Comparação osteológica nas espécies do gênero Sotalia Gray, 1866 no Brasil (Cetacea, elphinidae)
| Ano de defesa: | 2006 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPA
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| Programa de Pós-Graduação: |
Biologia de Água Doce e Pesca Interior - BADPI
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Link de acesso: | https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/11260 http://lattes.cnpq.br/7350250669453858 |
Resumo: | Recentemente, foram reconhecidas duas espécies para o gênero Sotalia: S. fluviatilis (Gervais, 1853), com ocorrência na bacia amazônica e S. guianensis (van Bénéden, 1864), com uma distribuição que vai desde Santa Catarina (Florianópolis) (27°35’S e 48°34’W) até Honduras (15°58’ N e 85°42’ W). Visando buscar mais subsídios que corroborem com a separação das duas espécies, bem como uma caracterização morfológica, foi realizado um trabalho osteológico comparativo entre os exemplares marinhos (dos estados do AP, PA, CE e SC) e fluviais (AM) em relação a caracteres métricos (crânio, mandíbula, escápula, nadadeira peitoral e esterno) e não-métricos (crânio, mandíbula e vértebras cervicais). Na análise dos caracteres não-métricos, foi observada uma maior porcentagem de ocorrência de fenestras na região occipital (65,9%) e de costelas cervicais (87,09%) na espécie fluvial. A forma do vômer em cálice invertido foi mais freqüente na espécie fluvial (56,76%), seguida da forma intermediária (32,43%) e paralela (10,81%). A forma do vômer paralela foi mais freqüente na espécie marinha (65,79% a 76,19%). Em relação ao forame lacerado anterior, foi observado que a forma aberta/alongada é mais comum na espécie fluvial (87,80%). Na espécie marinha, a maioria dos exemplares apresenta este forame dividido por uma projeção em forma de espinho (72% a 97,67%). A localização do forame hipoglossal visível ventralmente foi mais observada em S. guianensis (88% a 97,77%), enquanto que em S. fluviatilis, a maioria dos exemplares (86,67%) apresentou este forame deslocado internamente à sutura do basioccipital, não podendo ser observado em vista ventral. A análise morfométrica (Análise de Variáveis Canônicas) mostrou uma nítida separação entre as duas espécies em relação ao crânio e pós-crânio. A espécie marinha apresentou o crânio proporcionalmente mais largo do que a espécie fluvial. Os nasais se apresentaram mais estreitos e a distância do extremo do rostro à base do nasal foi maior na espécie fluvial. A mandíbula não diferiu morfologicamente entre as espécies. O número de alvéolos não variou entre as espécies e sim entre as amostras. Os ossos da nadadeira peitoral e a cavidade glenóide apresentaram-se proporcionalmente mais largos na espécie fluvial. O esterno, ao contrário, apresentou-se menor nesta espécie em relação à largura máxima do manúbrio, mas esta estrutura merece uma análise mais detalhada. |
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Fettuccia, Daniela de CastroSilva, Vera Maria Ferreira da2020-02-13T18:21:54Z2020-02-13T18:21:54Z2006-03-17https://repositorio.inpa.gov.br/handle/1/11260http://lattes.cnpq.br/7350250669453858Recentemente, foram reconhecidas duas espécies para o gênero Sotalia: S. fluviatilis (Gervais, 1853), com ocorrência na bacia amazônica e S. guianensis (van Bénéden, 1864), com uma distribuição que vai desde Santa Catarina (Florianópolis) (27°35’S e 48°34’W) até Honduras (15°58’ N e 85°42’ W). Visando buscar mais subsídios que corroborem com a separação das duas espécies, bem como uma caracterização morfológica, foi realizado um trabalho osteológico comparativo entre os exemplares marinhos (dos estados do AP, PA, CE e SC) e fluviais (AM) em relação a caracteres métricos (crânio, mandíbula, escápula, nadadeira peitoral e esterno) e não-métricos (crânio, mandíbula e vértebras cervicais). Na análise dos caracteres não-métricos, foi observada uma maior porcentagem de ocorrência de fenestras na região occipital (65,9%) e de costelas cervicais (87,09%) na espécie fluvial. A forma do vômer em cálice invertido foi mais freqüente na espécie fluvial (56,76%), seguida da forma intermediária (32,43%) e paralela (10,81%). A forma do vômer paralela foi mais freqüente na espécie marinha (65,79% a 76,19%). Em relação ao forame lacerado anterior, foi observado que a forma aberta/alongada é mais comum na espécie fluvial (87,80%). Na espécie marinha, a maioria dos exemplares apresenta este forame dividido por uma projeção em forma de espinho (72% a 97,67%). A localização do forame hipoglossal visível ventralmente foi mais observada em S. guianensis (88% a 97,77%), enquanto que em S. fluviatilis, a maioria dos exemplares (86,67%) apresentou este forame deslocado internamente à sutura do basioccipital, não podendo ser observado em vista ventral. A análise morfométrica (Análise de Variáveis Canônicas) mostrou uma nítida separação entre as duas espécies em relação ao crânio e pós-crânio. A espécie marinha apresentou o crânio proporcionalmente mais largo do que a espécie fluvial. Os nasais se apresentaram mais estreitos e a distância do extremo do rostro à base do nasal foi maior na espécie fluvial. A mandíbula não diferiu morfologicamente entre as espécies. O número de alvéolos não variou entre as espécies e sim entre as amostras. Os ossos da nadadeira peitoral e a cavidade glenóide apresentaram-se proporcionalmente mais largos na espécie fluvial. O esterno, ao contrário, apresentou-se menor nesta espécie em relação à largura máxima do manúbrio, mas esta estrutura merece uma análise mais detalhada.Two species have been recently recognized as distinct for the genus Sotalia: S. fluviatilis (Gervais, 1853), occurring in the Amazonian basin, and S. guianensis (van Bénéden, 1864), occurring from Santa Catarina (Florianópolis) (27°35’S and 48°34’W) to Honduras (15°58’ N and 85°42’ W). This study seeks to find information to sustain the separation of distinct species as well as a morphological characterization. A comparative osteological work was performed among marine samples (from the states of AP, PA, CE e SC) and riverine samples (AM) in relation to metric (skull, mandible, scapula, pectoral fin and sternum) and non-metrical characters (skull, mandible and cervical vertebrae). For the non-metrical characters analysis, there was a higher percentage of occurrence of fenestrae in the occipital region (65,9%) and cervical ribs (87,09%) in the fluvial species. The inverted goblet shape of the vomer was more frequent in the fluvial species (56,76%), followed by the intermediate (32,43%) and parallel shape (10,81%). The parallel vomer was more frequent in the marine species (65,79% to 76,19%). In relation to the lacerate anterior foramen, it was observed that an open/elongated shape is more common in the fluvial species (87,80%). Most samples in the marine species present this foramen divided in by a spike shaped projection (72% to 97,67%). The ventrally visible location of the hypoglossal foramen was observed more often in S. guianensis (88% to 97,77%), while in S. fluviatilis, most samples (86,67%) presented this foramen internally displaced to the basioccipital suture, and not visible in ventral view. There was a clear separation of two species in relation to skull and postcranial skeleton in the morphometrical analysis (Canonical Variable Analysis) presented. Proportionally, the marine species presented a wider skull than the fluvial species. The nasals were thinner and there was a bigger distance to the tip of the rostrum to the base of nasal in the fluvial species. The mandible did not present morphologial difference among species. The number of alveoli did not vary among species but did so among samples. The pectoral fin and scapula’s glenoid cavity were proportionally wider in the fluvial species. The sternum, however, was smaller in this species in relation to the maximum width of the manubrium. Nevertheless, this structure still needs to be better studied.porInstituto Nacional de Pesquisas da Amazônia - INPABiologia de Água Doce e Pesca Interior - BADPIAttribution-NonCommercial-NoDerivs 3.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/3.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessMorfometriaSotalia GraySotaliaCetaceaComparação osteológica nas espécies do gênero Sotalia Gray, 1866 no Brasil (Cetacea, elphinidae)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional do INPAinstname:Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)instacron:INPATEXTDissertação pdf Daniela Fettuccia.pdf.txtDissertação pdf Daniela Fettuccia.pdf.txtExtracted texttext/plain176712https://repositorio.inpa.gov.br/bitstream/1/11260/2/Disserta%c3%a7%c3%a3o%20pdf%20Daniela%20Fettuccia.pdf.txte2f2e589527532a67c337aad7470ca6bMD52THUMBNAILDissertação pdf Daniela Fettuccia.pdf.jpgDissertação pdf Daniela Fettuccia.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1296https://repositorio.inpa.gov.br/bitstream/1/11260/3/Disserta%c3%a7%c3%a3o%20pdf%20Daniela%20Fettuccia.pdf.jpgc249edd7a09a4cbcaa2ca340e49644c1MD53ORIGINALDissertação pdf Daniela Fettuccia.pdfDissertação pdf Daniela Fettuccia.pdfapplication/pdf3999431https://repositorio.inpa.gov.br/bitstream/1/11260/1/Disserta%c3%a7%c3%a3o%20pdf%20Daniela%20Fettuccia.pdf6ee4bf3169d41526e363b437148b468aMD511/112602020-03-10 15:29:48.213oai:repositorio:1/11260Repositório de PublicaçõesPUBhttps://repositorio.inpa.gov.br/oai/requestopendoar:2020-03-10T19:29:48Repositório Institucional do INPA - Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA)false |
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Recentemente, foram reconhecidas duas espécies para o gênero Sotalia: S. fluviatilis (Gervais, 1853), com ocorrência na bacia amazônica e S. guianensis (van Bénéden, 1864), com uma distribuição que vai desde Santa Catarina (Florianópolis) (27°35’S e 48°34’W) até Honduras (15°58’ N e 85°42’ W). Visando buscar mais subsídios que corroborem com a separação das duas espécies, bem como uma caracterização morfológica, foi realizado um trabalho osteológico comparativo entre os exemplares marinhos (dos estados do AP, PA, CE e SC) e fluviais (AM) em relação a caracteres métricos (crânio, mandíbula, escápula, nadadeira peitoral e esterno) e não-métricos (crânio, mandíbula e vértebras cervicais). Na análise dos caracteres não-métricos, foi observada uma maior porcentagem de ocorrência de fenestras na região occipital (65,9%) e de costelas cervicais (87,09%) na espécie fluvial. A forma do vômer em cálice invertido foi mais freqüente na espécie fluvial (56,76%), seguida da forma intermediária (32,43%) e paralela (10,81%). A forma do vômer paralela foi mais freqüente na espécie marinha (65,79% a 76,19%). Em relação ao forame lacerado anterior, foi observado que a forma aberta/alongada é mais comum na espécie fluvial (87,80%). Na espécie marinha, a maioria dos exemplares apresenta este forame dividido por uma projeção em forma de espinho (72% a 97,67%). A localização do forame hipoglossal visível ventralmente foi mais observada em S. guianensis (88% a 97,77%), enquanto que em S. fluviatilis, a maioria dos exemplares (86,67%) apresentou este forame deslocado internamente à sutura do basioccipital, não podendo ser observado em vista ventral. A análise morfométrica (Análise de Variáveis Canônicas) mostrou uma nítida separação entre as duas espécies em relação ao crânio e pós-crânio. A espécie marinha apresentou o crânio proporcionalmente mais largo do que a espécie fluvial. Os nasais se apresentaram mais estreitos e a distância do extremo do rostro à base do nasal foi maior na espécie fluvial. A mandíbula não diferiu morfologicamente entre as espécies. O número de alvéolos não variou entre as espécies e sim entre as amostras. Os ossos da nadadeira peitoral e a cavidade glenóide apresentaram-se proporcionalmente mais largos na espécie fluvial. O esterno, ao contrário, apresentou-se menor nesta espécie em relação à largura máxima do manúbrio, mas esta estrutura merece uma análise mais detalhada. |
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