Síntese e caracterização do combustível nuclear avançado UO2 - grafeno
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN)
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| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.marinha.mil.br/handle/ripcmb/848017 |
Resumo: | O desenvolvimento de combustíveis nucleares avançados, que buscam aumentar a condutividade térmica das pastilhas de dióxido de urânio (UO2), é um passo importante para aprimorar o desempenho e a segurança dos reatores nucleares. Nesse contexto, a presente pesquisa teve como objetivo investigar os efeitos do grafeno, um material de alta condutividade térmica, como aditivo nas pastilhas de UO2 Para tal, foram produzidas e sinterizadas pastilhas com 2% e 6% de grafeno, e suas propriedades foram analisadas em comparação com pastilhas de UO2 puro. A análise dilatométrica revelou que a adição de grafeno promoveu uma maior retração macroscópica e taxas de sinterização superiores. Além disso, a difusividade e a condutividade térmica das pastilhas com grafeno foram consistentemente mais altas que as da amostra pura, indicando uma melhora significativa na capacidade de transferência de calor. No entanto, a caracterização microestrutural apresentou resultados contraditórios. A análise de porosidade e tamanho de grão demonstrou que o grafeno alterou a microestrutura das pastilhas. A porosidade residual tornou-se mais irregular, com poros maiores e, em muitos casos, interconectados. Simultaneamente, o grafeno inibiu o crescimento de grão, resultando em uma redução progressiva do tamanho médio dos grãos com o aumento da sua concentração. Embora o grafeno contribua para a densificação macroscópica e otimize as propriedades térmicas, ele compromete a integridade microestrutural do material. A inibição do crescimento de grão e a formação de porosidade prejudicial podem ser atribuídas à ação de resíduos de carbono que atuam como agentes de "pinning" nos contornos de grão. |
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Síntese e caracterização do combustível nuclear avançado UO2 - grafenoGrafenoCombustível nuclear avançadoCondutividade térmicaSinterização de pastilhas de UO2Engenharia nuclearDiretoria-Geral do Desenvolvimento Nuclear e Tecnologia da Marinha (DGDNTM)O desenvolvimento de combustíveis nucleares avançados, que buscam aumentar a condutividade térmica das pastilhas de dióxido de urânio (UO2), é um passo importante para aprimorar o desempenho e a segurança dos reatores nucleares. Nesse contexto, a presente pesquisa teve como objetivo investigar os efeitos do grafeno, um material de alta condutividade térmica, como aditivo nas pastilhas de UO2 Para tal, foram produzidas e sinterizadas pastilhas com 2% e 6% de grafeno, e suas propriedades foram analisadas em comparação com pastilhas de UO2 puro. A análise dilatométrica revelou que a adição de grafeno promoveu uma maior retração macroscópica e taxas de sinterização superiores. Além disso, a difusividade e a condutividade térmica das pastilhas com grafeno foram consistentemente mais altas que as da amostra pura, indicando uma melhora significativa na capacidade de transferência de calor. No entanto, a caracterização microestrutural apresentou resultados contraditórios. A análise de porosidade e tamanho de grão demonstrou que o grafeno alterou a microestrutura das pastilhas. A porosidade residual tornou-se mais irregular, com poros maiores e, em muitos casos, interconectados. Simultaneamente, o grafeno inibiu o crescimento de grão, resultando em uma redução progressiva do tamanho médio dos grãos com o aumento da sua concentração. Embora o grafeno contribua para a densificação macroscópica e otimize as propriedades térmicas, ele compromete a integridade microestrutural do material. A inibição do crescimento de grão e a formação de porosidade prejudicial podem ser atribuídas à ação de resíduos de carbono que atuam como agentes de "pinning" nos contornos de grão.The development of advanced nuclear fuels aimed at enhancing the thermal conductivity of uranium dioxide (UO2) pellets represents a significant step toward improving the performance and safety of nuclear reactors. In this context, the present research investigated the effects of graphene—a material known for its high thermal conductivity— as an additive to UO2 pellets. Pellets containing 2% and 6% graphene were produced and sintered, and their properties were analyzed in comparison with pure UO2 samples. Dilatometric analysis revealed that the addition of graphene promoted greater macroscopic shrinkage and higher sintering rates. Furthermore, the diffusivity and thermal conductivity of the graphene-containing pellets were consistently higher than those of the pure sample, indicating a substantial improvement in heat transfer capability. However, microstructural characterization yielded contrasting results. The analysis of porosity and grain size demonstrated that graphene modified the microstructure of the pellets. The residual porosity became more irregular, with larger and often interconnected pores. At the same time, graphene inhibited grain growth, leading to a progressive reduction in average grain size with increasing concentration. Although graphene contributes to macroscopic densification and improves thermal properties, it compromises the microstructural integrity of the material. The inhibition of grain growth and the formation of detrimental porosity may be attributed to the presence of carbon residues acting as pinning agents at grain boundaries.Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN)Riella, Humberto GracherOliveira, Rafaella Fontoura de2025-11-19T19:19:03Z2025-11-19T19:19:03Z2025-11info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttps://repositorio.marinha.mil.br/handle/ripcmb/848017info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Produção Científica da Marinha do Brasil (RI-MB)instname:Marinha do Brasil (MB)instacron:MB2025-11-19T19:19:05Zoai:www.repositorio.mar.mil.br:ripcmb/848017Repositório InstitucionalPUBhttps://www.repositorio.mar.mil.br/oai/requestdphdm.repositorio@marinha.mil.bropendoar:2025-11-19T19:19:05Repositório Institucional da Produção Científica da Marinha do Brasil (RI-MB) - Marinha do Brasil (MB)false |
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