodiáspóricas nas Rodas de Caxambu”, o livro conecta os elementos performativos do caxambu a valores filosóficos e ontológicos afrodiaspóricos que, se fazem presentes na cultura afro-brasileira. Assim, o impacto da tese transcende os limites da academia, desafiando as lógicas de exclusão epistêmica e propondo uma educação que reconheça e celebre as “novas velhas” epistemologias como saberes instituídos e de (r)existências. Ao explorar os saberes afrodiaspóricos presentes na expressão cultural caxambu, a pesquisa reivindica espaços de enunciação das culturas negras no Brasil em espaços de ensino e convida à reflexão e à transformação coletiva, na busca por novas formas de ser e estar no mundo. |
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