Força-tarefa marítima da UNIFIL: análise da atuação do Brasil entre 2011 e 2020 sob uma ótica complexa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Vieira, Carlos Daniel Sodré
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Escola de Guerra Naval (EGN)
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
ONU
Link de acesso: https://www.repositorio.mar.mil.br/handle/ripcmb/847192
Resumo: A Organização das Nações Unidas foi criada em 1945 em decorrência da necessidade premente de manter a harmonia e segurança internacionais, e desenvolveu suas missões de paz como um instrumento para tal. Por consequência das diversas mudanças no contexto mundial, a ONU e seus mecanismos precisaram se adaptar e evoluir para manter sua relevância. Como exemplo de tal progressão temos o Líbano, que fruto da sua complicada origem, vivenciou uma Guerra Civil a partir de 1975, e um conflito com Israel em 1978 que ocasionou a criação da Força Interina das Nações Unidas no Líbano, em atividade até os dias atuais. Em 2006, seu processo de evolução levou à criação da primeira Força-Tarefa Marítima no âmbito da organização. A Teoria da Complexidade, materializada nos sistemas adaptativos complexos, serviu como lente para visualizar tal evolução. Assim, esta dissertação teve como propósito analisar à luz da Teoria da Complexidade a atuação do Brasil na FTM da UNIFIL, verificando como suas propriedades e premissas se apresentavam na situação em lide. Para tanto, destacou-se uma digressão histórica da Organismo, da Força Interina e da Força-Tarefa Marítima, e se estabeleceu como desenho de pesquisa o confronto da teoria com a realidade. Diante das evidências restou comprovada a aderência da teoria supracitada à atuação do Brasil na FTM da UNIFIL. A relevância do estudo residiu na oportunidade de visualizarmos uma ferramenta de análise para conflitos ou situações onde se demanda uma abordagem multidisciplinar, não se restringindo a uma visão puramente particular, como o método científico e nem demasiadamente holística, como a Teoria de Sistemas.
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