PERSPECTIVAS PARA O EMPREGO DE PLANTAS MEDICINAIS DO CERRADO COMO RECURSO TERAPÊUTICO PARA TRATAMENTO DA HIPERTENSÃO
| Ano de defesa: | 2018 |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.pgsskroton.com//handle/123456789/31423 |
Resumo: | A hipertensão arterial é considerada uma doença crônica co-degenerativa de caráter multigênico e multifatorial, afeta mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo, o que pode ocasionar ataque cardíaco e acidente vascular cerebral. O controle da hipertensão é baseada em tratamento farmacológico e não-farmacológico, e há muito, as plantas medicinais estão entre os recursos do tratamento complementar da população brasileira nos seus cuidados com a saúde. Temática esta que contempla a linha de pesquisa em Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento Regional Sustentável. Com isto, objetivou-se avaliar a atividade anti-hipertensiva do extrato hidroalcóolico das folhas de Pouteria ramiflora e os efeitos de seus compostos. O extrato, obtido das folhas coletadas em Taboco, Mato Grosso do Sul, foi submetido a análise química. Com o perfil fitoquímico evidenciou como constituintes majoritários os compostos fenólicos (232,2 ± 0,96 mg g-1), flavonoides (101,5 ± 0,6 mg g-1) e as saponinas. Os ensaios com ratos Wistar (n=36), machos, com peso de 180g ± 20g, 35 dias ± 5 dias de idade, ocorreu após aprovação no Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUA) da Universidade Uniderp (Protocolo 3028/2017). Os animais foram organizados em seis grupos: G1= Sham (SH), n=6 (cirurgia fictícia); G2= Sham + veículo do extrato hidroalcoólico de P. ramiflora, (SH+V), n=6; G3= Sham + P. ramiflora (extrato hidroalcoólico, 20 mg por peso do rato) tratados por 14 dias (SH+P), n=6; G4= Hipertensão Renovascular (2R-1C), n=6; G5= 2R-1C + Extrato hidroalcoólico P. ramiflora, (2R-1C + P), n= 06 e G6= 2R1C + Veículo n=06. Após 6 semanas de indução da hipertensão e 14 dias de tratamento, por via oral, com extrato hidroalcoólico da P. ramiflora. A medida a pressão arterial, técnica de pletismografia de cauda, foi medida antes do início do tratamento e ao final do tratamento com a planta. Ao término do período experimental, a eutanásia foi realizada e dos marcadores bioquímicos renais a ureia e creatinina no soro não sofreram alteração nos grupos estudados. Foi observado um aumento significativo dos níveis de ácido úrico no grupo G5 (2R-1C + extrato da P. ramiflora) em relação aos demais grupos estudados. No estudo histopatológico de rins o grupo G5 apresentou glomérulos diminuídos de tamanho, com cápsula glomerular diminuída, esclerose dos tufo glomerular e perda da arquitetura, além de pontos de fibrose e calcificação e região tubular presença de cilindros hialinos no interior da luz tubular. Nas condições experimentais, foi demonstrado que o extrato extrato hidroalcoólico das folhas de Pouteria ramiflora em seu exercício fitomedicinal apresentou efeito de diminuição da pressão arterial média do grupo de animais 2R-1C, hipertensos e tratados, se comparado com o grupo hipertenso não tratado. |
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SANTOS, LUIZA CAMARGO RODRIGUES2021-03-29T12:29:39Z2021-03-29T12:29:39Z2018https://repositorio.pgsskroton.com//handle/123456789/31423A hipertensão arterial é considerada uma doença crônica co-degenerativa de caráter multigênico e multifatorial, afeta mais de um bilhão de pessoas em todo o mundo, o que pode ocasionar ataque cardíaco e acidente vascular cerebral. O controle da hipertensão é baseada em tratamento farmacológico e não-farmacológico, e há muito, as plantas medicinais estão entre os recursos do tratamento complementar da população brasileira nos seus cuidados com a saúde. Temática esta que contempla a linha de pesquisa em Sociedade, Ambiente e Desenvolvimento Regional Sustentável. Com isto, objetivou-se avaliar a atividade anti-hipertensiva do extrato hidroalcóolico das folhas de Pouteria ramiflora e os efeitos de seus compostos. O extrato, obtido das folhas coletadas em Taboco, Mato Grosso do Sul, foi submetido a análise química. Com o perfil fitoquímico evidenciou como constituintes majoritários os compostos fenólicos (232,2 ± 0,96 mg g-1), flavonoides (101,5 ± 0,6 mg g-1) e as saponinas. Os ensaios com ratos Wistar (n=36), machos, com peso de 180g ± 20g, 35 dias ± 5 dias de idade, ocorreu após aprovação no Comitê de Ética no Uso de Animais (CEUA) da Universidade Uniderp (Protocolo 3028/2017). Os animais foram organizados em seis grupos: G1= Sham (SH), n=6 (cirurgia fictícia); G2= Sham + veículo do extrato hidroalcoólico de P. ramiflora, (SH+V), n=6; G3= Sham + P. ramiflora (extrato hidroalcoólico, 20 mg por peso do rato) tratados por 14 dias (SH+P), n=6; G4= Hipertensão Renovascular (2R-1C), n=6; G5= 2R-1C + Extrato hidroalcoólico P. ramiflora, (2R-1C + P), n= 06 e G6= 2R1C + Veículo n=06. Após 6 semanas de indução da hipertensão e 14 dias de tratamento, por via oral, com extrato hidroalcoólico da P. ramiflora. A medida a pressão arterial, técnica de pletismografia de cauda, foi medida antes do início do tratamento e ao final do tratamento com a planta. Ao término do período experimental, a eutanásia foi realizada e dos marcadores bioquímicos renais a ureia e creatinina no soro não sofreram alteração nos grupos estudados. Foi observado um aumento significativo dos níveis de ácido úrico no grupo G5 (2R-1C + extrato da P. ramiflora) em relação aos demais grupos estudados. No estudo histopatológico de rins o grupo G5 apresentou glomérulos diminuídos de tamanho, com cápsula glomerular diminuída, esclerose dos tufo glomerular e perda da arquitetura, além de pontos de fibrose e calcificação e região tubular presença de cilindros hialinos no interior da luz tubular. 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