A rede educacional japonesa da Baixada Santista e Vale do Ribeira (1908-1945)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: SILVA, Rafael da Silva e
Orientador(a): DEMARTINI, Zeila de Brito Fabri
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Metodista de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/793
Resumo: O presente texto,fruto de uma tese para o curso de Doutorado em Educação, do Programa de Pós-Graduação da Universidade Metodista de São Paulo, com o objetivo de analisar a rede educacional japonesa e sua atuação na região da Baixada Santista e Vale do Ribeira, no litoral e região sul do Estado de São Paulo respectivamente na primeira metade do século XX (1908 – 1945). A bibliografia que aborda o assunto da imigração japonesa é muito coesa no que diz respeito a Educação. Foi muito comum, nas diversas colônias japonesas que surgiram pelo Estado de São Paulo e em outros locais do Brasil, a presença de escolas para o ensino da língua japonesa, além disso, a escola representava um símbolo de progresso e prosperidade para a colônia.O mesmo aconteceunas regiões estudadas pela presente pesquisa, onde pôde-se constatar muitas escolas construídas com o esforço dos próprios colonos japoneses. A partir da década de 1920, o governo do Japão passou a apoiar diretamente a educação nipo-brasileira através do Consulado Japonês, criando para isso a Sociedade de Difusão de Ensino de Japoneses no Brasil. Sendo assim, é possível questionar até que ponto as ações do Governo Japonês interferiram no funcionamento dessas escolas e, de fato estabeleceram um caráter centralizador a elas? Havia interesses nacionalistas por trás da tentativa de centralização? Essa instituição interferiu na atuação de escolas criadas por imigrantes japoneses? Qual foi seu impacto no cotidiano educacional das colônias japonesas nas suas respectivas escolas? Qual era de fato a sua função como instituição vinculada à educação japonesa no Brasil? Para responder tais questões, a pesquisa contou com alguns referenciais mais abrangentes sobre a imigração japonesa e sua educação como forma de compreensão dos fenômenos a fim de dar suporte teórico as fontes históricas primárias encontradas, como por exemplo, Arlinda Rocha Nogueira, Zeila de Brito Fabri Demartini, Hiroshi Saito, entre outros. Apoiada na bibliografia, a pesquisa buscou fontes documentais impressas, como fotografias, livros escolares, livros produzidos na época pela colônia etc., e com pesquisa de História Oral realizada desde 2008 com ex-alunos de escolas japonesas e pessoas que tiveram alguma relação próxima com colônias japonesas. O estudo observou que a Sociedade de Difusão do Ensino de Japoneses no Brasil foi fundamental para dar centralidade ao Ensino Japonês, facilitando o envio e qualificação de professores, enviando material didático e proporcionando ajuda financeira às escolas. Por outro lado, a instituição foi alvo direto das ações nacionalistas do estado totalitário de Getúlio Vargas durante o Estado Novo (1937), sendo obrigada a encerrar as suas atividades junto às escolas japonesas. A Sociedade de Difusão de Ensino de Japoneses no Brasil foi fundamental para garantir o ensino japonês pelo maior tempo possível durante a Era Vargas e a repressão a educação imigrante.
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Foi muito comum, nas diversas colônias japonesas que surgiram pelo Estado de São Paulo e em outros locais do Brasil, a presença de escolas para o ensino da língua japonesa, além disso, a escola representava um símbolo de progresso e prosperidade para a colônia.O mesmo aconteceunas regiões estudadas pela presente pesquisa, onde pôde-se constatar muitas escolas construídas com o esforço dos próprios colonos japoneses. A partir da década de 1920, o governo do Japão passou a apoiar diretamente a educação nipo-brasileira através do Consulado Japonês, criando para isso a Sociedade de Difusão de Ensino de Japoneses no Brasil. Sendo assim, é possível questionar até que ponto as ações do Governo Japonês interferiram no funcionamento dessas escolas e, de fato estabeleceram um caráter centralizador a elas? Havia interesses nacionalistas por trás da tentativa de centralização? Essa instituição interferiu na atuação de escolas criadas por imigrantes japoneses? Qual foi seu impacto no cotidiano educacional das colônias japonesas nas suas respectivas escolas? Qual era de fato a sua função como instituição vinculada à educação japonesa no Brasil? Para responder tais questões, a pesquisa contou com alguns referenciais mais abrangentes sobre a imigração japonesa e sua educação como forma de compreensão dos fenômenos a fim de dar suporte teórico as fontes históricas primárias encontradas, como por exemplo, Arlinda Rocha Nogueira, Zeila de Brito Fabri Demartini, Hiroshi Saito, entre outros. Apoiada na bibliografia, a pesquisa buscou fontes documentais impressas, como fotografias, livros escolares, livros produzidos na época pela colônia etc., e com pesquisa de História Oral realizada desde 2008 com ex-alunos de escolas japonesas e pessoas que tiveram alguma relação próxima com colônias japonesas. O estudo observou que a Sociedade de Difusão do Ensino de Japoneses no Brasil foi fundamental para dar centralidade ao Ensino Japonês, facilitando o envio e qualificação de professores, enviando material didático e proporcionando ajuda financeira às escolas. Por outro lado, a instituição foi alvo direto das ações nacionalistas do estado totalitário de Getúlio Vargas durante o Estado Novo (1937), sendo obrigada a encerrar as suas atividades junto às escolas japonesas. A Sociedade de Difusão de Ensino de Japoneses no Brasil foi fundamental para garantir o ensino japonês pelo maior tempo possível durante a Era Vargas e a repressão a educação imigrante.The present text, outcome of a thesis for the Doctorate in Education course, of the Post-Graduation Program from “Universidade Metodista de São Paulo”, with the objective of analyzing the Japanese educational network as well as its performance in “Baixada Santista” and “Vale do Ribeira” regions, by the seaside and southern region of São Paulo State respectively in the first half of the twentieth century (1908-1945). The bibliography which explores the subject about the Japanese immigration is very cohesively regarding Education. It was really common, among several Japanese colonies that rose in São Paulo State and other places from Brazil, the presence of schools available for the Japanese language teaching, moreover, the school represented a symbol of progress and prosperity for the colony. The same happened in the regions studied by the present research, where we could find many schools built with the own Japanese settlers’ efforts. From the decade of 1920 on, the Japanese government started supporting directly the Japanese-Brazilian Education by the Japanese Consulate, creating for that the Difusion Society of Japanese Teaching in Brazil. This way, is it possible to question to what extent the actions of the Japanese government interfered in the operation of these schools and, in fact, established a centralizer character to them? Were there nationalist interests behind the centralization try? Did this institution interfere in the performance of schools made by Japanese immigrants? Which was its impact in the educational daily of Japanese colonies at their respective schools? What was in fact its function as institution linked to Japanese education in Brazil? In order to answer such questions, the research counted on some more in-depth references about the Japanese immigration and its education as form of understanding of the phenomena, with the objective is to give theorical support to primary historical sources found, for instance, Arlinda Rocha Nogueira, Zeila de Brito Fabri Demartini, Hiroshi Saito, among others. Supported by the bibliography, the research looked for printed documentary sources, such as photos, school books, books produced at that time by the colony, etc., and research of Oral History achieved since 2008 with former students of Japanese schools as well as people who had some close relation with the Japanese colonies. The study observed the Difusion Society of Japanese Teaching in Brazil was crucial to give centrality to the Japanese language teaching, making easier the send and qualification of teachers, dispatching material, besides providing didactic financial support to schools. On the other hand, the institution was right target of the nationalist actions of Getúlio Vargas’ totalitarian state during the New State (1937), being obliged to cease its activities at the Japanese schools . The Difusion Society of Japanese Teaching in Brazil was primal to guarantee the Japanese language teaching as long as possible at Vargas’ Period and the repression to immigrant education.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPESUniversidade Metodista de São PauloCiências HumanasEducação JaponesaBaixada SantistaVale do RibeiraHistória da EducaçãoJapanese Education“Baixada Santista”“Vale do Ribeira”History of EducationA rede educacional japonesa da Baixada Santista e Vale do Ribeira (1908-1945)The japonese educational net work of Baixada Santista and Vale do Ribeira (1908-1945)info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório da METODISTAinstname:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)instacron:METODISTAinfo:eu-repo/semantics/openAccessTEXTRafael da Silva e Silva.pdf.txtRafael da Silva e Silva.pdf.txtExtracted texttext/plain102500https://repositorio.metodista.br/bitstreams/5948da46-6af0-4acc-9b56-74d6e5362a98/downloadd2df4f7112c7206d68aa0346346b4b09MD53THUMBNAILRafael da Silva e Silva.pdf.jpgRafael da Silva e Silva.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3053https://repositorio.metodista.br/bitstreams/85f2e023-bfda-4ff6-8990-1d9d371ffb9a/download43ff9352c7a0737e09afa5a6e708f9e9MD54LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.metodista.br/bitstreams/018d06e5-649d-47b5-a1a7-fe32967a8730/downloadbb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4MD51ORIGINALRafael da Silva e Silva.pdfRafael da Silva e Silva.pdfapplication/pdf59556125https://repositorio.metodista.br/bitstreams/c781fea1-e5f5-40df-a6ef-a705d1951f62/download19f23c8d1b58ab3d13fe814355cfc56fMD52123456789/7932025-07-15 14:16:42.243open.accessoai:repositorio.metodista.br:123456789/793https://repositorio.metodista.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.metodista.br/jspui/http://tede.metodista.br/oai/requestbiblioteca@metodista.br||erick.roberto@metodista.bropendoar:2025-07-15T14:16:42Repositório da METODISTA - Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0IG93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLCB0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZyB0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sIGluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yIHB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZSB0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQgdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uIGFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LCB5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZSBjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdCBzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkIHdpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRCBCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUgRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSCBDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMgbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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