A EVOLUÇÃO DA ESTRATÉGIA NAVAL DA ÍNDIA ENTRE 2010 E 2023: Um estudo sob a ótica das marinhas “modernas” e “pós-modernas”
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Escola de Guerra Naval (EGN)
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.repositorio.mar.mil.br/handle/ripcmb/846818 |
Resumo: | O objetivo desta dissertação é responder como se sucedeu a evolução da estratégia naval da Índia, no período de 2010 a 2023, sob a ótica de Geoffrey Till, no que tange ao papel das marinhas no século XXI. Empregando como referência os conceitos da teoria de Till sobre as missões das marinhas “modernas” e “pós-modernas”, adotou-se o confronto entre a citada teoria e a realidade da Força Naval indiana. A marinha “moderna” é caracterizada como competitiva, e busca adaptar as missões tradicionais para se contrapor às ameaças do corrente século. Em contrapartida, a marinha “pós-moderna” se dedica ao desenvolvimento de missões que busquem responder às ameaças de forma colaborativa. A fim de uma melhor compreensão das estratégias adotadas pela Marinha da Índia, foi contextualizado o ambiente do Indo-Pacífico; apresentados fatos históricos; e descritos os poderes nacionais, com ênfase no poder militar. Em seguida, analisou-se a evolução da estratégica indiana durante a Guerra Fria e a transição para o século XXI, para facilitar a assimilação da conjuntura atual. O confronto entre a teoria e as evidências, durante 2010 a 2023, contribui para identificar na missão de controle do mar um comportamento inicialmente competitivo, evoluindo para um comportamento colaborativo. Em relação à missão de dissuasão nuclear, a Índia alcançou a tríade nuclear, adotando características meramente de marinhas “modernas”. A Força Naval indiana mantém a capacidade de realizar as tradicionais operações anfíbias. No entanto, ultimamente utiliza também os seus meios anfíbios para desempenhar missões “pósmodernas”, como as expedicionárias e de ajuda humanitária. Os indianos são adeptos da inclusiva boa ordem do mar ao realizarem operações combinadas com países insulares do seu entorno oceânico e de países do Sudeste Asiático. Ainda, o país utiliza a diplomacia naval colaborativa como ferramenta política, ao visitar portos e realizar exercícios operativos com países aliados. O comportamento predominante no período analisado foi “pós-moderno”, porém a marinha mantém capacidades caracterizadas como “modernas”, em caso de degradação da colaboração internacional. Por fim, foram apresentadas implicações da pesquisa para a Marinha do Brasil. |
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A EVOLUÇÃO DA ESTRATÉGIA NAVAL DA ÍNDIA ENTRE 2010 E 2023: Um estudo sob a ótica das marinhas “modernas” e “pós-modernas”Boa Ordem do MarControle do MarDiplomacia NavalEstratégia NavalMarinha da ÍndiaEstratégia, estratégia marítima e estratégia navalO objetivo desta dissertação é responder como se sucedeu a evolução da estratégia naval da Índia, no período de 2010 a 2023, sob a ótica de Geoffrey Till, no que tange ao papel das marinhas no século XXI. Empregando como referência os conceitos da teoria de Till sobre as missões das marinhas “modernas” e “pós-modernas”, adotou-se o confronto entre a citada teoria e a realidade da Força Naval indiana. A marinha “moderna” é caracterizada como competitiva, e busca adaptar as missões tradicionais para se contrapor às ameaças do corrente século. Em contrapartida, a marinha “pós-moderna” se dedica ao desenvolvimento de missões que busquem responder às ameaças de forma colaborativa. A fim de uma melhor compreensão das estratégias adotadas pela Marinha da Índia, foi contextualizado o ambiente do Indo-Pacífico; apresentados fatos históricos; e descritos os poderes nacionais, com ênfase no poder militar. Em seguida, analisou-se a evolução da estratégica indiana durante a Guerra Fria e a transição para o século XXI, para facilitar a assimilação da conjuntura atual. O confronto entre a teoria e as evidências, durante 2010 a 2023, contribui para identificar na missão de controle do mar um comportamento inicialmente competitivo, evoluindo para um comportamento colaborativo. Em relação à missão de dissuasão nuclear, a Índia alcançou a tríade nuclear, adotando características meramente de marinhas “modernas”. A Força Naval indiana mantém a capacidade de realizar as tradicionais operações anfíbias. No entanto, ultimamente utiliza também os seus meios anfíbios para desempenhar missões “pósmodernas”, como as expedicionárias e de ajuda humanitária. Os indianos são adeptos da inclusiva boa ordem do mar ao realizarem operações combinadas com países insulares do seu entorno oceânico e de países do Sudeste Asiático. Ainda, o país utiliza a diplomacia naval colaborativa como ferramenta política, ao visitar portos e realizar exercícios operativos com países aliados. O comportamento predominante no período analisado foi “pós-moderno”, porém a marinha mantém capacidades caracterizadas como “modernas”, em caso de degradação da colaboração internacional. Por fim, foram apresentadas implicações da pesquisa para a Marinha do Brasil.Escola de Guerra Naval (EGN)Palmeira, Leonardo dos SantosSilva, Leonardo Freitas Daflon da2024-03-26T18:43:11Z2024-03-26T18:43:11Z2023info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://www.repositorio.mar.mil.br/handle/ripcmb/846818info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Produção Científica da Marinha do Brasil (RI-MB)instname:Marinha do Brasil (MB)instacron:MB2024-03-26T18:43:12Zoai:www.repositorio.mar.mil.br:ripcmb/846818Repositório InstitucionalPUBhttps://www.repositorio.mar.mil.br/oai/requestdphdm.repositorio@marinha.mil.bropendoar:2024-03-26T18:43:12Repositório Institucional da Produção Científica da Marinha do Brasil (RI-MB) - Marinha do Brasil (MB)false |
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O objetivo desta dissertação é responder como se sucedeu a evolução da estratégia naval da Índia, no período de 2010 a 2023, sob a ótica de Geoffrey Till, no que tange ao papel das marinhas no século XXI. Empregando como referência os conceitos da teoria de Till sobre as missões das marinhas “modernas” e “pós-modernas”, adotou-se o confronto entre a citada teoria e a realidade da Força Naval indiana. A marinha “moderna” é caracterizada como competitiva, e busca adaptar as missões tradicionais para se contrapor às ameaças do corrente século. Em contrapartida, a marinha “pós-moderna” se dedica ao desenvolvimento de missões que busquem responder às ameaças de forma colaborativa. A fim de uma melhor compreensão das estratégias adotadas pela Marinha da Índia, foi contextualizado o ambiente do Indo-Pacífico; apresentados fatos históricos; e descritos os poderes nacionais, com ênfase no poder militar. Em seguida, analisou-se a evolução da estratégica indiana durante a Guerra Fria e a transição para o século XXI, para facilitar a assimilação da conjuntura atual. O confronto entre a teoria e as evidências, durante 2010 a 2023, contribui para identificar na missão de controle do mar um comportamento inicialmente competitivo, evoluindo para um comportamento colaborativo. Em relação à missão de dissuasão nuclear, a Índia alcançou a tríade nuclear, adotando características meramente de marinhas “modernas”. A Força Naval indiana mantém a capacidade de realizar as tradicionais operações anfíbias. No entanto, ultimamente utiliza também os seus meios anfíbios para desempenhar missões “pósmodernas”, como as expedicionárias e de ajuda humanitária. Os indianos são adeptos da inclusiva boa ordem do mar ao realizarem operações combinadas com países insulares do seu entorno oceânico e de países do Sudeste Asiático. Ainda, o país utiliza a diplomacia naval colaborativa como ferramenta política, ao visitar portos e realizar exercícios operativos com países aliados. O comportamento predominante no período analisado foi “pós-moderno”, porém a marinha mantém capacidades caracterizadas como “modernas”, em caso de degradação da colaboração internacional. Por fim, foram apresentadas implicações da pesquisa para a Marinha do Brasil. |
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