O uso de derivativos para gestão de riscos reduz o custo de capital próprio das empresas? Uma análise para o mercado brasileiro durante o período de 2014 a 2023
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.insper.edu.br/handle/11224/7291 |
Resumo: | Este estudo investiga o impacto do uso de derivativos no custo de capital próprio de empresas brasileiras não financeiras, no período de 2014 a 2023. Motivado pelo crescimento do mercado de derivativos no Brasil e pela relevância das políticas de gestão de riscos, o trabalho busca avaliar se a prática de hedging, amplamente adotada em mercados globais, também proporciona redução do custo de capital no contexto brasileiro. Com base em uma amostra de 197 empresas e utilizando uma abordagem econométrica de painel dinâmico via GMM, o estudo não encontra evidências estatisticamente significativas de que o uso de derivativos diminua o custo de capital próprio no Brasil. Essa conclusão contrasta com os resultados observados em economias desenvolvidas, sugerindo que, em mercados emergentes caracterizados por alta volatilidade macroeconômica e financeira, os derivativos podem não ser suficientemente eficazes para mitigar os riscos percebidos pelos investidores. No Brasil, fatores como a percepção elevada de risco, alimentada por incertezas políticas e econômicas, e a falta de padronização na divulgação de informações sobre políticas de hedge podem limitar os benefícios dessa prática na redução do prêmio de risco exigido pelos investidores. Além disso, a pesquisa corrobora estudos realizados em outros mercados emergentes, como Malásia e África do Sul, destacando possíveis diferenças estruturais nos benefícios do hedging entre economias desenvolvidas e emergentes, onde o contexto econômico e institucional pode desempenhar um papel determinante na efetividade das estratégias de gestão de risco. |
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O uso de derivativos para gestão de riscos reduz o custo de capital próprio das empresas? Uma análise para o mercado brasileiro durante o período de 2014 a 2023DerivativosGestão de RiscoCusto de CapitalBrasilDerivativesRisk ManagementCost of CapitalBrazilEste estudo investiga o impacto do uso de derivativos no custo de capital próprio de empresas brasileiras não financeiras, no período de 2014 a 2023. Motivado pelo crescimento do mercado de derivativos no Brasil e pela relevância das políticas de gestão de riscos, o trabalho busca avaliar se a prática de hedging, amplamente adotada em mercados globais, também proporciona redução do custo de capital no contexto brasileiro. Com base em uma amostra de 197 empresas e utilizando uma abordagem econométrica de painel dinâmico via GMM, o estudo não encontra evidências estatisticamente significativas de que o uso de derivativos diminua o custo de capital próprio no Brasil. Essa conclusão contrasta com os resultados observados em economias desenvolvidas, sugerindo que, em mercados emergentes caracterizados por alta volatilidade macroeconômica e financeira, os derivativos podem não ser suficientemente eficazes para mitigar os riscos percebidos pelos investidores. No Brasil, fatores como a percepção elevada de risco, alimentada por incertezas políticas e econômicas, e a falta de padronização na divulgação de informações sobre políticas de hedge podem limitar os benefícios dessa prática na redução do prêmio de risco exigido pelos investidores. Além disso, a pesquisa corrobora estudos realizados em outros mercados emergentes, como Malásia e África do Sul, destacando possíveis diferenças estruturais nos benefícios do hedging entre economias desenvolvidas e emergentes, onde o contexto econômico e institucional pode desempenhar um papel determinante na efetividade das estratégias de gestão de risco.This study investigates the impact of derivative use on the cost of equity capital for Brazilian non-financial companies from 2014 to 2023. Motivated by the growth of the derivatives market in Brazil and the relevance of risk management policies, the research seeks to evaluate whether hedging practices, widely adopted in global markets, also lead to a reduction in the cost of capital in the Brazilian context. Based on a sample of 197 companies and employing a dynamic panel econometric approach via GMM, the study finds no statistically significant evidence that the use of derivatives reduces the cost of equity capital in Brazil. This conclusion contrasts with results observed in developed economies, suggesting that in emerging markets characterized by high macroeconomic and financial volatility, derivatives may not be sufficiently effective in mitigating risks perceived by investors. In Brazil, factors such as heightened risk perception, driven by political and economic uncertainties, and the lack of standardization in the disclosure of hedging policies may limit the benefits of this practice in reducing the risk premium required by investors. Furthermore, the research aligns with studies conducted in other emerging markets, such as Malaysia and South Africa, highlighting potential structural differences in the benefits of hedging between developed and emerging economies, where the economic and institutional context may play a crucial role in the effectiveness of risk management strategies.ADRIANA BRUSCATO BORTOLUZZOCoiro, Rafael SoaresCoiro, Rafael Soares2025-01-27T20:59:55Z2025-01-27T20:59:55Z2024info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisDigital48 p.application/pdfhttps://repositorio.insper.edu.br/handle/11224/7291porreponame:Repositório Institucional da INSPERinstname:Instituição de Ensino Superior e de Pesquisa (INSPER)instacron:INSPERinfo:eu-repo/semantics/openAccess2025-06-12T13:36:05Zoai:repositorio.insper.edu.br:11224/7291Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://www.insper.edu.br/biblioteca-telles/PRIhttps://repositorio.insper.edu.br/oai/requestbiblioteca@insper.edu.br || conteudobiblioteca@insper.edu.bropendoar:2025-06-12T13:36:05Repositório Institucional da INSPER - Instituição de Ensino Superior e de Pesquisa (INSPER)false |
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Este estudo investiga o impacto do uso de derivativos no custo de capital próprio de empresas brasileiras não financeiras, no período de 2014 a 2023. Motivado pelo crescimento do mercado de derivativos no Brasil e pela relevância das políticas de gestão de riscos, o trabalho busca avaliar se a prática de hedging, amplamente adotada em mercados globais, também proporciona redução do custo de capital no contexto brasileiro. Com base em uma amostra de 197 empresas e utilizando uma abordagem econométrica de painel dinâmico via GMM, o estudo não encontra evidências estatisticamente significativas de que o uso de derivativos diminua o custo de capital próprio no Brasil. Essa conclusão contrasta com os resultados observados em economias desenvolvidas, sugerindo que, em mercados emergentes caracterizados por alta volatilidade macroeconômica e financeira, os derivativos podem não ser suficientemente eficazes para mitigar os riscos percebidos pelos investidores. No Brasil, fatores como a percepção elevada de risco, alimentada por incertezas políticas e econômicas, e a falta de padronização na divulgação de informações sobre políticas de hedge podem limitar os benefícios dessa prática na redução do prêmio de risco exigido pelos investidores. Além disso, a pesquisa corrobora estudos realizados em outros mercados emergentes, como Malásia e África do Sul, destacando possíveis diferenças estruturais nos benefícios do hedging entre economias desenvolvidas e emergentes, onde o contexto econômico e institucional pode desempenhar um papel determinante na efetividade das estratégias de gestão de risco. |
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