Valor agregado pelo orçamento: Como as empresas endereçam as principais críticas ao orçamento tradicional
| Ano de defesa: | 2021 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| Departamento: |
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.insper.edu.br/handle/11224/5703 |
Resumo: | O orçamento é a ferramenta central do planejamento das empresas. Ao longo das décadas, ele passou a ser a ser usado simultaneamente para fins de definição de metas de desempenho, além da alocação de recursos . No entanto, a primazia das medidas contábeis de desempenho passou a ser criticada, pela incapacidade de apurar todas as dimensões de desempenho e por comportamentos disfuncionais causados pelo uso de metas fixas agressivas. Novas metodologias trouxeram melhorias em pontos específicos, como na apuração de custos e no uso de indicadores não financeiros, mas que não tocavam no ponto crucial dos conflitos de interesse. Essas críticas foram endereçadas pela metodologia que ficou conhecida como Beyond Budgeting, e que, entre outras coisas, defendia a substituição do orçamento por outros componentes, como custeio ABC, rolling forecast e indicadores do Balanced Scorecard, além do abandono do orçamento para fins de metas de desempenho. Apesar da perspectiva de uma mudança revolucionária, pesquisas realizadas na década de 2010 observaram um pequeno número de conversões completas à nova metodologia. Esta dissertação procura responder, no caso do Brasil, à seguinte questão de pesquisa: Como as empresas avaliam a agregação de valor do orçamento à sua gestão e como respondem às principais críticas da abordagem tradicional do orçamento?. Para tal, foi adotado o uso de métodos mistos. Noventa empresas de vários perfis responderam, numa primeira fase de pesquisa, a um questionário, e numa segunda fase, quatorze delas participaram de entrevistas semiestruturadas. Os resultados mostram que as empresas no Brasil avaliam bem o orçamento, apesar de manterem o uso tradicional de ciclos anuais e o uso simultâneo para gestão de desempenho. O uso de sistemas integrados, de um modelo que combina o planejamento estratégico e o monitoramento com indicadores não-financeiros e os relacionamentos de confiança entre executivos e acionistas foram os principais fatores da boa avaliação. A dissertação contribui para a teoria apresentando como as empresas da amostra conseguem conciliar atributos do orçamento tradicional e do Beyond Budgeting, o que pode servir de base para uma futura teorização. Ela contribui para a prática, ao exemplificar a utilização do orçamento e como empresas lidaram com as principais críticas ao processo tradicional, contando com a informação da pesquisa quantitativa enriquecida pela fase qualitativa. |
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Valor agregado pelo orçamento: Como as empresas endereçam as principais críticas ao orçamento tradicionalOrçamentoPlanejamento FinanceiroControle GerencialEstratégiaBudgetFinancial PlanningManagement ControlStrategyO orçamento é a ferramenta central do planejamento das empresas. Ao longo das décadas, ele passou a ser a ser usado simultaneamente para fins de definição de metas de desempenho, além da alocação de recursos . No entanto, a primazia das medidas contábeis de desempenho passou a ser criticada, pela incapacidade de apurar todas as dimensões de desempenho e por comportamentos disfuncionais causados pelo uso de metas fixas agressivas. Novas metodologias trouxeram melhorias em pontos específicos, como na apuração de custos e no uso de indicadores não financeiros, mas que não tocavam no ponto crucial dos conflitos de interesse. Essas críticas foram endereçadas pela metodologia que ficou conhecida como Beyond Budgeting, e que, entre outras coisas, defendia a substituição do orçamento por outros componentes, como custeio ABC, rolling forecast e indicadores do Balanced Scorecard, além do abandono do orçamento para fins de metas de desempenho. Apesar da perspectiva de uma mudança revolucionária, pesquisas realizadas na década de 2010 observaram um pequeno número de conversões completas à nova metodologia. Esta dissertação procura responder, no caso do Brasil, à seguinte questão de pesquisa: Como as empresas avaliam a agregação de valor do orçamento à sua gestão e como respondem às principais críticas da abordagem tradicional do orçamento?. Para tal, foi adotado o uso de métodos mistos. Noventa empresas de vários perfis responderam, numa primeira fase de pesquisa, a um questionário, e numa segunda fase, quatorze delas participaram de entrevistas semiestruturadas. Os resultados mostram que as empresas no Brasil avaliam bem o orçamento, apesar de manterem o uso tradicional de ciclos anuais e o uso simultâneo para gestão de desempenho. O uso de sistemas integrados, de um modelo que combina o planejamento estratégico e o monitoramento com indicadores não-financeiros e os relacionamentos de confiança entre executivos e acionistas foram os principais fatores da boa avaliação. A dissertação contribui para a teoria apresentando como as empresas da amostra conseguem conciliar atributos do orçamento tradicional e do Beyond Budgeting, o que pode servir de base para uma futura teorização. Ela contribui para a prática, ao exemplificar a utilização do orçamento e como empresas lidaram com as principais críticas ao processo tradicional, contando com a informação da pesquisa quantitativa enriquecida pela fase qualitativa.The budget is the primary planning tool for companies. Over the decades, it came to be used simultaneously for the purposes of setting performance goals, in addition to allocating resources. However, the primacy of accounting measures of performance came to be criticized for the inability to scrutinize all dimensions of performance and for dysfunctional behaviors caused by the use of aggressive fixed goals. New methodologies brought improvements in specific points, such as the calculation of costs and the use of non-financial indicators, but they did not touch the crucial point of conflicts of interest. These criticisms were addressed by the methodology that became known as Beyond Budgeting, and which, among other things, advocated replacing the budget with other components, such as ABC costing, rolling forecast and Balanced Scorecard indicators, in addition to abandoning the budget for the purposes of performance targets. Despite the prospect of a revolutionary change, surveys conducted in the 2010s observed a small number of complete conversions to the new methodology. This dissertation seeks to answer, in the case of Brazil, the following research question: How do companies assess the value added of budgets to their management and how do they respond to the main criticisms of the traditional budget approach? To this end, the use of mixed methods was adopted. Ninety companies of various profiles responded, in a first phase of research, to a questionnaire, and in a second phase, fourteen of them participated in semi-structured interviews. The results show that companies in Brazil evaluate the budget well, despite maintaining the traditional use of annual cycles and simultaneous use for performance management. The use of integrated systems, a model that combines strategic planning and monitoring with non-financial indicators and trusting relationships between executives and shareholders were the main factors in the good assessment. The dissertation contributes to the theory by presenting how the companies in the sample manage to reconcile attributes of traditional budgeting and Beyond Budgeting, which can serve as a basis for future theorization. It contributes to the practice, by exemplifying the use of the budget and how companies dealt with the main criticisms of the traditional process, relying on information from the quantitative research enriched by the qualitative phase.MestradoPossui sumário ExecutivoLUIZ FRANCISCO MODENESE VIEIRARamos, Carla Sofia Dias MoreiraFerreira, Alberto Rodrigues PintoFerreira, Alberto Rodrigues Pinto2023-06-07T14:31:00Z2023-06-07T14:31:00Z2021info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis123 p.Digitalapplication/pdfhttps://repositorio.insper.edu.br/handle/11224/5703PortuguêsporBrasilSão PauloTODOS OS DOCUMENTOS DESTA COLEÇÃO PODEM SER ACESSADOS, MANTENDO-SE OS DIREITOS DOS AUTORES PELA CITAÇÃO DA ORIGEMinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Repositório Institucional da INSPERinstname:Instituição de Ensino Superior e de Pesquisa (INSPER)instacron:INSPER2025-06-12T13:07:25Zoai:repositorio.insper.edu.br:11224/5703Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://www.insper.edu.br/biblioteca-telles/PRIhttps://repositorio.insper.edu.br/oai/requestbiblioteca@insper.edu.br || conteudobiblioteca@insper.edu.bropendoar:2025-06-12T13:07:25Repositório Institucional da INSPER - Instituição de Ensino Superior e de Pesquisa (INSPER)false |
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O orçamento é a ferramenta central do planejamento das empresas. Ao longo das décadas, ele passou a ser a ser usado simultaneamente para fins de definição de metas de desempenho, além da alocação de recursos . No entanto, a primazia das medidas contábeis de desempenho passou a ser criticada, pela incapacidade de apurar todas as dimensões de desempenho e por comportamentos disfuncionais causados pelo uso de metas fixas agressivas. Novas metodologias trouxeram melhorias em pontos específicos, como na apuração de custos e no uso de indicadores não financeiros, mas que não tocavam no ponto crucial dos conflitos de interesse. Essas críticas foram endereçadas pela metodologia que ficou conhecida como Beyond Budgeting, e que, entre outras coisas, defendia a substituição do orçamento por outros componentes, como custeio ABC, rolling forecast e indicadores do Balanced Scorecard, além do abandono do orçamento para fins de metas de desempenho. Apesar da perspectiva de uma mudança revolucionária, pesquisas realizadas na década de 2010 observaram um pequeno número de conversões completas à nova metodologia. Esta dissertação procura responder, no caso do Brasil, à seguinte questão de pesquisa: Como as empresas avaliam a agregação de valor do orçamento à sua gestão e como respondem às principais críticas da abordagem tradicional do orçamento?. Para tal, foi adotado o uso de métodos mistos. Noventa empresas de vários perfis responderam, numa primeira fase de pesquisa, a um questionário, e numa segunda fase, quatorze delas participaram de entrevistas semiestruturadas. Os resultados mostram que as empresas no Brasil avaliam bem o orçamento, apesar de manterem o uso tradicional de ciclos anuais e o uso simultâneo para gestão de desempenho. O uso de sistemas integrados, de um modelo que combina o planejamento estratégico e o monitoramento com indicadores não-financeiros e os relacionamentos de confiança entre executivos e acionistas foram os principais fatores da boa avaliação. A dissertação contribui para a teoria apresentando como as empresas da amostra conseguem conciliar atributos do orçamento tradicional e do Beyond Budgeting, o que pode servir de base para uma futura teorização. Ela contribui para a prática, ao exemplificar a utilização do orçamento e como empresas lidaram com as principais críticas ao processo tradicional, contando com a informação da pesquisa quantitativa enriquecida pela fase qualitativa. |
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