Análise do desenvolvimento da competitividade das indústrias navais: O papel dos governos à luz do diamante de Porter

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Pimentel, Carlos Alberto Couto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola de Guerra Naval (EGN)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.repositorio.mar.mil.br/handle/ripcmb/846763
Resumo: O Brasil é um país de proporções continentais. Possui o quinto maior território do mundo, com uma dilatada fronteira continental e ampla frente marítima, alcunhada "Amazônia Azul". Guarda relação inseparável com os espaços oceânicos e ribeirinhos, tanto por suas origens, como por dispor de riquezas incalculáveis em suas águas jurisdicionais. Requer, portanto, ca- pacidades que respalde a preservação dos interesses nacionais, gerando efeito dissuasório compatível com sua estatura político-estratégica. A Base Industrial de Defesa é essencial para proporcionar a manutenção do pronto emprego de suas Forças Armadas e defesa da sobera- nia nacional. Sua estrutura, no entanto, é complexa, envolvendo uma grande variedade de seguimentos com especificidades que os distinguem dos demais setores industriais, deman- dando políticas distintas para a promoção de sua competitividade e manutenção. Evidenciado que o progresso nacional é inextricável do desenvolvimento de meios para exploração e de- fesa dos recursos do mar, a presente pesquisa estabeleceu como objetivo identificar o papel dos governos no desenvolvimento de Indústrias Navais competitivas. Este trabalho tem como marco teórico o "Modelo Diamante", proposto em 1990 por Michael Porter, na obra The Com- petitive Advantage of Nations, que aborda um sistema composto por quatro determinantes das vantagens competitivas nacionais, onde os Governos exercem forte influência. O estudo seguiu com uma pesquisa bibliográfica para identificar as principais características universal- mente inerentes ao setor naval, bem como políticas públicas implementadas em casos de su- cesso e fracasso de indústrias navais que iniciaram sua consolidação a partir do pós-guerras. Cinco cases foram selecionados para a realização de uma análise sintética à luz do marco teó- rico. Os principais resultados da análise foram a identificação de cinco grupos de políticas que foram implementadas ao longo dos processos de desenvolvimento da indústria naval dos ca- sos estudados. Em todos houve forte presença estatal, caracterizada por intenso protecio- nismo e concessão de subsídios durante os estágios iniciais de desenvolvimento do setor. A análise constatou pontos de aderência e divergentes do marco teórico. A grande diferença entre os casos de sucesso e fracasso, se deu a partir da identificação do momento e ritmo correto de se reduzir ou retirar os protecionismos excessivos. Estes desaceleram o processo inovativo e refreiam a competição doméstica, considerada a fonte central para a obtenção de vantagens competitivas, no marco teórico. Por fim, conclui-se que o contrário também é vá- lido. A intervenção precisa do Estado, nos momentos de crise setorial, é fundamental para a sobrevivência da Indústria Naval.
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