Águas marrons - desenvolvimento, integração e defesa:as lições do delta do Mekong (1965-1968) para as Operações Ribeirinhas no Brasil
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Escola de Guerra Naval (EGN)
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://www.repositorio.mar.mil.br/handle/ripcmb/847206 |
Resumo: | Durante a década de 1960, os Estados Unidos da América desenvolveram uma força militar de assalto em ambiente fluvial denominada Mobile Riverine Force, a qual representa, até os dias atuais, paradigma para as Operações Ribeirinhas. Sem realizar esse tipo de operação havia cem anos, o Poder Militar estadunidense constituiu aquela força, especificamente, para atuar na região meridional do Vietnã do Sul, caracterizando-se pelo ajuste dos meios e equipamentos, bem como pelo significativo refinamento doutrinário. Distante da Indochina e representando 40% da América do Sul, a Amazônia possui cobiçados recursos naturais. Nesse contexto, destacando-se como fator de integração com os países vizinhos, a parte brasileira abrange 70% de toda a macrorregião. Ademais, o país conta com outro ambiente ribeirinho fronteiriço: o Pantanal Mato-Grossense, que é banhado pelo rio Paraguai e foi palco de históricas operações militares. Dessa maneira, a defesa dos interesses do país nesses ambientes aponta para a pertinência do objetivo desta pesquisa, qual seja, confrontar a doutrina de Operações Ribeirinhas adotada pelo Brasil, com o desenvolvimento das operações levadas a efeito, pelos Estados Unidos da América, na região do delta do rio Mekong, entre 1965 e 1968, sob os aspectos do conceito de Operações Ribeirinhas, dos ambientes operacionais respectivos, das relações de comando, dos meios fluviais e suas bases, do apoio aéreo às operações e das bases de suporte às aeronaves, verificando a aderência entre a teoria e a realidade, assim como os pontos em que ambas se distanciam. Ao término do trabalho, identificou-se a aderência dos aspectos conceituais e do apoio aéreo às operações. De forma análoga, a diferença se destacou na observação dos aspectos afetos às relações de comando existentes ou previstas. Com maior complexidade, a análise dos ambientes operacionais, dos meios fluviais e suas bases, bem como das bases destinadas ao suporte às operações aéreas, indicou, simultaneamente, pontos de aproximação e afastamento, entre a teoria e a realidade estudadas. De posse dos conhecimentos construídos, foram apresentadas breves reflexões sobre a importância das Operações Ribeirinhas para o fortalecimento da integração regional a partir da liderança do Brasil, sobre a determinação conjunta de requisitos para a aquisição de meios comuns a duas ou mais Forças Singulares e, por fim, sobre a pertinência da identificação e preparo prévio de locais e estruturas adequados para o estabelecimento de Bases de Combate Ribeirinhas e Bases de Operações Aéreas. |
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Durante a década de 1960, os Estados Unidos da América desenvolveram uma força militar de assalto em ambiente fluvial denominada Mobile Riverine Force, a qual representa, até os dias atuais, paradigma para as Operações Ribeirinhas. Sem realizar esse tipo de operação havia cem anos, o Poder Militar estadunidense constituiu aquela força, especificamente, para atuar na região meridional do Vietnã do Sul, caracterizando-se pelo ajuste dos meios e equipamentos, bem como pelo significativo refinamento doutrinário. Distante da Indochina e representando 40% da América do Sul, a Amazônia possui cobiçados recursos naturais. Nesse contexto, destacando-se como fator de integração com os países vizinhos, a parte brasileira abrange 70% de toda a macrorregião. Ademais, o país conta com outro ambiente ribeirinho fronteiriço: o Pantanal Mato-Grossense, que é banhado pelo rio Paraguai e foi palco de históricas operações militares. Dessa maneira, a defesa dos interesses do país nesses ambientes aponta para a pertinência do objetivo desta pesquisa, qual seja, confrontar a doutrina de Operações Ribeirinhas adotada pelo Brasil, com o desenvolvimento das operações levadas a efeito, pelos Estados Unidos da América, na região do delta do rio Mekong, entre 1965 e 1968, sob os aspectos do conceito de Operações Ribeirinhas, dos ambientes operacionais respectivos, das relações de comando, dos meios fluviais e suas bases, do apoio aéreo às operações e das bases de suporte às aeronaves, verificando a aderência entre a teoria e a realidade, assim como os pontos em que ambas se distanciam. Ao término do trabalho, identificou-se a aderência dos aspectos conceituais e do apoio aéreo às operações. De forma análoga, a diferença se destacou na observação dos aspectos afetos às relações de comando existentes ou previstas. Com maior complexidade, a análise dos ambientes operacionais, dos meios fluviais e suas bases, bem como das bases destinadas ao suporte às operações aéreas, indicou, simultaneamente, pontos de aproximação e afastamento, entre a teoria e a realidade estudadas. De posse dos conhecimentos construídos, foram apresentadas breves reflexões sobre a importância das Operações Ribeirinhas para o fortalecimento da integração regional a partir da liderança do Brasil, sobre a determinação conjunta de requisitos para a aquisição de meios comuns a duas ou mais Forças Singulares e, por fim, sobre a pertinência da identificação e preparo prévio de locais e estruturas adequados para o estabelecimento de Bases de Combate Ribeirinhas e Bases de Operações Aéreas. |
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