Respostas estratégicas ao processo de implementação de práticas contábeis oriundas da IPSAS 17: o caso da Marinha do Brasil.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Matos, Vinicius da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://www.repositorio.mar.mil.br/handle/ripcmb/847301
Resumo: O objetivo geral dessa pesquisa foi analisar as respostas estratégicas apresentadas pela Marinha do Brasil (MB) às pressões institucionais exercidas para a implementação dos procedimentos contábeis patrimoniais preconizados na IPSAS 17, segundo a percepção de seus contadores. Para cumprir o objetivo proposto, utilizou-se modelo de Oliver (1991) para analisar as respostas estratégicas e empregou-se o estudo de caso único como estratégia de pesquisa, cuja unidade de análise foi a MB. A coleta de dados da pesquisa ocorreu por meio de documentos e entrevistas face a face, com os contadores envolvidos no processo de implementação dessas práticas. Os resultados foram obtidos a partir do emprego de técnicas de análise de conteúdo e de triangulação de dados, tendo indicado a aquiescência como resposta estratégica adotada pela MB. A evolução no saldo da depreciação acumulada dos bens móveis da MB mostra que a organização vem, gradualmente, adotando essas práticas contábeis desde o ano de 2011. As conclusões do estudo sugerem que as novas práticas contábeis têm sido implementadas na MB, principalmente, em virtude de aspectos ligados à coerção legal, legitimidade e dependência. Por outro lado, alguns fatores capazes de gerar resistência à adoção desses procedimentos foram revelados, dentre os quais, a falta de reconhecimento de ganho de eficiência por parte dos atores sociais envolvidos nesse processo merece destaque, pois indica risco de conformidade cerimonial. O desconhecimento sobre a Contabilidade foi apontado como razão para a falta de reconhecimento sobre o ganho de eficiência, logo, sugere-se que o órgão empreenda ações de conscientização organizacional acerca da importância da adoção dessas práticas, bem como busque aprimorar a capacitação contábil de gestores e demais agentes envolvidos na gestão patrimonial. Outro ponto passível de aprimoramento refere-se à interconectividade ambiental, assim, sugere-se que a MB amplie suas relações junto a outros órgãos públicos, especialmente aqueles que têm se destacado positivamente no processo de implementação das novas práticas, a fim de trocar experiências e aumentar a expertise sobre o tema.
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