Com Deus não se brinca: o risível no evangelho de Marcos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: SANTOS, Paulo Sérgio Macedo dos
Orientador(a): CARNEIRO, Marcelo da Silva
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Metodista de São Paulo
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.metodista.br/handle/123456789/72
Resumo: O objetivo central desta pesquisa é responder à questão: como identificar o riso e o risível nos textos sagrados do NT. Partimos de uma perspectiva de que as narrativas do cristia-nismo primitivo têm sua origem na cultura popular, lugar de encontro de gêneros distintos e de caraterísticas literárias irreconciliáveis. Marcos ao inaugurar o gênero “evangelho’ aponta em sua narrativa, dependente da cultura popular, todos os elementos necessários par se contar uma boa estória. O riso, no entanto, para ser identificado nas narrativas pre-sentes no texto marcano carece das contribuições da neurolinguística, da psicanálise, da filosofia da história e da crítica literária. Este trabalho se preocupa tanto em construir os caminhos que o risível fez na história da cultura cristã, bem como sua diabolização na Ida-de Média, assim como este era visto por pelas três principais culturas que influenciaram na construção do cristianismo. Em Marcos, os elementos que o identificam como produção da cultura popular são visíveis nas formas e elementos que constroem a narrativa. Esse texto impregnado de “cansaço”, de aliterações, é também possuidor de ironias e sarcasmo, como um autêntico produto do encontro de universos distintos e da união de estilos e gêneros igualmente distintos. Neste ambiente de encontro, no qual barreiras sociais são transpostas, os gêneros literários são imbricados, coexistindo mutuamente, destituindo de sentido as dicotomias artificialmente impostas. Ultrapassado este limite imposto por uma leitura tra-dicional dos textos sagrados, principalmente dos que foram canonizados, escapando da tradicional interpretação de que o riso nada mais é que uma falha moral, este surge como elemento substancial para a compreensão tanto das narrativas existentes no Evangelho de Marcos, bem como elemento formador e originário do cristianismo. A solidificação do cristianismo como padrão religioso, acabou por diabolizar este riso e, permitindo-o apenas por escárnio ao demônio visto que a ideia medieval era de que Cristo nunca riu. Isso foi necessário para que o cristianismo surgisse como força dominadora e que colaborasse para a ideia de divisão maniqueísta da realidade imposta pelas dicotomias sério/risonho; al-to/baixo; grotesco/sublime; sagrado/profano, isentando a literatura de contato com a reali-dade do entorno. Realidade de fala, de influencias culturais e linguísticas e de povo. Isen-tar o sagrado do riso foi uma alternativa para impô-lo como religião.
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Este trabalho se preocupa tanto em construir os caminhos que o risível fez na história da cultura cristã, bem como sua diabolização na Ida-de Média, assim como este era visto por pelas três principais culturas que influenciaram na construção do cristianismo. Em Marcos, os elementos que o identificam como produção da cultura popular são visíveis nas formas e elementos que constroem a narrativa. Esse texto impregnado de “cansaço”, de aliterações, é também possuidor de ironias e sarcasmo, como um autêntico produto do encontro de universos distintos e da união de estilos e gêneros igualmente distintos. Neste ambiente de encontro, no qual barreiras sociais são transpostas, os gêneros literários são imbricados, coexistindo mutuamente, destituindo de sentido as dicotomias artificialmente impostas. Ultrapassado este limite imposto por uma leitura tra-dicional dos textos sagrados, principalmente dos que foram canonizados, escapando da tradicional interpretação de que o riso nada mais é que uma falha moral, este surge como elemento substancial para a compreensão tanto das narrativas existentes no Evangelho de Marcos, bem como elemento formador e originário do cristianismo. A solidificação do cristianismo como padrão religioso, acabou por diabolizar este riso e, permitindo-o apenas por escárnio ao demônio visto que a ideia medieval era de que Cristo nunca riu. Isso foi necessário para que o cristianismo surgisse como força dominadora e que colaborasse para a ideia de divisão maniqueísta da realidade imposta pelas dicotomias sério/risonho; al-to/baixo; grotesco/sublime; sagrado/profano, isentando a literatura de contato com a reali-dade do entorno. Realidade de fala, de influencias culturais e linguísticas e de povo. Isen-tar o sagrado do riso foi uma alternativa para impô-lo como religião.The central objective of this research is to answer the question: how to identify laughter and the laughable in the sacred texts of the NT. We start from the perspective that the nar-ratives of primitive Christianity have their origin in popular culture, a meeting place of dif-ferent genres and irreconcilable literary characteristics. Marcos, in inaugurating the “gos-pel” genre, points out in his narrative, dependent on popular culture, all the necessary ele-ments to tell a good story. Laughter, however, to be identified in the narratives present in the Marcan text, lacks the contributions of neurolinguistics, psychoanalysis, philosophy of history and literary criticism. This work is so concerned with building the paths that the laughable made in the history of Christian culture, as well as its diabolization in the Middle Ages, as well as how it was seen by the three main cultures that influenced the construc-tion of Christianity. In Marcos, the elements that identify him as a popular culture produc-tion are visible in the forms and elements that build the narrative. This text, impregnated with “tiredness”, with alliterations, is also full of irony and sarcasm, as an authentic prod-uct of the meeting of different universes and the union of equally different styles and gen-res. In this meeting environment, in which social barriers are transposed, literary genres are intertwined, mutually coexisting, removing artificially imposed dichotomies from meaning. Having surpassed this limit imposed by a traditional reading of sacred texts, mainly those that were canonized, escaping from the traditional interpretation that laughter is nothing more than a moral fault, this appears as a substantial element for understanding both the narratives existing in the Gospel of Marcos, as well as a formative and original element of Christianity. The solidification of Christianity as a religious standard ended up demonizing this laughter and allowing it only in mockery of the devil since the medieval idea was that Christ never laughed. This was necessary for Christianity to emerge as a dominating force and to collaborate with the idea of a Manichaean division of reality imposed by the seri-ous/smiling dichotomies; tall short; grotesque/sublime; sacred/profane, exempting literature from contact with the surrounding reality. Reality of speech, cultural and linguistic influ-ences and people. Exempting the sacred from laughter was an alternative to imposing it as a religion.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESUniversidade Metodista de São PauloCiências HumanasEvangelho de MarcosCristianismo PrimitivoRisoRisívelCrítica literáriaMark’s GospelEarly ChristianityLaughterLaughable/risibleLiterary criticismCom Deus não se brinca: o risível no evangelho de MarcosDo not play with God: the laughable in the gospel of Markinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório da METODISTAinstname:Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)instacron:METODISTAinfo:eu-repo/semantics/openAccessLICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.metodista.br/bitstreams/280c9b3e-fef6-40cc-be87-032699eafedc/downloadbb9bdc0b3349e4284e09149f943790b4MD51ORIGINALPaulo Sérgio Macedo dos Santos.pdfPaulo Sérgio Macedo dos Santos.pdfapplication/pdf1227389https://repositorio.metodista.br/bitstreams/3fae8c38-8403-4a6f-92a5-f0e050509ce3/download38d36cad4681bb85ce4e6aa72efb7d15MD52TEXTPaulo Sérgio Macedo dos Santos.pdf.txtPaulo Sérgio Macedo dos Santos.pdf.txtExtracted texttext/plain103005https://repositorio.metodista.br/bitstreams/eb5a0cdf-9b90-4f59-95f6-dc0209c00f6b/download1e9bc2bbe9ba263d8fdc25ada0012dc0MD53THUMBNAILPaulo Sérgio Macedo dos Santos.pdf.jpgPaulo Sérgio Macedo dos Santos.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg2936https://repositorio.metodista.br/bitstreams/6754e731-b452-4582-951e-f7d3193c2bd6/download0b422f9c51b0545ea6cee4b1460845caMD54123456789/722025-02-13 03:00:24.413open.accessoai:repositorio.metodista.br:123456789/72https://repositorio.metodista.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede.metodista.br/jspui/http://tede.metodista.br/oai/requestbiblioteca@metodista.br||erick.roberto@metodista.bropendoar:2025-02-13T03:00:24Repositório da METODISTA - Universidade Metodista de São Paulo (METODISTA)falseTk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0IG93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLCB0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZyB0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sIGluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yIHB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZSB0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQgdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uIGFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LCB5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZSBjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdCBzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkIHdpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRCBCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUgRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSCBDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMgbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=
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