Efeito da estrutura do ambiente e da fragmentação florestal no uso do habitat por tatus (Xenarthra: Dasypodidae) na Amazônia Central
| Ano de defesa: | 2004 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Ecologia
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Link de acesso: | https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/12056 |
Resumo: | O principal grupo de mamíferos escavadores da floresta Amazônica são os tatus. As tocas que esses organismos constroem afetam as condições físicas do solo e estão envolvidas em processos ecológicos, já que são usadas como refúgio por outros animais. As espécies de tatus registradas na Amazônia Central (Cabassous unicinctus, Dasypus novemcinctus, D. kappleri e Priodontes maximus) também são utilizadas como fonte de alimento por populações humanas e servem como reservatórios de parasitas causadores de importantes doenças tropicais. Pouco se conhece sobre a influência das características ambientais na escolha do local para construção de tocas por tatus. Considerando a carência de informação sobre o grupo, a sua importância ecológica e a forte pressão que seu habitat sofre com o processo de fragmentação, é fundamental investigar como os tatus respondem às condições naturais e modificadas da paisagem. Utilizando as tocas como fonte de informação, este trabalho determinou o efeito de características ambientais e da fragmentação no uso de habitat por tatus. Observou-se que as áreas baixas e inclinadas foram usadas de maneira preferencial por esses animais para construir suas tocas. Buracos deixados pelas raízes das árvores caídas foram também utilizados para fundar seus refúgios. A biomassa vegetal afetou negativamente o uso de habitat, enquanto que a granulometria do solo não teve nenhum efeito. As mudanças na cobertura de floresta primária não influenciaram a densidade, fundação nem a ativação de tocas, sugerindo que a matriz é permeável e permite o deslocamento dos tatus. Contudo, essas mudanças na paisagem influenciaram a manutenção de tocas ativas, demonstrando um efeito na permanência destes animais em áreas com baixa cobertura florestal. Assim, indicamos a importância de preservar a conectividade florestal nas áreas de entorno dos fragmentos para manter populações viáveis destes organismos. Conservar a mata ciliar também é fundamental para proteger as populações de tatus, uma vez que ajuda a preservar as áreas que apresentam maior densidade de tocas. |
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