Deixai toda esperança vós que entrais: o inferno na tradição dos apócrifos e sua recepção em textos medievais e contemporâneos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: MATTOS, Carlos Eduardo de Araújo
Orientador(a): NOGUEIRA, Paulo Augusto de Souza
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Metodista de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/621
Resumo: A seguinte pesquisa busca apresentar um mapeamento de uma tradição desenvolvida ao longo de muitos séculos nos escritos apocalípticos do Cristianismo: Os relatos de descrição de viagens ao Além-Mundo, mais especificamente, ao Inferno. Inicialmente procuramos traçar uma linha que se iniciasse nas origens dessa tradição, em textos clássicos gregos, passando pela Apocalíptica Judaica do Segundo Templo, pelo Cristianismo Primitivo e fazendo referências a algumas obras da Idade Média, a fim de demonstrar, mais uma vez, a importância do tema e como o mesmo ganha fôlego também nesse período. Destacamos alguns conceitos importantes como o de gênero apocalíptico e algumas características marcantes dos relatos de viagens ao inferno. Definimos algumas bases teóricas relevantes a toda a pesquisa, como por exemplo, a importância que têm, para um estudo significativo da formação do imaginário religioso do Cristianismo Primitivo, de fontes como os escritos apócrifos. Num segundo momento, passamos à análise de uma das fontes primitivas na qual, já no segundo século do Cristianismo, surgiram relatos de uma descrição do Inferno em uma jornada guiada em que pecadores condenados e suas penas foram descritas: Os Atos Apócrifos do Apóstolo Felipe. Por fim, analisamos duas fontes contemporâneas em que, defendemos, houve recepção do tema das viagens ao Inferno e nas quais estão postas características comuns em relação de continuidade e ruptura com os escritos mais antigos, revelando a importância do tema por atravessar séculos de história do Cristianismo, sendo assumido, relido e ressignificado por leitores, os mais diversos até os dias de hoje.
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Inicialmente procuramos traçar uma linha que se iniciasse nas origens dessa tradição, em textos clássicos gregos, passando pela Apocalíptica Judaica do Segundo Templo, pelo Cristianismo Primitivo e fazendo referências a algumas obras da Idade Média, a fim de demonstrar, mais uma vez, a importância do tema e como o mesmo ganha fôlego também nesse período. Destacamos alguns conceitos importantes como o de gênero apocalíptico e algumas características marcantes dos relatos de viagens ao inferno. Definimos algumas bases teóricas relevantes a toda a pesquisa, como por exemplo, a importância que têm, para um estudo significativo da formação do imaginário religioso do Cristianismo Primitivo, de fontes como os escritos apócrifos. Num segundo momento, passamos à análise de uma das fontes primitivas na qual, já no segundo século do Cristianismo, surgiram relatos de uma descrição do Inferno em uma jornada guiada em que pecadores condenados e suas penas foram descritas: Os Atos Apócrifos do Apóstolo Felipe. Por fim, analisamos duas fontes contemporâneas em que, defendemos, houve recepção do tema das viagens ao Inferno e nas quais estão postas características comuns em relação de continuidade e ruptura com os escritos mais antigos, revelando a importância do tema por atravessar séculos de história do Cristianismo, sendo assumido, relido e ressignificado por leitores, os mais diversos até os dias de hoje.The research that follows seeks to present a mapping of a tradition developed over many centuries in the apocalyptic writings of Christianity: The accounts of travel description to the Other-World, more specifically, to Hell. Initially we tried to draw a line starting from the origins of this tradition, in classical Greek texts, through the Jewish Apocalypse of the Second Temple, through Primitive Christianity and making references to some works of the Middle Ages, in order to demonstrate, once more, that the importance of the theme made him gain breath in this period too. We highlight some important concepts such as the apocalyptic genre and some striking features of the reports of journeys of hell. We define some theoretical bases that are relevant to all research, such as the importance they have for a significant study of the formation of the religious imaginary of Primitive Christianity, from sources such as apocryphal writings. In a second moment, we turn to the analysis of one of the primitive sources in which, in the second century of Christianity, reports of a description of Hell appeared in a guided journey in which condemned sinners and their feathers were described: The Apocryphal Acts of the Apostle Philip. Finally, we analyze two contemporary sources in which, we argue, there was reception of the theme of the journeys to Hell and in which are laid common characteristics in relation to continuity and rupture with the oldest writings, revealing the importance of the theme for crossing centuries of history of the Christianity, being assumed, reread and re-signified by the most diverse readers to the present day.Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPqUniversidade Metodista de São PauloCiências HumanasAlém-MundoLiteratura ApocalípticaRecepçãoAtos ApócrifosGrotescoBeyond-WorldApocalyptic LiteratureReceptionApocrypha ActsGrotesqueDeixai toda esperança vós que entrais: o inferno na tradição dos apócrifos e sua recepção em textos medievais e contemporâneosLeave all hope you entered: the hellin the tradition of the apocryha and its reception in medieval contemporary textsinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório da METODISTAinstname:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)instacron:METODISTAinfo:eu-repo/semantics/openAccessTEXTCarlos Eduardo de Araújo Mattos.pdf.txtCarlos Eduardo de Araújo Mattos.pdf.txtExtracted texttext/plain102700https://repositorio.metodista.br/bitstreams/f917b176-6d7e-4b4a-8c09-e1bb6a3cd726/downloadd21e2a519ee12d635da929987161299fMD53THUMBNAILCarlos Eduardo de Araújo Mattos.pdf.jpgCarlos Eduardo de Araújo Mattos.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2998https://repositorio.metodista.br/bitstreams/a5ecb829-074d-4029-80ea-cc91f7cf719a/download1068274a2af1eaff5c8dd97c693936aeMD54ORIGINALCarlos Eduardo de Araújo Mattos.pdfCarlos Eduardo de Araújo Mattos.pdfapplication/pdf931719https://repositorio.metodista.br/bitstreams/cf89c8e3-6c57-4d37-94ca-aaa9537b9c6d/downloadc8685a26426d27f1d8bac31a50d52878MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.metodista.br/bitstreams/9d620a79-720b-4baa-8425-e1f7c0ff49b4/downloadbb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4MD52123456789/6212025-07-15 14:16:48.581open.accessoai:repositorio.metodista.br:123456789/621https://repositorio.metodista.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.metodista.br/jspui/http://tede.metodista.br/oai/requestbiblioteca@metodista.br||erick.roberto@metodista.bropendoar:2025-07-15T14:16:48Repositório da METODISTA - Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0IG93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLCB0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZyB0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sIGluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yIHB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZSB0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQgdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uIGFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LCB5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZSBjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdCBzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkIHdpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRCBCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUgRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSCBDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMgbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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