A ascensão celestial de Paulo de Tarso: análise de 2 Coríntios 12,1-10 a partir da história da religião e da neuroteologia

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: NOGUEIRA, Sebastiana Maria Silva
Orientador(a): NOGUEIRA, Paulo Augusto de Souza
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Metodista de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/1204
Resumo: O tema “viagem celestial”, bem familiar ao mundo mediterrâneo antigo fundamenta-se na crença de que o visionário pode cruzar a fronteira entre a humanidade e a divindade, uma característica constante na literatura apocalíptica. O misticismo judaico antigo era visto como uma importante dimensão dessa tradição, razão pela qual os místicos usaram o termo apocalipse para descrever a revelação de suas experiências. A ascensão de Paulo ao céu, recontada em 2 Cor 12,1-10, é o único relato de primeira mão e a melhor evidência para a prática extática de viagem celestial no judaísmo do primeiro século. De grande interesse nos estudos do Novo Testamento o texto tem sido abordado em forma temática que se estende desde o reconhecimento do apóstolo como agradável à divindade – o que lhe rendeu tal feito heróico – a uma experiência de punição pelos guardiões dos portões celestiais por não ter sido encontrado nele mérito para aproximar-se do lugar da presença de Deus. Por muito tempo os estudos que predominavam na academia eram os de aspectos teológicos da passagem, tais como o “espinho na carne”, “a missão apostólica”, “os oponentes de Paulo”, entre outros. A linguagem da passagem revela pontos importantes não considerados de forma conjunta para uma interpretação coerente do texto. O uso por parte do apóstolo de expressões do círculo místico-apocalíptico judaico, tais como “foi arrebatado”, “Terceiro Céu”, “ouviu palavras inefáveis” e “um espinho na carne” precisa ser investigado para a compreensão do que Paulo tinha em mente ao utilizar tais terminologias. Outro problema é a omissão do enfoque experimental descrito na passagem. O apóstolo revela que vivenciou tal experiência recontada em 2 Cor 12,1-10. Ao relatar o desconhecimento do status do seu corpo durante a ascensão ele evidencia sinais do estado alterado de consciência, aspecto não considerado nas análises tradicionais do texto. Esses problemas que são abordados nesta tese tomam como instrumentos da análise a História da Religião e o da Neuroteologia. Modelos foram construídos tentando demonstrar uma correlação entre a atividade cerebral e a experiência mística. Há que se destacar, nesse sentido, que o surgimento da neuroteologia ou neurologia espiritual constitui-se em um avanço na área da experiência religiosa. Pontos de difícil interpretação no texto paulino foram elucidados dentro dessa perspectiva. A proposta deste trabalho, portanto, foi construir um quadro contextual em que a experiência extática de Paulo pudesse ser analisada. O estudo possibilitou inferir que a abordagem interdisciplinar permite alcançar um cenário mais apropriado para a compreensão e interpretação do referido texto.
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spelling NOGUEIRA, Sebastiana Maria SilvaNOGUEIRA, Paulo Augusto de Souza2025-08-07T23:33:58Z2025-08-07T23:33:58Z2012-11-19NOGUEIRA, Sebastiana Maria Silva. A ascensão celestial de Paulo de Tarso: análise de 2 Coríntios 12,1-10 a partir da história da religião e da neuroteologia. 2012. 243 folhas. Tese (Doutorado em Ciências da Religião) – Universidade Metodista de São Paulo, Faculdade de Humanidades e Direito, Programa de Pós-Graduação em Ciências da Religião, São Bernardo do Campo, 2012.https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/1204O tema “viagem celestial”, bem familiar ao mundo mediterrâneo antigo fundamenta-se na crença de que o visionário pode cruzar a fronteira entre a humanidade e a divindade, uma característica constante na literatura apocalíptica. O misticismo judaico antigo era visto como uma importante dimensão dessa tradição, razão pela qual os místicos usaram o termo apocalipse para descrever a revelação de suas experiências. A ascensão de Paulo ao céu, recontada em 2 Cor 12,1-10, é o único relato de primeira mão e a melhor evidência para a prática extática de viagem celestial no judaísmo do primeiro século. De grande interesse nos estudos do Novo Testamento o texto tem sido abordado em forma temática que se estende desde o reconhecimento do apóstolo como agradável à divindade – o que lhe rendeu tal feito heróico – a uma experiência de punição pelos guardiões dos portões celestiais por não ter sido encontrado nele mérito para aproximar-se do lugar da presença de Deus. Por muito tempo os estudos que predominavam na academia eram os de aspectos teológicos da passagem, tais como o “espinho na carne”, “a missão apostólica”, “os oponentes de Paulo”, entre outros. A linguagem da passagem revela pontos importantes não considerados de forma conjunta para uma interpretação coerente do texto. O uso por parte do apóstolo de expressões do círculo místico-apocalíptico judaico, tais como “foi arrebatado”, “Terceiro Céu”, “ouviu palavras inefáveis” e “um espinho na carne” precisa ser investigado para a compreensão do que Paulo tinha em mente ao utilizar tais terminologias. Outro problema é a omissão do enfoque experimental descrito na passagem. O apóstolo revela que vivenciou tal experiência recontada em 2 Cor 12,1-10. Ao relatar o desconhecimento do status do seu corpo durante a ascensão ele evidencia sinais do estado alterado de consciência, aspecto não considerado nas análises tradicionais do texto. Esses problemas que são abordados nesta tese tomam como instrumentos da análise a História da Religião e o da Neuroteologia. Modelos foram construídos tentando demonstrar uma correlação entre a atividade cerebral e a experiência mística. Há que se destacar, nesse sentido, que o surgimento da neuroteologia ou neurologia espiritual constitui-se em um avanço na área da experiência religiosa. Pontos de difícil interpretação no texto paulino foram elucidados dentro dessa perspectiva. A proposta deste trabalho, portanto, foi construir um quadro contextual em que a experiência extática de Paulo pudesse ser analisada. O estudo possibilitou inferir que a abordagem interdisciplinar permite alcançar um cenário mais apropriado para a compreensão e interpretação do referido texto.The subject “celestial journey”, well familiar to the old mediterranean world, is based on the belief that the visionary can cross the boundary between humanity and divinity, a constant characteristic in apocalyptic literature. Old Jewish mysticism was seen as an important dimension of this tradition, that is the reason why the mystics used the term apocalypse to describe the revelation of their experiences. Paul’s ascension to heaven, recounted in 2 Cor 12,1-10, is the only first hand account and the best evidence of ecstatic practice of celestial journey in first century Judaism. This text, one of great interest in the studies of New Testament, has been examined in thematic forms that extend from the recognition of the apostle as enjoyable to divinity - what granted him such a heroic achievement - to a punishment experience by the guardians of the celestial gates for finding in him no merit to approach the place of the presence of God. For long time, the studies that prevailed in the academy were those of the theological aspects of the passage, such as “the spine in the flesh”, “the apostolic mission”, “Paul’s opponents”, among others. The language of the passage reveals important topics that were not considered together for a coherent interpretation of the text. The use of expressions from the Jewish mystical apocalyptic circle like "caught up", "Third Heaven", "hear unutterable words" and "a thorn for the flesh" by the apostle needs to be investigated for the comprehension of what Paul had in mind while using those terms. Another problem is the omission of the experimental approach described in the passage. The apostle reveals that he lived the experience recounted in 2 Cor 12,1-10. While he was telling the unknown status of his body during the rising, he highlights signs of the altered state of consciousness, an aspect that was not considered in the traditional analysis of the text. These problems are analyzed in this thesis take as instruments of the Religion History and the Neurotheology analysis. Models were built trying to demonstrate a correlation between brain activity and mystical experience. In this respect, we have to point out that the emergence of neurotheology, or spiritual neurology brings a progress to the area of religious experience. Some points of difficult interpretation in pauline text have been clarified under this perspective. The proposal of this study was to build a contextual frame to analyse the ecstatic experience of Paul. The study made it possible to infer that the interdisciplinary approach allows a more appropriate scenario to the understanding and interpretation of the text.Universidade Metodista de São PauloCiências HumanasPaulo De TarsoAscensão CelestialApocalipseMisticismoExperiência MísticaNeuroteologiaPaul Of TarsusHeavenly AscentApocalypseMysticismMystical ExperienceNeurotheologyA ascensão celestial de Paulo de Tarso: análise de 2 Coríntios 12,1-10 a partir da história da religião e da neuroteologiaThe heavenly ascent of Paul of Tarsus: an analysis of 2 Corinthians 12, 1-10 from history of religion and neurotheologyinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório da METODISTAinstname:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)instacron:METODISTAinfo:eu-repo/semantics/openAccessTEXTSebastiana Maria Silva Nogueira.pdf.txtSebastiana Maria Silva Nogueira.pdf.txtExtracted texttext/plain103104https://repositorio.metodista.br/bitstreams/4dcc76d6-3eb0-4f48-a510-100781e70a8a/downloadeb0dbbd5f5dfaa868f4d9ebc4af6dba6MD53THUMBNAILSebastiana Maria Silva Nogueira.pdf.jpgSebastiana Maria Silva Nogueira.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg3287https://repositorio.metodista.br/bitstreams/aff1f0ef-ba2d-47ec-937a-823d9f345d5c/downloadfd64781d37e911c7d94c1f19d76c1ca7MD54LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.metodista.br/bitstreams/a8c2dcbe-bfae-4d10-a8b0-b8c9c50477ee/downloadbb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4MD52ORIGINALSebastiana Maria Silva Nogueira.pdfSebastiana Maria Silva Nogueira.pdfapplication/pdf1536000https://repositorio.metodista.br/bitstreams/046c8f72-077e-415c-b0fa-d0d024ca7b0f/download2487c2d3e1207d1baf47cde8279add8aMD51123456789/12042025-08-08 03:00:41.151open.accessoai:repositorio.metodista.br:123456789/1204https://repositorio.metodista.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.metodista.br/jspui/http://tede.metodista.br/oai/requestbiblioteca@metodista.br||erick.roberto@metodista.bropendoar:2025-08-08T03:00:41Repositório da METODISTA - Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0IG93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLCB0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZyB0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sIGluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yIHB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZSB0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQgdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uIGFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LCB5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZSBjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdCBzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkIHdpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRCBCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUgRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSCBDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMgbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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